sfd
As idéias fora do lugar
Roberto Schwarz sustenta que “toda ciência tem os princípios que são originados dentro do seu próprio sistema, e um dos princípios da economia política seria o trabalho livre”.
O que responder?.
"O que há para ser respondido nessas perguntas que foram feitas pelo repórter"
Comentário sobre as Olimpíadas
A falta de investimento um grande obstáculo para o esporte brasileiro
quinta-feira, 2 de abril de 2026
domingo, 19 de fevereiro de 2017
Saudade
Choramos ainda que silenciosamente quando algo, ou alguém que nos é caro se vai de alguma maneira.
A saudade é um mal sem cura!
Que insiste em doer, quanto mais se lembra, mais ela encontra aí, razão para arder a sua chama invisível...
A saudade nos chega de muitos modos...
Desde um aroma que evoca um dia bom de uma infância perdida nas garras do tempo, até uma linha sublime de algum bom texto, que nos libertou a alma num vôo além da imaginação, a montar o alado corcel da leitura...
Desde um beijo roubado, ganhado, ou imaginado, nos lábios do ser amado, até o adeus a um amigo numa partida que dá vida a separação e inaugura irremediavelmente a nostálgica vivência da expectativa da chegada...
Saudade é um desejo intenso, incontido e quase irracional de estar onde não se está, mas que se gostaria de estar....
Saudade é querer viver de novo a infância que se esvaiu,
É querer sentir de novo o aroma que no ar se exauriu,
É querer sentir a paixão e o fogo nos lábios do ser amado, conforme um dia se sentiu, ainda que na imaginação...
É querer reler de novo aquele texto sublime que o infinito nos abriu,
É querer reler mais um vez aquele verso que sufocando a razão, deu sentido ao sem sentido, trazendo a lume o rio da emoção... Num palpitar de coração febril.
Saudade, nostalgia... Só que amou sentiu...
Só que viveu sofreu...
Só quem, vive, só quem ama... Sente!
Joaquim Teles - Kiko di Faria.
quarta-feira, 27 de março de 2013
O que responder?
Tentarei ser breve neste texto, na
realidade surgiu com a intenção de ser apenas um comentário, algo rápido, no mínimo
algumas frases, mas foi ganhando tamanho, parágrafos, assim se tornou postagem.
Antes quero ressaltar que esta página,
embora esteja estagnada na falta de criações, ainda permanece viva, ao menos
nos números estatísticos de visitas diárias. Obviamente que o Bomba-H já teve seus dias
vindouros, talvez algum dia retorne a esse bom tempo, mas ainda sim é valido
ressaltar que o nosso ambiente virtual permanecerá sempre acessível a qualquer
leitor interessado em nosso conteúdo.
Indo ao que interessa, já algum
tempo andei me angustiando em torno de algumas posturas de nossa TV brasileira.
São atitudes, modos de programações, que estão se distanciando cada vez mais de
uma prática que deveria ser minimamente decente. E sim, qualquer que seja o gênero
do programa televisivo a responsabilidade deve ser um padrão constante,
principalmente quando colocamos em contexto uma TV aberta. Portanto, sendo
humor ou tragédia, a mídia influencia a consciência e comportamento social. Nesta postagem, cito sem temor o programa que
se auto-define jornalístico e humorístico, trata-se do CQC – Custe o que Custar
transmitido pela emissora Band. É um programa polêmico que traz temas
relevantes, mas outras vezes acaba pecando pela vontade exacerbada em favor da audiência,
capaz de agredir ou ter posturas imorais e vincular ao grande público.
Na ultima segunda-feira foi ao ar
uma matéria feita no Congresso Nacional em que o repórter tem como pauta uma
tentativa de conseguir algumas palavras de José Genoino. Não entrarei em
detalhes sobre a matéria, pois a mesma pode ser vista no vídeo que compõe esta
postagem, mas algo relevante me chama atenção, diante de todas as investidas do
humorista que apenas lança indagações impossíveis de serem respondidas. Primeiro
ele pergunta a Genoino se há mais bandidos no Congresso do que na prisão, depois
pergunta aonde ele iria passar o réveillon se seria na papuda e na maior das boas intenções afirma no final
que “o deputado Genoino não respondeu às perguntas do CQC o que ele tem feito
constantemente com a imprensa nacional. A gente quer ouvir umas respostas, a
população brasileira também quer.” Ora, mas tendo em vista a essas
perguntas, eu que faço outra ao leitor: responder o que? O que há para ser
respondido nessas perguntas que foram feitas pelo repórter, quer que ele diga
que “ - Há sim vai ser ótimo passar o réveillon na cadeia, vou adorar!”. Como assim
dá uma tchauzinho pro CQC? Definitivamente não é algo sério como tão pouco é
corajoso, pois se fosse mesmo uma ousadia ou uma grande audácia tais perguntas,
porque ele não faz essas mesmas indagações para juízes, o Supremo Federal é bem
pertinho do Congresso, se eles são tão inovadores e não tem medo de nada, então
vão lá perguntar pro Lewandowski ou para qualquer juiz se há bandidagem nos
sistema judiciário, que ali só tem bandido, etc, etc, etc.
Na realidade a imprensa
brasileira e nisso pode se incluir muitas outras programações e emissoras
adoram se colocarem como os bonzinhos, santinhos da história. Como se o
interesse deles fosse único e exclusivamente o interesse público. Francamente,
seria muita ingenuidade pensar que todas as perguntas feitas que visam agredir
o político é feito apenas para vingar a sociedade, nada disso! É uma intenção
clara de busca de audiência, é uma suplica para que Genuíno se revoltasse e
agredisse o repórter, pronto seria o que xeque-mate. Os inocentes e mocinhos da
história ganhariam o dia e mais uma vez cercaria de adjetivos e piadinhas que o
Genuino, colocando-o como o grande vilão a ser destruído. Ora, não estou aqui
querendo defender políticos corruptos, na verdade deixo claro que um dos
maiores problemas do Brasil e isso não apenas hoje, mas durante algum período vem
sendo a corrupção que impera sobre várias instituições do país, principalmente
na administração pública, e se, portanto, Genuino foi julgado e condenado deve,
de fato, parar na cadeia como qualquer um que inflige a lei. No entanto, é um
direito dele e isso ninguém pode negar a vontade de aceitar ou não uma
entrevista. Aliás é um direito de qualquer um.
Por fim, vale deixar claro que o
humor, como qualquer brincadeira, deve ter seu ponto de começo, desenvolvimento
e fim, o Brasil e o ser - humano não pode viver uma vida apenas de humor, a momentos
de ser falar sério e esses muitas vezes trazem “realidades” trágicas, ainda
mais para nós brasileiros. A seriedade é algo necessário para TV brasileira e
não deve está apenas nas notícias do William Bonner afirmando que cresceu o número de violência ou o fraco
desempenho brasileiro em matéria de educação, a seriedade deve está também no
papel de prevenção, de conscientizar a população que a coisas que podem ser
evitadas na vida e a mídia tem um papel primordial nisso.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
VIII Semana de História
- História do Brasil Fronteiras e Perspectivas
- X Arte de Cantar História
De 1 a 5 de Outubro.
Auditório da Prefeitura - 20:00 Horas.
Marcadores:
Atualidades,
Especial,
Estudantes UEG,
História,
Home,
Homenagem,
Professor,
Recomendamos
Idéias em movimento - Teorias para Reforma
ALONSO,
Angela. Idéias em movimento – A geração
1870 na crise do Brasil – Império. São Paulo: Paz e Terra, 2002. pp. 245 -
262
O
texto a ser analisado é Teorias para Reforma, presente no livro Idéias em
Movimento – A geração 1870 na crise do Brasil - Império, da socióloga Ângela
Maria Alonso. Além dessa formação, Alonso também alcançou o doutorado pela
Universidade de São Paulo (USP), mesma instituição pela qual, atualmente, ela
ministra suas aulas. Fora do país Alonso buscou o pós-doutorado na Yale University e, também, esteve
envolvida em outras pesquisas acadêmicas.
O
capítulo sobre-citado, e pela qual está produção fica responsável em analisar,
retrata princípios intelectuais, em que alguns casos essas regras (ou
princípios) estavam inseridas em uma cientificidade própria da influencia
positivista da época. Eram intelectuais que lançavam seus olhares para as
condições do Brasil e que de certa forma estavam envolvidos em um contexto com mais
de um grupo e, portanto, mais de uma consciência a ser admitida e projetada.
Em resposta a
agenda política brasileira, o movimento intelectual da geração 1870 produziu
programas completos de reforma modernizadores, que estão tanto na conclusão de
seus livros de doutrina, como em circulares eleitorais e manifestos políticos
que lançaram em meados dos anos 1880. (p. 246)
Há
grupos tais como positivistas abolicionistas, novos liberais, federalistas
científicos, liberais republicanos em que entorno das discussões que estes se
envolviam uma que se destaca seria a passagem do Brasil que deixava de se
tornar império e dava seus primeiros passos rumo a republica. Todas as
mudanças, desencadeadas por essa ruptura de governo, passavam-se por uma
consciência de projeto, mas que não deveria sofrer com radiais mudanças. Ou seja, o contexto político envolvendo o fim
do Império junto ao surgimento do ideal republicano, o que mais tarde, tornaria
o Brasil uma republica, passa a ser estimulado não por uma apocalíptica
revolução – “Todos os grupos exorcizaram a revolução” (p.259) – nas estruturas políticas, sociais e econômicas do
país, mas pela manutenção de uma estrutura já vinda da monarquia, mas que agora
visava projetos adequados que aproximassem o Brasil da modernidade e o
capitalismo, entendido como um prolongamento gradual da Republica e federalismo
que estaria ocorrendo. Ou nas palavras de Alonso: “O liberalismo econômico reza
que o capitalismo viria a seu tempo antes, era preciso limpar o terreno para
seu desenvolvimento.” (p. 253)
No
entanto, vale ressaltar que embora alguns setores políticos estivessem
envolvidos com uma consciência e influencia externa, haveria de se pensar as
condições e especificidades que envolvia as novas transformações ocorridas no
país. Embora, pudesse supor que havia um discurso teórico diferente da prática
– ou melhor, que as “idéias estariam fora do lugar”, nota-se haver em cada
circunstancia, e no Brasil definitivamente não seria diferente, especialidades
que desencadeavam em realidades nem tanto revolucionárias.
Uma
diferença que pode ser notada é a questão do escravo nessa nova situação,
republicana. Ora, haveria grupos tais como os abolicionistas que desejavam o
fim absoluto e sem indenização da escravatura, enquanto outros, liberais
republicanos, desejavam o processo gradual do fim dos escravos. Tratavam tal questão, não como uma mudança
social ou política, mas econômica. “O
fim da escravidão era problema do tempo. Bom seria chegar a abolição sem
transtornar a propriedade agrícola, sem ofender aos direitos e interesses
envolvidos. A reforma política era independente da reforma da economia.” (p.
253)
Há
outros interesses intrínsecos ao fim da escravidão. Vontades que não era apenas
no fim do trabalho escravo, propriamente dito, mas também seria uma forma de
trazer o progresso ao Brasil, recebendo assim imigrantes europeus em troca de
escravos, provocando-se a política de branqueamento. A chegada desses novos imigrantes
seria útil para outros motivos políticos. As regiões do sudeste e sul
aumentavam sua população o que, dessa forma, “poderiam equilibrar a balança de
poder político até então pendendo para o lado nortista.” (p. 248) O projeto
proposto, visava mudar o poder do Senado para a câmara dos deputados o que,
desencadearia, em um federalismo – em que cada província, dependendo do número
de sua população, poderia emitir um maior número de políticos para
representação da região. O que pode ser analisado nessa trama de interesses
políticos é um constante setor político que, embora houvesse pensamento e
propostas mudanças na representação administrativa, ainda sim estariam
controlando o desenrolar do Brasil na republica. Esse desenrolar estava
processualmente relacionado a motivos econômicos que se exemplifica com outras
questões tal como a escravidão.
Ao
tratar do tema econômico, outra característica pensada pelos intelectuais na
época de crise Brasil Império, seria o papel mínimo do estado. Tratava-se,
portanto, de um pensamento de liberalismo econômico vindo de uma consciência e
influencia externa.
Liberais
republicanos, federalistas científicos e novos liberais gostariam de ver
ampliado o escopo da livre concorrência, da liberdade bancaria, da liberdade de
comércio e da indústria... O Estado não deveria ser um agente econômico, um
investidor. Deveria prover apenas a infra-estrutura de comunicações e
transporte (telégrafos, correio e estradas de ferro), as condições para a
expansão de uma economia capitalista. (p. 247)
Sabe-se
que, por algum período de tempo – seja no império e republica, o Brasil teve
como um dos principais produtos o café. Admitindo que o produto fosse exportado
em demasia os cafeicultores, mais tarde, junto ao estado iriam tomar medidas de
proteção a esse produto. Tais medidas se deram por meio da desvalorização
cambial o que fez o preço da moeda nacional cair em detrimento a moeda
estrangeira. Tal medida fez com que o café fosse mais comprado por estrangeiro,
pois se antes a moeda se igualava ao dinheiro estrangeiro, agora desvalorizado
o café custaria menos. Essa medida observa-se haver uma preocupação da elite em
manter sua renda pomposa como seria de seu desejo. No entanto, uma
desvalorização cambial iria prejudicar a maioria da sociedade brasileira, pois
o nosso país mais importava produtos do que exportava. Conforme a moeda
brasileira fica mais fraca em relação a estrangeira a compra de produtos
importados ficariam mais caros, mas não para os cafeicultores que iriam
compensar isso com suas vendas. No entanto, os dinheiros da compra dessas sacas
de café ficariam apenas nas mãos dos cafeicultores, trata-se, portanto, de mais
uma medida que demonstra haver uma elite interessada em se manter no lucro,
enquanto a população se via a mercê de interesse dos donos do poder.
O
que diferencia o texto de Ângela Alonso para um dos clássicos da
historiografia, que intitulou sua obra como Donos do Poder,Raymundo Faoro
estaria nos objetivos que cada um dos autores visavam compreender. Faoro com jurista que inclusive esteve como
presidente das Organizações dos Advogados do Brasil (OAB), utiliza-se de sua
linguagem e análise de juristas para compreender a situação e formação do
Brasil na republica. Enquanto que Alonso observa nesse capítulo as propostas
políticas, pouco revolucionária, que visava aos poucos construir uma nova
realidade para o Brasil. Nas palavras de Alonso, conclui-se: “O diagnóstico da
conjuntura como crise de decadência desembocou em duas conclusões: a inépcia da
elite política imperial para levar avante as reformas e a inoperância do
parlamente em processá-las” (p. 258). Diante dessas fragilidades administravas
os contestadores, visavam-se lançar a esses novos postos políticos, mas suas
posições deveriam se debruçar as “mudanças negociadas e paulatinas, sem
rupturas drásticas, sem quebra da ordem. Seus projetos têm por ponto de fuga a
transformação controlada da sociedade e do sistema político, através das
instituições e da lei.” (p. 259)
Marcadores:
Estudantes UEG,
História,
Home
Assinar:
Comentários (Atom)




