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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

VIII Semana de História



  • História do Brasil Fronteiras e Perspectivas
  • X Arte de Cantar História 

De 1 a 5 de Outubro.
Auditório da Prefeitura - 20:00 Horas. 

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Nova enquete

Ao lado direito desta página virtual o leitor poderá participar de uma votação acerca do especial: Educação o desafio da Qualidade. Queremos a opinião do leitor sobre o que ele(a) achou do primeiro especial criado por nosso Bomba –H.

Trata-se de uma enquete que futuramente poderá nos beneficiar em criar novos especiais, mas antes gostaríamos de saber a opinião de nossos visitantes sobre essa primeira produção. Há nessa enquete cinco opções de escolha em que poderá ser marcada mais de uma opção.

Caso alguém queira emitir outras formas de opiniões, não deixe de comentar em nossas postagens ou entrar em contato conosco, preenchendo o formulário de contato que também fica ao lado direito desta página.

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Veja também:

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Sobre o ensino de História no ensino fundamental

Umas das maiores dificuldades dos estudantes do ensino fundamental na disciplina de História fundamentam-se nas questões:

1.                 Porque estudar o que já passou?
2.                 Para que guardar estas datas?
3.                 O que tem a ver isso com minha vida estes fatos?

Esse mal-estar tão generalizado nas mentalidades dos estudantes, em muito dos casos é decorrente de um ensino que durante muito tempo predominou, o reprodutivismo. Refiro-me aqui a uma metodologia utilizada por muito professores baseada na reprodução dos manuais didáticos, os livros. Sabe-se que os livros didáticos em sua grande maioria procuram enfatizar uma historia dos grandes feitos e dos grandes personagens do passado. Nós estudantes de História observamos constantemente que o conhecimento sobre o passado pode nos chegar por meio de várias perspectivas. Não existe uma única forma de representar e narrar o passado. Assim, gostaria de compartilhar uma questão com vocês: Por que nós historiadores em magistério não ofertamos aos nossos alunos essa pluralidade de perspectivas sobre o passado? Porque não oferecer outras possibilidades de formação identitária?

Alguns teóricos como Mircea Eliade, Marcos Napolitano, Roger Chartier, Johan Huzinga, Philippe Áries dentre outros, nos ensinam que podemos utilizar a religião, a música, a literatura, brinquedos e  jogos, como possibilidades de discussão sobre o passado.


E vocês? O que vocês usam ou pretendem usar para ensinar seus alunos? Compartilhem suas experiências! Assim podemos aprender cada vez mais.


por Otávio Marques 

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Educação o Desafio da Qualidade

O Bomba-H começa o ano letivo inovando com um especial sobre a educação brasileira. Trata-se de uma série de reportagem de Alan Severiano, produzida pelo Jornal Nacional que foi ao ar no mês de maio do ano de 2011. A série Educação o desafio da qualidade pode ser conferida pelos leitores neste blog, além das reportagens que poderão ser vistas, há também comentários logo abaixo dos vídeos que poderão ser lidos.

Para acessá-lo basta clicar sobre a imagem a baixo ou também clicar na mesma imagem que está no lado direito deste blog. Confira agora mesmo e não se esqueça de deixar o seu comentário.  


quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Meu Mestre, minha Vida e Escola CEFA

Alguém já ouviu falar no filme Meu Mestre, minha Vida. Trata-se daqueles filmes clássico, produzido no final dos anos 80, que provavelmente muitos já tiveram a oportunidade de assisti-lo na Seção da Tarde. Para aqueles que não se lembraram pelo título do filme, talvez um breve resumo possa ajudar.

O filme conta a história de um professor que assumi um cargo, nada confortável, de diretor de um colégio com sérios problemas. Tráfico de drogas, gangues violentas, agressões físicas entre alunos e professores e por fim pichações em todas as paredes do ambiente educacional. Trata-se do verdadeiro caos. Diante desse ambiente o professor Joe Clark resolve formular uma revolução no ambiente escolar. Em uma única tacada Clark expulsa todos os alunos violentos ou com alguma acusação da escola. Dessa forma começa a restaurar aquele ambiente, tornando possível, ao final do filme, aquela trajetória ser vista como exemplo. Por fim, vale ressaltar que tal história é baseada em fatos reais.

Depois desse curto resumo, vejamos essa reportagem do Fantástico, sobre um exemplo real que está bem próximo a nós...


Embora não possa afirmar com totalidade, mas o exemplo da escola CEFA, próximo a nós, se a semelha um tanto com o filme Meu Mestre, minha Vida. Ambas as escola, por fim, tem os mesmos objetivos, revolução na educação. Além disso, as escolas também se relacionam em suas trajetórias: ambas tiveram que sair da total adversidade de um ambiente de aprendizado para alcançar níveis exemplares. Se assemelham também na coragem dos professores em ter que lidar com os problemas. O detalhe é que o professor Jordenes da Silva é mais real para nós do que o professor do filme. Ora, além da proximidade geográfica, há uma relação entre nós futuros educadores e Jordenes – um professor que lida com a praticidade na educação. Ele torna práticos os sonhos.  

Então, para encerrar, vale novamente repetir o velho ditado: “Feliz do homem que é escravo de uma grande ideia”. Há a vontade, ou deveria haver, de grande parte dos brasileiros em tornar a educação do país melhor, de promover essa tão aclamada revolução na educação. O jornal Correio Brasiliense desse domingo (15 de janeiro) alertou que o crescimento não pode ser apenas econômico, mas também intelectual, devemos nos preocupar com a qualidade de nossa educação. Mas como revolucionar? Talvez essa seja a pergunta certa. Já a resposta correta, acredito que não venha com frases curtas ou diretas, mas com exemplos. 

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A platéia e a isca

Na última semana estive pensando, juntamente com outros colegas, que tipo de conteúdo deveríamos disponibilizar ao leitor. Ao que parece – sob análise feita no decorrer de um panorama ao nosso blog – quanto mais polêmica for a postagem, maior é o número de comentários. Para ilustrar melhor essa percepção, um bom exemplo seria a postagem: Bomba-H se pronuncia, onde até o momento tivemos 15 comentários, sendo que a postagem posterior a essa tem apenas um comentário. A explicação para isso se deve ao valor que cada postagem possui em determinado número de pessoas. É mais atraente comentar o acontecimento polêmico  do que se pronunciar sobre a triste situação de nossa Universidade.   

De fato não há segredo algum nisso. Desde muito tempo existem formas que são utilizadas por meios de comunicação para atrair o maior número de pessoas possíveis. O termo sensacionalista é quando determinado acontecimento é explorado ao máximo por editoriais, tamanha é essa exploração que é retirado do acontecimento as maiores emoções imagináveis; e a subjetividade, que deveria ficar de fora de uma matéria jornalística séria, toma grandezas significativas. Portanto o sensacionalismo é uma forma não adequada de se atrair o público.  Outros que também tem suas formulas de conquista das massas são os tradicionais discursos políticos, onde se promete de tudo e para todos. Inclusive é comum em campanhas políticas se gastarem caminhões de dinheiro em busca da melhor imagem pública. Nesse assunto os profissionais de marketing são especialistas.

Salman Khan
Entre os professores a platéia é obviamente os alunos que estão ali por diferentes motivos. Um porque a mãe o obrigou, o outro porque tem consciência que a educação é algo positivo para ele, há também aqueles que estão ali para não reprovarem por faltas ou por para não perder o conteúdo e não da conta, mais tarde, de fazer a prova. Mas recentemente folheando uma revista semanal, da qual muitas vezes destinei minhas criticas neste blog, tive a oportunidade de ler uma matéria sobre dois professores que atraiam milhões de pessoas para suas aulas e palestras. Fiquei intrigado. Esses professores americanos utilizavam a reflexão de assuntos polêmicos para atrair seus públicos, e nada, além disso. Segundo informa a revista Veja (23 de novembro de 2011) suas “aulas na internet já receberam mais de 85 milhões de acessos,” sem a necessidade de utilizar “apetrechos nem invencionices” apenas sendo bons professores.

Michael Sandel
Os dois professores apresentado pela matéria são o matemático Salman Kahm e o filosofo Michael Sandel. O primeiro desafia sua turma com perguntas como: “Você torturaria um terrorista para tentar evitar uma explosão fatal em uma escola? E se a única maneira de pará-lo fosse torturando a filha dele, de 9 anos de idade?” O outro professor, da Universidade Harvard, Michael Sandel consegue provocar numa extensa platéia perguntas polêmicas mais reflexivas: “Se você tivesse de tirar a vida de uma pessoa para salvar a de outras cinco, o que faria? É justo inflar o preço da água após um desastre natural para aproveitar uma oportunidade de lucro?”

Trata-se de professores, que fazem parte de um grupo seleto, que conseguem tornar o conhecimento transmitido como um desafio a ser refletido pelos alunos. Embora seja assuntos complexos e polêmicos, cada um pode emitir sua opinião livremente e o papel do professor, nesse caso, serve apenas como provocador e mediador do debate. No fim da aula  os alunos não estão preocupado com a presença, mais convictos que suas opiniões sofreram “reviravoltas” em uma simples aula.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Enquanto isso em Goiás...

MP pede a cabeça do reitor da UEG

O Ministério Público de Goiás enviou sexta-feira para o governador Marconi Perillo representação que requer o afastamento temporário do reitor da UEG, Luiz Antônio Arantes, com base em auditoria realizada pela Controladoria-Geral do Estado, que aponta 19 irregularidades supostamente cometidas pela atual gestão nos últimos dois anos. Entre elas, gastos com publicidade em ano eleitoral e acima do permitido, convênio irregular de R$ 10 milhões com a Funcer, falta ou irregularidades nas licitações e também na folha de pessoal, entre outros. O MP pede que seja nomeado um interventor na universidade para "apuração aprofundada dos fatos e apresentação de relatório completo dentro de 60 dias, prazo este que poderá ser estendido em caso de necessidade".

Releia o destaque na coluna Giro de 17 de setembro:

O Diário Oficial do Estado de terça-feira publicou decreto do governador Marconi Perillo (PSDB) com o novo estatuto da Universidade Estadual de Goiás (UEG). Entre os 72 artigos, o de número 37 permite ao governador, diante de solicitação do Conselho Universitário ou de um membro do Ministério Público ou do Tribunal de Contas do Estado, determinar o afastamento da reitoria e nomear interventor pelo período de 60 dias ou mais. Antes, isto só era possível apenas via Conselho Universitário. O Ministério Público ou TCE pode solicitar a intervenção nos casos de "prática ou fortes indícios de irregularidades ou ilegalidade na administração da UEG". A Controladoria-Geral do Estado já apura suspeitas de irregularidades. Segundo fontes no Estado, a intervenção deve ocorrer assim que Marconi retornar de viagem ao exterior.

A intervenção na UEG não aconteceu logo depois da viagem ao exterior do governador, como fontes palacianas me informaram. Mas agora o Palácio das Esmeraldas tem o instrumento jurídico necessário para afastar o atual reitor, num enredo que tem sido escrito desde o início deste ano.

Escrito por Jarbas Rodrigues Jr.

O Bomba-H abre esse espaço para que o debate seja efetivado acerca das condições atuais da Universidade Estadual de Goiás.
Divirtam-se, saboreiem, se irritem, fiquem perplexos e, por fim, comentem.

domingo, 27 de novembro de 2011

Bomba – H se pronuncia

De volta ao palanque virtual, o Bomba – H não poderia retornar sem antes produzir o seu breve comentário sobre os acontecimentos envolvendo o aluno Lucas Alves e o professor do curso de história de Brasil II. Ambos os personagens tem ligações direta com este blog, sendo que o primeiro é administrador e autor do Bomba – H e o segundo teve sua gestão de coordenador desenvolvida tendo como participação alguns outros administradores deste blog. Aliás, antes de prosseguir, temos orgulho de elencar no currículo do Bomba-H a produção da pagina virtual do curso de História.

Feita a devida introdução vamos da continuidade. É nítido que os dois acontecimentos, embora tenham ocorrido num período relativamente curto entre um e outro, não representa o espaço democrático de uma Universidade como a UEG. Já que no próximo ano novos alunos adentraram na UEG de Formosa, há de se ficar claro que a postura dos alunos e o comportamento dos professores são inteiramente de respeito, de ética e amizade em ambas as partes.

Por ser um acontecimento de raridade na UEG, nada mais justo do que repudiar atitude dos envolvidos nos acontecimentos. Por parte do aluno a atitude irônica pareceu ser uma arma constrangedora ao extremo, por parte do professor as palavras pronunciadas não seguiam a lógica da reciprocidade. Muito embora a ironia ou a acusação tenham sido ações negativas, acredito particularmente, que o xingamento a terceiros íntimos não é um ato recíproco, isso se tratando de um exemplo que não foi medido com a balança da justiça da reciprocidade, apenas com o bom-senso opinativo.

O Bomba – H quer deixar claro que o nosso administrador Lucas Alves, o autor mais próximo dos leitores deste blog, passa a quilômetros de distância do que realmente aquelas palavras pronunciadas representam. Seja como aluno ou como cidadão podemos garantir, ao leitor do Bomba-H, que os administradores deste blog, embora possa cometer erros e provocar as inflamações dos ânimos, são pessoas comprometidas com o conhecimento e sabem perfeitamente de sua integridade como pessoa. Também há de se ressaltar que o Bomba - H não está promovendo o discurso maniqueísta, não há o lado certo ou o errado nesses acontecimentos, pois o Lucas errou, mas não sozinho.

Por parte da UEG creditamos a nossa diretora as providencias que serão tomadas como fundamentais na continuidade da democracia e da ordem em nossa Universidade. Não queremos acreditar, sob hipótese alguma, que nossa Unidade é uma terra sem lei. Pois, a Universidade deve ser um espaço de democracia por excelência, onde o livre debate, o respeito a dignidade e a liberdade de expressão devem ser mantidos e preservados sob qualquer circunstancia.


Victor Barbosa (administrador do Bomba-H)

sábado, 10 de setembro de 2011

Badaró e Bomba - H
A parceria que não podia faltar

O boletim Badaró, assim como o blog da turma do terceiro ano: “Bomba-H”, é uma iniciativa digna de elogios, pois trata-se de um espaço em que nós acadêmicos e universitários do curso de História podemos disponibilizar artigos, textos e informações da “realidade” (entre aspas) que nos cerca.

No entanto o Badaró até a sua terceira edição não tinha a pretensão de ser publicado também na internet. Mas essa perspectiva começou a ganha ênfase quando a terceira edição foi publicada e distribuída, pois tamanha foi a distribuição que muitos acadêmicos, inclusive nós editores, ficaram sem seu exemplar. Portanto começamos a nos indagar: porque não tornar o Badaró também visível ao publico virtual? Afinal de contas todos poderiam ter acesso e além disso nós editores do Badaró e, os mesmos, responsáveis pelo Bomba – H queremos que esses textos produzidos estejam disponíveis também ao publico fora de nossa Unidade acadêmica de Formosa. Portanto, apresentamos o boletim opinativo e informativo Badaró que é produzido por alguns alunos do terceiro ano atual de 2011.

A seguir você poderá conferir a terceira edição do Badaró, cujo o tema é transparência. Conforme novas publicações, também iremos disponibilizá-lo no Bomba-H. E lembre-se qualquer sugestão ou critica deixe seu comentário ou envie o seu e-mail para: seguidores.historia@gmail.com

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Entrevista sobre pesquisa

Três professores frente a frente com o gravador. Nesta postagem, o Bomba – H tem a honra de trazer, para o seu conteúdo, uma entrevista feita por nós alunos aos professores: Álvaro Regiani, Juliano Pirajá e Marcelo Brito. Trata-se de uma entrevista sobre o tema pesquisa, ao longo dela o leitor poderá acompanhar respostas firmes, sérias e alguns momentos de humor.

Dessa forma o Bomba-H agradece aos professores, pois o blog ganha uma nova dimensão intelectual. Sem mais delongas, pois a entrevista é extensa deixo o leitor diante da postagem que talvez seja uma aula, em plena as férias, sobre o tema sobre-citado.


Qual a necessidade de preparar o aluno para lidar com a monografia ?

Juliano Pirajá: Em parte o curso é isso. O trabalho de monografia ele só vai ser bom se tiver uma boa escrita, boa orientação, boas fontes e dedicação. O curso é uma ferramenta, pois ninguém chega aqui na Universidade pronto, se deveria chegar com mais inquietações, mas tudo bem não está se chegando em nenhum lugar. Mais eu acho que o curso ele é o lugar por excelência.
Agora quanto às disciplinas, como se tem aproveitado esses conteúdos? O que está faltando nessas disciplinas? Eu sou muito critico em relação em como as coisas estão. Aula de Antiga, de Medieval, de Moderna eu acho que isso tem atrapalhado um pouco perseguir trabalhos melhores ao final do percurso. Essas repartições ainda segregam muitas possibilidades mais amplas de compreensão do objeto. Nisso eu acho que é uma falha, mas não é somente nossa do curso de História, mas como estamos falando do nosso curso então é uma falha nossa – da grade. Também acho que é muito difícil de mudar isso, as melhores universidades do país ainda estão prisioneiras dessa grade.
No mundo moderno, na velocidade em que as coisas se dinamizam, nas possibilidades de leitura que a gente tem no apertar de um clique, esses tipos de repartições têm prejudicado os bons trabalhos. Não tenho certeza, pois isso é uma opinião, mas o que penso é que se a gente tivesse uma formação mais plural, isso facilitaria bastante. Se tivessemos ainda mais possibilidades. Pensar, por exemplo, ao invés de História do Brasil, pensar aspectos, como a política brasileira em fim, outras divisões talvez dessa forma pudessemos ter melhores trabalhos.

Marcelo Brito: Não querendo fazer uma mea culpa para os professores, mas eu vejo que a figura do aluno em uma Universidade é central para a experiência do ensino e da pesquisa. Porque se até ali no ensino fundamental, no ensino médio a gente aceita um aluno que seja mais passivo ou puramente receptor do conhecimento, na Universidade é a hora que ele tem que se colocar como um sujeito na produção daquele conhecimento. Eu acho que a Universidade tem uma grande função social, mais importante até do que preparar um novo profissional para o mercado, que é auxiliar o aluno a se tornar um sujeito. E isso significa o quê? Eu acho que os alunos chegam do ensino médio ainda muito dentro dessa nossa cultura de massa, o que é natural. A função da Universidade é tirar esses acadêmicos dessa cultura de massa, mostrando que ela é relativa, que ela é uma construção, que podemos também produzir algo além dessa cultura de massa. Ao fazer isso, o aluno se torna um sujeito de fato. Recupera algumas reações genuínas, é capaz de relativizar a influência das demandas culturais sobre a personalidade. Quando um aluno torna-se um sujeito e consegue materializar esse processo de amadurecimento na pesquisa, os resultados são os melhores possíveis para a universidade e para a sociedade.

Álvaro: As vezes eu fico me perguntando: como é que as pessoas se acostumam sempre a produzir o mesmo? O Marcelo tocou no ponto que é essa produção em massa, que é a fabricação de sempre a mesma coisa. Diante disso então é que volta a culpa a ser colocada sobre os alunos. Pois tem que ser feitas novas perguntas, por isso que é necessário essa inquietação do aluno.


Como vocês vêem à pressão em produzir esse último trabalho acadêmico?

Marcelo Brito: Eu tenho acompanhado nesses dois últimos anos os trabalhos de conclusão de curso aqui na UEG, e vejo que a pressão pelo prazo é muito importante. Pois esse prazo gera uma pressão no aluno e ele acaba resolvendo os conflitos que surgem na realização da pesquisa, dessa forma chegando a algum lugar. Sem o prazo, a inércia acabaria vencendo. Eu torço para que o aluno chegue ao melhor lugar possível, que o aluno goste da experiência da pesquisa, que tenha prazer, e isso muitas vezes acontece. Essa pressão pela data, em que não há mais tempo a perder, isso portanto costuma ter um efeito persuasivo no sentindo de fazer o estudante chegar ao tema e realizar a pesquisa.

Juliano Pirajá: A pressão tem haver com o nosso fazer. É exigência nossa, pois a hora da monografia é a hora “H”. Eu também me pergunto sobre esses prazos, mas aqui pra nós, vocês têm um ano de preparação – projetando, pensando, falando só sobre isso e depois mais um ano com o acompanhamento de outro professor que vai cobrar outras coisas em cima disso. Então vocês têm dois anos de trabalho efetivo. Agora se é possível fazer uma monografia em dois anos? Dá pra fazer até duas, até três, quatro. O que é difícil nessa hora, em minha opinião, é que o aluno percebe que ali é ele quem avalia ele mesmo. As avaliações mudam, ele vai começar a "se sentir" quando for começar a escrever a primeira frase, no primeiro capítulo da sua boa idéia. Supondo ser um aluno que estudou, que trabalhou, na hora que ele sentar para fazer a monografia ele vai perceber na frente dele ele mesmo. Não mais uma pergunta, com o questionamento dirigido de um professor, não mais uma resenha e nem artigo com idéias subjetivamente impostas no processo de ensino-aprendizagem. Ele vai está frente a frente com o tema dele, com ele e com a maneira que ele vai querer dizer sobre aquilo. E ai meu amigo é onde a “porca torce o rabo.”
Quanto mais sério o pesquisador for mais doloroso é esse parto e isso é bom em certo sentindo. Não pode passar para os exageros, para as cobranças exageradas, sair rasgando tudo. Então eu acho que essa é a pressão mais difícil nessa hora, menos o prazo e mais o compromisso.



O que vocês diriam para àqueles acadêmicos que se encontram no inicio do quarto ano sem tema e sem inquietação?

Juliano Pirajá: Não existe tema que cai do céu. O que eu acho que acontece hoje em dia e que não deveria acontecer é que muitos chegam ao curso sem vontade de estar nele. Muitos se descobrem ao longo do curso e outros, na metade do curso, só querem os seus diplomas. Então para grande maioria desses que chegam ao quarto ano sem esse bichinho da inquietação, são os mesmos acadêmicos que se descobriram ao longo do curso e agora só querem concluir. Agora pode acontecer também de bons alunos – críticos, responsáveis – chegar ao último ano sem tema. Mas aí há uma diferença. Esse tipo de aluno que foi compromissado nos anos anteriores, ele chega com muitas idéias.
O que é engraçado é que a gente escuta nos corredores: “pô professor me empresta um livro ai para mim abrir meus horizontes.” E eu fico perguntando: “Livro de quê? De quem?” Eu acho que esse bichinho da inquietação ele não surge por acaso, ele depende da erudição, das leituras feitas durante o curso, das curiosidades. Então eu acho muito difícil para um aluno que tenha tido esses esforços que chegue ao quarto ano sem inquietação: ele chega com várias. Ao contrário, esses sem inquietação é um tristeza, mas a Universidade deve saber lidar com eles.

Marcelo Brito: Esse diagnóstico que o Juliano faz, reconhecendo dois tipos típicos de atitudes de alunos, é preciso. Realmente é isso que a gente percebe. Ao mesmo tempo em que chegam alunos transbordando idéias, o que num primeiro momento torna difícil chegar em um único tema, existem outros alunos que o curso parece que não fez tanto sentido, querem mais o diploma, tem aquela visão pragmática.


Álvaro: Ou o suicídio ou restabelecimento. Tirando os bons alunos como o Juliano citou tudo bem.
Eu acho que não deveria se formar tanto historiador, vejo como uma coisa muito supervalorizada e que realmente está faltando erudição. Você pergunta sobre os clássicos, ninguém leu, pergunta sobre historiografia brasileira, no qual a gente vive, ninguém leu. Mas ai os caras utilizam do velho jargão do culturalismo e do marxismo, lê algumas obras essenciais, mas não se aprofunda em nada. Então para esse tipo de pessoa: pegar um ônibus 06:30, almoçar meio dia, voltar pro trabalho, ligar a televisão e sonhar em consumir é a melhor coisa, mas esse lugar não é espaço da academia. Se a pessoa não se inquieta com as coisas sobre a vida ela pode pegar o ônibus todo o dia que não vai se incomodar. Mas na academia é o lugar para você se inquietar, perguntar sobre sua vida, se perguntar sobre seu presente, sobre seu passado, tentar projetar o futuro. Por isso eu acho que se você não tem uma inquietação no quarto ano ou no primeiro ano, suicídio é a melhor coisa. *O suicídio que eu falo não é a morte física é o suicídio acadêmico.


Qual o erro mais comum dos TCC’s em nossa Unidade?

Marcelo Brito: Nesses dois anos que estou à frente da disciplina Monografia II, percebi que existe uma séria dificuldade em relação ao momento da escrita da monografia. E esse é um problema grave. A escrita, na sua função mais básica, ela tem que se prestar como instrumento de comunicação pelo o qual o pesquisador transmite seus argumentos sobre o que foi encontrado na pesquisa. Já no sentindo mais amplo, a escrita é a própria narrativa histórica como parte do processo do conhecimento: na narrativa é que o sentido se constrói, por ela se relacionam as fontes, por ela se realiza o diálogo com os autores. Ou seja, o momento da narrativa histórica é fundamental na pesquisa e existe uma grande dificuldade em relação a esse momento na monografia em História. Na minha opinião, parte desse problema vem da nossa grade- horária: o curso oferece apenas uma disciplina de dois créditos que é Leitura e Produção de Textos, e isso é muito pouco para um curso que depende tanto da escrita.


Quais os temas que estão em falta e os temas que estejam na moda hoje para as pesquisas históricas?

Juliano Pirajá: Falta um trabalho, um clássico trabalho, sobre Getúlio Vargas, faz tempo que a gente não vê esse tipo de trabalho. Temas que eu acho que estão disponíveis, por exemplo, é a televisão menos ela em si, mais o produto que ela produz ou que ela produziu. Mas temos que entender que esse tema que estar “na moda” como aquilo que faz sentido hoje, que todo mundo está dialogando. Até porque não tem nada pior do que você está estudando o “umbigo de Adão” sozinho, é melhor você estudar um tema que tem dez pessoas estudando do que você estudar um tema em que o pesquisador está sozinho. E vejo também que falta um esforço no sentido de produção teórica, eu acho que a produção brasileira ainda está muito aquém do que pode produzir. Ainda vejo muita falta de audácia para dialogar teoricamente, escrever livros de teoria, pois são poucos os historiadores que escrevem sobre esse tema. Não sei se o mercado editorial evita publicar, que se diz respeito somente a historiadores, em contra partida a gente vê outros temas de história, percebe que o nosso passado tem sido revirado, tem sido publicado várias e várias edições sobre tudo e não estou me referindo ao mercado editorial de história como ruim, acho que está cada vez melhor e cada vez mais amplo.

Agora com relação aos temas mais pujantes. Eu diria que tem um jeito de fazer hoje, que parece está na moda. Na moda nesse sentido que já falei, para o pesquisador poder dialogar e que leve em consideração os desenhos daquilo do que vem se chamando, aqui no Brasil, de História Cultural. Isso está na moda, tem orientação disponível em diferentes universidades, são textos profundamente publicados tanto por editoras menores como maiores, se o pesquisador souber escrever fatalmente ele vai encontrar um caminho de publicação. Agora eu como professor sinto falta de temas como de teorias, historia social, acho que isso perdeu muito o fôlego, e vejo que a história do tempo presente está fervilhando.
Outra que vale dizer é que eu orientei na UEG de Formosa somente um tema sobre História Antiga. Não que a Grécia, que a Roma tenham perdido o sentido, que Egito tenha perdido o exotismo. Ainda o Egito continua exótico, ainda a Grécia é a infância da Europa, portanto a nossa, e Roma é um exemplo de império... Essas entidades, sobre o nosso passado, ainda está muito presente para o debate do historiador, ou seja, essas discussões são contemporâneas, mas não existe um trabalho que abrange a disciplina de História Antiga.

Álvaro: Se não quiser seguir esses temas que estão na moda vai fazer filosofia, sociologia, antropologia pegar outras linhas de pesquisas e ir à outras universidades. Uma coisa que eu acho é que os estudantes não deveriam ficar presos é pensar que a UEG - UnB. Está certo que é um bom caminho, um lugar que todos nós trilhamos, mas a questão é que existe mestrado em outras Universidades em outros países. Eu sei que a moda na UnB é “historia cultural”, agora se você pegar o universo da USP e da UNICAMP, o pesquisador vai encontrar outros ambientes por lá. Você tem outras possibilidades, o pesquisador faz uma pesquisa sobre quais os temas mais recorrentes em outras universidades, são outras linhas de pesquisas.


(...) O historiador consegue produzir uma monografia sem o auxilio das fontes, somente por leituras bibliográficas?

Juliano Pirajá: Eu diria que é possível fazer um trabalho de História. Desde que o pesquisador deixe claro que está fazendo uma historiografia. Ou seja, está vendo o seu trabalho com determinada escola, ou determinado número de pensadores, ou só um pensador especificamente. Mas em minha opinião eu acho ruim um trabalho sem fontes. Não que o trabalho de historiografia seja ruim pelo contrário, mas um trabalho historiográfico pressupõe que você trate suas leituras como fonte – que o pesquisador já tenha a fonte e ele deve questionar a maneira como aquele outro historiador chegou àquelas conclusões. Agora tratar um assunto diverso no passado ou presente, eu acho que é ruim um trabalho que não apresente fontes. Mesmo porque eu vejo que esse é o trabalho mais gostoso do historiador, as outras partes são bem trabalhosas como a narrativa, estruturação do texto a parte boa é o pesquisador se debruçar sob as fontes

Marcelo Brito: Dependendo da época e dependendo da temática, pode ser muito difícil o pesquisador ter acesso a fontes primárias. Por isso eu não invalido (...) um trabalho que priorize uma discussão bibliográfica sobre determinado tema. (...) Eu sinto que ainda existe na História – isso se tratando de uma opinião minha – a hegemonia do que chamo de “paradigma do detetive” – um bom historiador é aquele que consegue descobrir fontes desconhecidas. Esse é um paradigma já clássico. No entanto, eu também prezo muito uma outra opinião, uma outra concepção, que é o “paradigma do analista” – que é aquele historiador que consegue voltar às fontes já conhecidas e a partir de uma análise aprimorada retirar novos sentidos que ainda não estavam sendo abordados. Às vezes um aluno revisita uma fonte velha e conhecida e alcança sentidos incríveis, tanto sobre o passado que investiga como para o presente de onde fala.

Álvaro: Eu vejo que o problema quando o pesquisador vai tratar das fontes é o problema de erudição e também a ausência de ingenuidade. Por exemplo, se o pesquisador for a um arquivo como em Portugal, lá ele encontra nos documentos com “LX”. São vários documentos com essas letras LX, pois essa era a forma que os escritores dos documentos chamavam Lisboa. Nesse pequeno exemplo, podemos reparar que se o pesquisador estiver desprovido de erudição, de conseguir compreender a linguagem originária, ele consegue fazer uma leitura dessas fontes. Numa entrevista de Carlo Ginzburg ele diz que chegou a encontrar os documentos do Menocchio e ficou durante sete anos pensando em como se apropriar e utilizar daquelas fontes, para daí escrever o livro – O queijo e os vermes. Então a questão central em lidar com as fontes é a erudição. Além da descoberta o pesquisador deve entrar com sua hipótese, mas essa ancorada na erudição.

Juliano Pirajá: Nesse sentindo não sei muito bem se existe um trabalho sem fontes.

Marcelo Brito: Inclusive quando o pesquisador está trabalhando com algum autor, muito provavelmente esse autor já fez um trabalho com fontes.


A paixão do historiador sobre a leitura das fontes.
** O trabalho pelo o qual o professor Juliano se refere são leituras de algumas edições do jornal: Matutina Meiapontense, cobrado em História Regional pelo professor Fábio Santa Cruz.

Juliano Pirajá: Nesse exercício que o professor Fábio cobrou para o terceiro ano, por exemplo, quem não gostou é o suicídio acadêmico. Você pode não gostar do assunto tudo bem, cada um segue o seu caminho. Agora você não “se surpreender” com uma leitura de uma fonte de mais de 200 anos, aí o acadêmico tem que se perguntar que tipo de historiador ele quer ser. Eu acho que o historiador tem que se surpreender com esses tipos de fonte, falar: “olha que interessante essa frase, o que será que ele está querendo dizer? Quem será que é esse sujeito? Quem escreveu isso?”

Álvaro: Eu me lembro de uma experiência, tive que fazer uma linha de pesquisa para o professor, já falecido, José Ronaldo Teles aqui da UEG. Estávamos fazendo uma pesquisa aqui em Formosa no arquivo, mas havia em um calor bastante forte e tinha um casamento do lado, então era uma cena maluca. Só que de repente o professor começou a rir, eu perguntei para ele o que tinha visto e ele mandou eu lê, era muito difícil de entender, pois era um documento do século retrasado, mas dava para entender um trecho: “duas panelas de escravo.” Diante disso o professor achou todo um desdobramento e ele achou graça disso. Portanto, eu acho que se não tiver esse espanto, essa paixão o historiador perde o seu oficio.


Porque ninguém comenta sobre o PIBQ?

Álvaro: Primeiro é liberado para Anápolis e Goiânia e o que sobra eles dão para outras unidades. O que eu acho que falta aqui é uma força estudantil que exija essas questões. Nós somos a terceira maior Unidade em número de alunos e a gente não tem um PIBQ aqui em Formosa é de estranhar. Então aqui em nossa Universidade “se você não chorar, você não vai mamá.”

Juliano Pirajá: O problema existe. Nós somos, por volta de 28 mil alunos na UEG e a gente vê disponível a cada seleção o PIBQ que é via CNPQ, o PVQ que é voluntário e mais algumas bolsas da UEG. Esses juntos não dão um total de 300 bolsas. O que acontece é que há um processo de seleção e esse processo se dá de diferentes formas, o aluno e o professor são avaliados. Todos os professores de nossa Unidade, todos eles, estão livres para uma ou duas vezes por ano para propor um projeto de pesquisa. Ou seja, todos os professores podem associar alunos para esse tipo de pesquisa, seja para o programa voluntário ou para a bolsa. O programa voluntário geralmente, isso se o projeto atender os requisitos necessários será aprovado. Aqui em nossa Unidade eu nunca vi barrar uma pesquisa se quer, todas são livres como deve ser. Vamos ser avaliados por outro alguém que ira cobrar se a gente está escrevendo direito, sendo claro, sendo obvio. Agora para bolsas com remuneração a concorrência é maior e isso nos dois níveis tanto para os professores, quanto para os alunos. Agora quando ocorre essa junção de um professor já doutor e um aluno com histórico de boas notas (10), o projeto é praticamente aceito.
Voltando para a pergunta do porque que a gente não comenta isso aqui na UEG; primeiro porque não somos incentivados a falar sobre isso. Então muitos de nós professores estamos para contribuir em carga horária, agora isso pode mudar se houver mudanças nos modelos de avaliação, mas isso não depende exclusivamente da vontade de alunos e professores. Depende sim da vontade de alunos, de professores, de auxiliares administrativo, do estado e da direção da UEG para discutir isso com seriedade sobre essas bolsas. Agora se o aluno tem um projeto de pesquisa ele deve procurar um professor, agora se o professor vai trabalhar com ele no projeto de pesquisa é outra coisa. O professor não é obrigado a aceitar qualquer aluno e nem o aluno obrigado aceitar qualquer projeto vindo de algum professor; na relação boa entre professor e aluno eles podem se dialogar e procurar uma bolsa de pesquisa para ser remunerado, agora depende muito do aluno se manifestar. Tem que haver essa relação, a cobrança dos alunos sobre esse PIBQ, pois essa é a primeira conversa que estou tendo sobre pesquisa há dois anos na UEG. Eu tinha, mas quando eu organizava, por isso é necessário a manifestação do aluno.


Como o C.A pode agir ativamente para a reivindicação dessas pesquisas?

Álvaro: O centro acadêmico possibilita esse intermédio fundamental. Por exemplo, recepção dos alunos calouros na Universidade, é um problema grave porque se recepcionam eles com o trote. Qual a recepção, se vocês estivessem restituídos em uma organização estudantil, que seria ideal. Pegar todos os problemas da UEG, todas as soluções, todos os benefícios da Universidade e ir apresentando para os alunos desde o primeiro ano. Em forma de informativo explicar tudo o que compõe a Universidade, pois essa apresentação que você tem em qualquer Universidade. Isso não é um dever da instituição, falando do corpo docente ou do administrativo, mas uma apresentação própria dos alunos, então seria uma comunicação entre vocês.

terça-feira, 14 de junho de 2011

O historiador é um sujeito triste?

Durante o curso de Historia, os estudantes se deparam constantemente com as pluralidades de valores ou de sentido. Você deve estar se perguntando: o que esse cara está falando? Simples. Que tudo aquilo que aprendemos sobre o passado do homem, ao ser analisado, debatido e revisto na universidade, passa a ter um novo sentido. Eu mesmo pensava a História e o passado como a mesma coisa.

Para muitos colegas de curso essa questão é mais dramática ainda, já ouvi de muitos que a História “desconstrói muitas verdades”. Não creio que ela tenha essa pretensão, mas o fato é que cada vez mais ouço dos colegas de curso (e até de mim mesmo!) um discurso sobre a falta de sentido. Alguns como: “Tudo é interpretação,” “A verdade não existe” e muitas outras que não lembro no momento, mas você sabe do que estou falando, já deve ter ouvido pelo menos uma dessas pérolas também não é?

Recentemente, conversando com um colega em um boteco, dentre das inúmeras conversas típicas de bar, acabamos (por efeito dionisíaco) falando sobre a Historia. Até aqui tudo normal, nada mais comum do que historiadores em seu antro falarem de historia, o problema surgiu quando em umas dessas “desconstruções” meu colega disse que eu estava ficando existencialista. Ótimo, agora a cagada estava feita! Eu que já vivia cheio de perguntas tinha agora mais uma: O que é um sujeito existencialista? Não que ele não tenha tentado me explicar, ele tentou, tentou, e tentou... mas sabe como são os historiadores, gostamos de fontes e daquelas com “F” bem grande! Foi assim que uma conversa deu inicio a mais uma pesquisa.

Inicialmente fiquei com a impressão de que tudo o que era negativo era existencialista. A falta de sentido único nas ações humanas. A falta de perspectiva, o vazio. Quem nunca se deparou com aquelas velhas questões: Por que vivemos? Existe vida após a morte? Deus existe? Para mim o existencialismo era como “O lado negro da força”, muito perigoso para si e para todos. Até então tinha compreendido meu colega:

“Ah sim! Ele me chamou de existencialista por conversamos sobre coisas negativas, tristes”.

Nem tão simples. Meu colega estava equivocado, a pesquisa revelou que existencialismo não tem nada a ver com uma filosofia negativa. E nós historiadores não somos tristes (ou pelo menos não deveríamos ser).

Jean Paul Sartre
Dentro do existencialismo me deparei com duas perspectiva: uma cristã representada por Karl Jaspers e Gabriel Marcel e outra ateísta com Heidegger e Sartre.

O ponto em comum entre essas duas perspectivas (a partir disso que as coisas começaram a ficar claras para mim) é a de que, a existência humana precede a essência. Confuso? Vamos por partes.

Pensemos nos Irmãos Wright, que foram os criadores do avião (deixemos a polêmica do Dumont para outra ocasião). Antes de o avião ser projetado, eles já tinham uma idéia em mente, referências outras que lhe indicavam como tornar a idéia em matéria. Por mais que para nós os vendo daqui do presente esta criação possa demonstrar certo domínio do homem sobre a natureza guiado pela razão e pelo progresso, devemos concordar que para aqueles tempos (1903) pensar em sair voando em uma “caixa de metal” é uma idéia um tanto estranha. Contudo, conseguiram materializar a ideia. Assim, nesse caso, o avião que era antes de tudo uma essência (idéia, projeto, referencia, sonho) acaba por finalmente ganhar existência.

Nós estudantes, no cotidiano, nos deparamos com essas essências, estas tentativas de chegar à existência dos fatos. Vai dizer que ao ler um Le Goff, você nunca imaginou está se aproximando pelo o que ocorreu durante a Idade Média? Eu já, você não?

A “desconstrução” começa, quando nos deparamos com a pluralidade de sentido acerca do passado. Que não existe a metodologia, mas metodologias. Assim acabamos por voltar..., então quer dizer que tudo é subjetividade? Nem tudo.

Como falei inicialmente, A EXITÊNCIA PRECEDE A ESSÊNCIA. Nessa teoria sartriana, qual essência antecede a existência do homem? Deus? Será que Deus pensou uma definição técnica e Voilá: eis ai o homem? Não vai ficar triste hein!

O existencialismo é mais coerente, podemos afirmar com segurança, se existe um ser que pode ser definido ante de qualquer coisa essência (conceito, idéia) esse ser é o homem. Heidegger diz que é a realidade humana. “Penso logo existo” dizia Descartes, por acaso você duvida que exista? Para além do que você possa definir a si e as coisas, você existe enquanto ser pensante e isso é uma verdade absoluta.

Inicialmente não somos nada, só posteriormente seremos alguma coisa, a partir do momento que nos definimos como tal. Assim temos umas das premissas do existencialismo “o homem nada mais é do que aquilo que ele faz de si mesmo”

A Historia para March Bloch é o oficio do historiador. Assim a História, na perspectiva de Bloch, existe enquanto há um sujeito engajado em tal oficio, ou seja, em lidar com fontes e metodologias.

Assim somos antes de tudo aquilo que estamos engajados a fazer. Somos a própria ação, e é esta que nos define. Talvez isso seja a fragilidade do conceito de identidade, pois posso fazer “n” coisas de acordo com minha escolha. Não sou um recorte, e por isso, tenho essa possibilidade de escolha que, talvez, venha a assustar muitas pessoas. Que decisão tomar?

O existencialismo sartriano diz que não há moral ou ideia que pode dizer o que é melhor para cada um. Nós, por mais que sejamos movidos por questões sociais, políticas ou religiosas, somente em nós mesmos poderemos escolher qual é o melhor caminho, pois nenhuma essência nos é anterior. Sendo assim, não podemos escolher o mal para nós mesmos se fazemos uma escolha é por que ela tem um valor para nós, nos representa algo. E é por isso que surge a tendência ao subjetivismo, pois não podemos afirmar que tal ideia, visão ou concepção de mundo é melhor do que outra. Somente podemos assumir a responsabilidade por aquilo que acreditamos ser o melhor para nossas vidas.

Não precisamos ficar “desconstruindo”, ou melhor, pluralizando os pontos de vistas. As teorias, as ideias estão em circulação, cada vez mais acessíveis, não precisamos cair na “tristeza” da quietude. Podemos exercer nossa liberdade na escolha. É nesse momento individual e de “desamparo”, como diz Heidegger, que podemos construir a realidade. Esperanças, sonhos, esperas são coisas inúteis, viva seu projeto, atinja sua meta, viva seu sonho é assim que o existencialismo torna a vida possível. Transformando idéias em atos, só a ação permite o homem viver.

Portanto, acredito que a “tristeza” que muitos vêem nos historiadores como meu colega o fez, tem haver com a pratica de nosso oficio, sempre queremos apreender mais sobre o nosso objeto, sem juízos de valor, mas isso não quer dizer que sejamos niilistas, céticos e tristes, somos antes tudo profissionais, e se escolhemos uma teoria e aplicamos em nossas vidas ou até mesmo nos resignamos, estamos exercendo uma escolha, o nosso ponto de liberdade. Assim, sempre se lembre daquele ditado popular: “nunca vá na conversa de bêbado”.


Dedico esse artigo aos professores Alvaro Regiani e Juliano Pirajá e aos colegas Lucas Alves e Marcos Dias que indiretamente me incentivaram a escrevê-lo.

Criticas e sugestões são muito bem vindas!


Otávio Marques Vasconcelos estudante de História UEG.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Do “ca” ao ... “CA”

É, como falam os meus colegas, “as coisas estão acontecendo”. Isto é bom, mas como ressalta o nosso professor Fábio Santa Cruz, junto com as possibilidades que se abrem aos nossos olhos apresenta-se, também, grandes responsabilidades. Aliás, gostaria de começar esta postagem por este sujeito, professor Fábio, ele juntamente com os outros professores e alunos ressuscitou o curso de História da UEG Formosa, com sua sempre presente liderança, o referido professor nos possibilitou pensar no fortalecimento do nosso querido CA, para que em conjunto, alunos, direção e professores possamos lutar por melhorias em nossa Universidade.

Há muito ainda a ser feito, o caminho é longo e, por muitas vezes, desanimador, por isso, inteligencia e estratégia são elementos que nos possibilitarão matar um leão por dia. A assembléia da semana passada teve como objetivo traçar os principais problemas da UEG Formosa que diz respeito diretamente aos interesses do curso de História. Aliás, é bom esclarecer um pouco esse negócio de “interesses do curso de História”, o CA de História é construído para defender os interesses do referido curso, isso não quer dizer que o CA tem por função virar as costas ao corpo docente, enfraquecer os outros cursos e botar fogo na diretora, esta não é a melhor solução, afinal, esta postura fere os interesses dos alunos. Numa instituição de ensino onde professores e alunos não convivam em harmonia o fracasso é iminente. Na assembléia pensamos sobre alguns problemas da Universidade que o CA nascente, com o apoio dos alunos, tentará resolver. Dentre eles:

  • Lutar pela consolidação da democracia na UEG Formosa. 
  • Formação de um bom acervo literário da biblioteca. 
  • Conclusão e disponibilização de um laboratório de história bem equipado.
  • Fim do monopólio da xerox dentro da unidade com o propósito de diminuir as filas, melhor qualidade e, possivelmente, a redução dos preços pelas cópias. 
  • Criação de paradas de transportes interestaduais próximas à UEG, tendo em vista o fato de vários alunos da unidade morarem em cidades satélites do DF e entorno. 
  • Processo de eleição e criação do novo CA. 
  • Melhoria dos recursos materiais da UEG Formosa.
  • Criação de uma revista eletrônica, para publicações de professores e alunos.
  • Desenvolvimento de projetos de pesquisa e pós-graduações na própria unidade de Formosa. 
  • Concretização das obras do “Coliseu”. 
  • Buscar apoio do estado por melhorias na Universidade, procurando o diálogo com os representantes estaduais e municipais. 
  • Motivar a comunidade acadêmica, para participarem do debate político na Unidade, procurando o diálogo com professores, direção e os outros cursos. 
  • Melhor organização das manifestações que tem por objetivo debater e conquistar metas relativas á melhor qualidade da UEG.

Acertamos na ultima reunião que todos os acadêmicos apresentariam idéias para que estes objetivos possam ser alcançados. O “Bomba-H” disponibiliza este espaço para que o debate alcance o meio virtual, esta importante ferramenta para as mobilizações da comunidade acadêmica. Comentem, participem, deixem suas idéias.


Lucas Alves

domingo, 29 de maio de 2011

Badaró: a voz dos acadêmicos

A proposta de um boletim informativo dedicado à comunidade acadêmica deve atender as carências dessa micro-sociedade que apresenta singularidades que os estudantes devem manter-se sempre atento, de modo a atender as demandas políticas, sociais e culturais que o centro intelectual por excelência exige. A universidade é um campo de combate, é uma arena de gládio, embate de conhecimento de indivíduos que procuram por erudição intelectual. No entanto, a universidade contemporânea nos apresenta certas peculiaridades, como nos lembra o historiador Umberto Eco. Eco nos lembra da nova face dos indivíduos que acessam a universidade e, nos lembra ainda, que interesses múltiplos e difusos se apresentam nessa nova, e ao mesmo tempo antiga micro-sociedade.1 Antiga por que convive com essa idéia de espaço de erudição por excelência no modelo das universidades dos séculos XII e XIII, ainda remanescentes; nova ou moderna, por enfrentar a agilidade do tempo na contemporaneidade e a dinâmica acelerada da sociedade capitalista. Da maior qualificação às novas possibilidades de emprego, os objetivos do ingresso em uma universidade deslocam-se da erudição intelectual para o desenvolvimento técnico e, em outros casos, para o aperfeiçoamento do currículo.


É nesta complexa e confusa sociedade que o boletim informativo vai atuar. Pensando nesses elementos, o mesmo deve se adaptar as exigências e objetivos desses novos alunos, ainda pouco participativos na militância da comunidade acadêmica. O boletim informativo tem por função atraí-los à luta por maior apoio ao centro acadêmico, não fatiando a universidade em classes que defendem seus próprios interesses, mas objetivando o bem comum e a perfeita harmonia entre docentes, dissentes e o corpo administrativo.

O que percebemos na Universidade Estadual de Goiás, Unidade Universitária de Formosa, é a total falta de participação dos acadêmicos na participação das decisões da unidade. Ilhas de democracia que observamos nas coordenações de curso, mais nada, além disso. A ausência da participação dos acadêmicos impulsiona o fracasso das tentativas democráticas, afinal, a democracia é alimentada pela participação de todos os indivíduos no debate em busca do bem comum e de uma universidade melhor, tanto para os membros da academia quanto para a comunidade que a circunda, a cidade de Formosa e região. Percebemos ainda, um embate entre professores e o corpo administrativo que tende a um jogo de força pouco democrático, fortalecendo a autocracia e o coronélismo no seio da comunidade acadêmica, uma autocracia perigosa, por estar disfarçada de democrática. Utilizando das palavras do nosso querido Professor Juliano Pirajá, “um reino burocrata do nada pode”.


Penso que a idéia de um boletim informativo que manifeste os interesses da comunidade acadêmica, reforçando a democracia no meio universitário, só vem a contribuir na retirada da máscara democrática presente na nossa Universidade e no convite da participação de todos nas decisões da comunidade acadêmica, para que possamos aproximar a nossa universidade do que realmente deve ser o ambiente acadêmico, um espaço de erudição acadêmica por excelência e espaço de cultivo da democracia e do saber, afastando assim, os monstros do coronelismo e do cultivo da ignorância.



Lucas Alves

quinta-feira, 31 de março de 2011

BOMBA. Notícia de última hora

A professora, em história regional e historiografia brasileira, Terezinha anunciou aos alunos Marcos, Fernando e Victor que não dará mais aula para essas matérias. Apesar de não ter anunciado os motivos, em tal momento, é de se perceber que a conversa entre o coordenador do curso Fábio Santa Cruz, junto com a professora e a turma tenha sido provocante ao ponto da saída da professora.

Pouco mais das 23 horas, a professora anunciou, aos alunos sobre – citados, que enviará um documento ao Fábio, informado de seu afastamento das disciplinas de história, ficando somente com as disciplinas voltada a área de educação. Ainda não é oficial, pois a professora ainda não comunicou ao coordenador, embora fique claro que o blog Bomba-H, não tem a menor intenção em fazer humor com assunto, apenas objetivando a imparcialidade, pois estamos ciente que o assunto é delicado.

A professora fica o agradecimento de ter se comportado de forma digna, etico/profissional, diante a reunião e diante aos alunos, acredito que o comportamento foi o melhor possível, embora admitimos que a tal solução não foi esperado de imediato. Esperaremos, em fim, um anuncio do Fábio sobre o afastamento em seu blogger da coordenação do curso de história.

Obrigado pela atenção

quarta-feira, 30 de março de 2011

Feminismos: idade/geração e juventude

O terceiro capítulo faz um dialogo entre as aulas de metodologia e teoria. Podemos nos arriscar a dizer, por exemplo, que nesse capítulo temos a discussão entre modernidade e pós-modernidade, no caso de nosso trabalho a história é substituída pelo feminismo. Ou seja, o capitulo não apenas dialoga com a aplicação da matriz de Rüsen, mas também com o próprio texto, discutido em teoria, que faz uma abordagem da modernidade e pós-modernidade. Para que, logicamente, não fiquem vazias essas nossas percepções, deveremos apresentar justificativas que torne plausível essa nossa afirmação.

Apresentado na aula de revisão do conteúdo de teoria, mais precisamente no dia 12 de novembro, a professora Ana Carolina, citou que a “fragmentação é uma característica da pós-modernidade.” O contexto pelo qual levou a professora a afirmar isso, foi quando discutido um programa de televisão em que aparecem diversos fragmentos soltos e que muitas vezes esses fragmentos acabam provocando uma falta de orientação. Diante dessas pequenas aspas da professora, pegaremos par diálogo a seguinte pergunta feita pelo terceiro capítulo: “E como organizar uma luta feminista solidária, aberta às diversidades sem cair em uma infinita fragmentação?” Podemos com isso, citar que uma das perspectivas da autora será dá resposta a essa pergunta. Também podemos dizer que o fato do feminismo cair nessa fragmentação, está associado “a uma perspectiva pós-moderna.” A seguir, detalharemos. Logo no começo do capítulo, pelo o qual ficamos responsáveis, temos uma critica a questão “unificadora das mulheres.” Segundo a critica apresentada, esse tipo de teoria unificadora das feministas estão deixando de fora questões especificais, que podem ser resumida quando citada a palavra “gênero: raça/etnia, orientação sexual, nacionalidade.”

Portanto, podemos dizer que umas das formas que a autora, Érica Isabel de Melo, utiliza, na sua apresentação do terceiro capitulo, estaria voltado à questão de “deixar de falar em ‘mulher’ e passe a tratar de ‘mulheres. ’” Ou seja, seria quebrar a idéia unificadora do feminismo, mas para isso necessitaria de categorias especificas que tornaria o olhar para o feminismo mais fragmentado. Como podemos perceber, somente agora citaremos o nome do terceiro capítulo, pois o seu título justifica essa questão de querer especificar o feminismo. As duas especificidades que Érica, utiliza para se entender o seu objeto, Riot Grrrl, são citadas no título “Feminismos: idade/geração e juventude.” Podemos também, para melhor detalhar esse nosso parágrafo pegar o seguinte trecho: “As categorias idade/geração incluem-se nesse bojo de especificidade que fez como que o feminismo deixasse de falar em mulher e passasse a tratar de mulheres”
O tópico que divide o capítulo, cujo o nome é juventude e feminismo, nos mostra que a autora utiliza da especificidade juventude por ser uma característica do feminismo especifico Riot Grrrl. Para isso a autora apresenta eventos e encontros ocorridos que procuravam legitimar a juventude como especificidade do feminismo. “Alguns recentes eventos são úteis no entendimento de uma política feita por e para jovens mulheres feministas na América Latina.” Vale ressaltar também, que esses encontros procuravam dialogar com diversas condições que contextualizavam a juventude feminista com a pós-modernidade, isso pode ser visto quando Érica cita uma passagem da mexicana Elizabeth Plácio, do grupo de jovens Elige - “deve-se perceber que as jovens feministas vivem em um mundo diferente, marcadas pela globalização, pelo neoliberalismo, por avanços tecnológicos e que esses fatores devem ser considerados para a luta das mulheres jovens.” Dessa forma apresentada por Plácio, podemos perceber que a especificidade da juventude tem ganhando espaço, legitimando movimentos como as feministas riot grrl. “Dessa forma, os feminismos jovens, incluindo as feministas riot grrrls, tem conquistado espaço dos feminismos como um todo, legitimando, assim, as suas demandas específicas.” Fica portanto evidente o porque a autora utiliza juventude em seu título do terceiro capítulo, pois trata-se de uma das características do movimento tema do trabalho Riot Grrrl.

No entanto juventude não é a única categoria que nos é apresentado. Como podemos perceber no próprio título, outra categoria a ser comentado seria a idade/geração. Antes de Érica, entrar diretamente no tema idade/geração, ela faz uma ressalva sobre o próprio tema utilizando para isso uma citação de Alda da Motta: “Categorias de grande complexidade analítica, porque se realizam num entrelace mútuo que se faz e desfaz, ao mesmo tempo em que se articulam com outras categorias relacionais, em imagens caleidoscópicas ou como dimensões co-extensivas, isto é, recobrem-se parcialmente uma à outra.”  Uma das definições que podemos encontrar para geração, logo em seguida seria, seria uma “localização comum na dimensão histórica do processo social de pessoas de um mesmo grupo etário.” Ou seja, trata-se de uma definição elaborada que nos condiz a entender que a geração está relacionado a fluidez da mudança, seja ela histórica, local ou social. Daí a idéia expressa que “geração ainda está ligada ao ritmo de mudança social.” Diante dessa mudança social é aonde podemos encontrar a importância da juventude. Pois segundo apresenta Mannheim: “é nesse momento que as pessoas refletem e questionam as informações recebidas, que os problemas se localizam num ‘presente’ e são experimentados enquanto tais.” O que tornaria justificável essa suposta subjetividade de Mannheim, apresentado pela autora, seria que a juventude vive em “uma fase sensível” as mudanças ocorridas ao seu redor, ou melhor, na vida social, é nesse momento da vida que a pessoa “está atenta aos seus dados problemáticos, e é nesse momento que a personalidade se constitui de forma a incorporar primeiramente as mudanças sócias em seu comportamento, e dessa forma, que tem mais possibilidade de inovar (daí o termo pós-moderno fluidez – admitindo que o grupo se arrisque em citá-lo) com a cultura.”

Por fim “o feminismo é um movimento de fins do século XX que compartilham uma certa relação crítica auto consciente diante das tradições políticas e filosóficas estabelecidas.” Aprender com a diversidade, aprender com as diferenças são essas questões que o pensamento feminista contemporâneo se interroga. Diante disso surge o termo que se torna fundamental nessa discussão que seria o gênero. Joan Scott apresenta que o “gênero é um elemento consultivo das relações sociais baseadas na diferença sexual.” Só que engana-se quem pensa que isso seja simples, pois para entender dessa forma é importante saber de outros aspectos que estão relacionados tais como “as normas culturais, a política, as instituições e organização social e, por fim, a identidade subjetiva.” O mais interessante e que pode ser visto também como uma perspectiva da autora é que a discussão que ela nos propõe a cerca do gênero acaba levantando a questão solidária do movimento feminista, pois com a discussão as questões são melhores entendidas fazendo com que o feminismo deixe de ser menos militante e mais acadêmicos, centro de debates construtivos – tal como é nossas aulas de metodologia.

Grupo formado por: Fernando, Marcos, Tiago, Valério e Victor

segunda-feira, 28 de março de 2011

Reunião, entre representantes, no sábado

Queridos colegas, como é de conhecimento de todos, sábado os representantes de turma tiveram a tão esperada reunião com o nosso coordenador do curso de História, Fábio Santa Cruz. Como essa reunião trata de assuntos que interessam a todos, venho por meio deste informar as discussões abordadas no dia da mesma.

Primeiramente o coordenador conduziu a reunião com suas demandas. Informou sobre torneios esportivos que agora tem uma grande novidade,está dando espaço para que as ALUNAS, caso estejam interessadas, em participar de atividades esportivas. As mesmas devem entregar uma relação de nomes das atletas ao coordenador, para que seja feito os tramites corretos para devidos fins. Informou também que o primeiro torneio esportivo da UEG-FORMOSA será no fim de abril (dessa vez eu vou jogar bola), em caso de mais informações visite a página eletrônica do curso : História na UEG de Formosa.

 *Fábio avisou que já está aberto o processo seletivo para os professores das seguintes matérias: AMÉRICA I, AMÉRICA II MET. PESQ I. Sendo assim logo teremos aula de América, peço, portanto, a compreensão de todos e a paciência, pois compreendo a importância dessa disciplina ao nosso curso

*Fábio também manifestou sua vontade em relação ao informativo COLISEU. Que deveria ser administrado pelos alunos, deixando somente a página virtual sob responsabilidade dele. Fábio afirmou que quando sentisse segurança e organização das lideranças de Historia, o jornal passaria a ser dos alunos e expressou vontade que o jornal seja organizado pelos alunos do curso de História. Deixando os representantes à vontade, posteriormente para discutir a forma de custeio e organização do conteúdo do mesmo.

*Coordenador falou também do "LABORATÓRIO DE HISTÓRIA" (que juro nem eu sabia que existia) que já esta fechado a mais de um ano. Reclamou que a chave não fica em poder do curso de história, reivindicando a abertura do laboratório e porte da chave do mesmo, para o curso de História, "pois se o Laboratório é de História nada mais justo que a chave fique com o responsável pela disciplina, conclui o coordenador.

*Fábio frisou a importância de eventos como o do SBPC (SOCIEDADE BRASILEIRA PARA O PROGRESSO DA CIÊNCIAS) e ANPUH (ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE HISTÓRIA), solicitando uma lista de nomes dos interessados, para escolher um dos 2 eventos e desenvolver um orçamento de ônibus e estadias.

*Finalizando, Fábio trouxe informações de problemas sérios na administração do atual governador, citando contratações e demissões de pessoas, gerando um certo mau estar em várias áreas e problemas administrativos e inclusive o corte (desde o ano passado) de parte do salário dos coordenadores que agora não mais recebem pela função, ou seja "mais trabalho e menos salário." Causando assim uma falta de estimulo dos mesmos. No caso do coordenador da nossa unidade, devemos reconhecer que vem trabalhado com muita boa vontade e empenho, apesar dessas adversidades salariais. Dessa forma o governador deixa claro que não acredita no modelo da UEG, pois vem agindo de forma brusca cortando salário e demitindo pessoas.

Sem mais delongas, o coordenador pediu a volta do Centro Acadêmico de História e da Associação de Professores, pois são os instrumentos que deveram ser usados para mudar muitas coisas dentro da nossa unidade.


***TIVE A OPORTUNIDADE DE CONHECER OS REPRESENTANTES DAS OUTRAS TURMAS E FORMAR UMA UNIÃO MAIS SÓLIDA, POIS COMO SEMPRE DIGO "A UNIÃO É A NOSSA FORÇA".

OS REPRESENTANTES APRESENTARAM SUAS DEMANDAS;*QUESTIONARAM SOBRE A UTILIZAÇÃO DA SALA DO 4ª ANO PARA DEPOSITO DE ENTULHOS, DEMANDA ESTA QUE SERÁ ATENDIDA EM BREVE; A SALA SERÁ DESOCUPADA E ENTREGUE NOVAMENTE AOS ALUNOS DO 4ª ANO.

*FALAMOS SOBRE OS ESTÁGIOS. O COORDENADO DISSE QUE JÁ ESTA RESOLVENDO E PEDIU PACIÊNCIA E COMPREENSÃO

*E POR FIM OS REPRESENTANTES TAMBÉM TINHAM UMA RECLAMAÇÃO EM "COMUM" QUE FOI BEM ACEITA PELO COORDENADO, QUE, POR SUA VEZ, DISSE QUE TOMARÁ AS DEVIDAS PROVIDÊNCIAS E PEDIU QUE OS ALUNOS AGUARDASSEM, QUE TUDO SERÁ RESOLVIDO DA MELHOR FORMA POSSÍVEL.

AQUI ENCERRO MINHAS INFORMAÇÕES, DEIXANDO CLARO QUE FALTARAM OUTRAS NÃO LEMBRADAS, E DESEJO A TODOS UMA BOA PROVA.

"A UNIÃO É A NOSSA FORÇA"


Marcos Dias

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

DIA ESPECIAL DEDICADO AO PROFESSOR


HOMENAGEM DA TURMA DO 2ª ANO
DE HISTÓRIA, A TODOS OS PROFESSORES


Na data de 15 de Outubro do ano de 1827, dia dedicado á educadora "Santa Teresa de Ávila", o hábil Pedro I promulgou um decreto imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Por meio de Decreto, "Todas as Cidades, Vilas e Lugarejos tivessem suas Escolas de Primeiras Lentras". Este tal Decreto como dizemos nos dias de hoje, era "só o ouro" pois falava várias coisas:

Descentralização do ensino, o salário dos professores, sobre as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. Idéia  esta, inovadora e revolucionária, sem dúvida teria sido ótima, se tivessem sido cumpridas e saido do papel, coisa que até hoje se reflete em várias áreas... Leis que so funcionam e existem na teoria. Mas depois de 120 anos de procrastinação, do referido Decreto em 1947 ocorreu a primeira comemoração de um dia efetivamente dedicado ao Professor.

A primeira comemoração de que se tem notícia foi em São Paulo, em uma modesta escola no número 1520 da famosa Rua Algusta, onde existia o Ginázio Caetano de Campos apelidado de "Caetaninho". O Professor Salomão Becker teve uma sugestão para o encontro do dia 15 de Outubro, data esta em que sua Cidade natal, Piracicaba, Professores e Alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização. A tal sugestão foi aceita e a comemoração teve a presença maciça, inclusive dos pais dos alunos.

O discurso do Professor Becker, além de ratificar a idéia de se preservar a data, como um encontro anual, ficou marcada por sua frase "Professor é profissão. Educador é missão". Com a participação dos professores: Alfredo Gomes, Antônio Pereira e Claudino Busko, essa semente foi lançada e hoje se pode ver que em alguns países, há um dia especial para os Professores havendo feriados, enquanto em outros são realizadas apenas comemorações em dias úteis.


A celebração, que se tornou um sucesso, espalhou-se pela Cidade e pelo País nos seguintes anos, até ser Oficializada Nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de Outubro de 1963. O Decreto tinha por finalidade, definir a essência do feriado:


"PARA  COMEMORAR CONDIGNAMENTE DO DIA DO PROFESSOR, OS ESTABELECIMENTOS DE ENSINO FARÃO PROMOVER SOLENIDADES, EM QUE SE ENALTEÇA A FUNÇÃO DO MESTRE NA SOCIEDADE MODERNA, FAZENDO PARTICIPAR OS ALUNOS E AS FAMÍLIAS".

fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_do_professor

Feliz dia dos Professores para: Todo Corpo Docente:
 Ana Carolina Barbosa, Ana Maria Flores, Andréa Fabiana, Ângela Borchardt, Cícero Melo, Fábio Santa Cruz (Coord.), Francisco Heitor, Juliano Pirajá, Karley Macedo,  Leandro Bulhões,  Luiz Henrique Borges,  Marcelo Brito,  Marcelo Reis,  Maria Izabel Hamú,  Michelle dos Santos,  Sheyla Barros, Sinara Bertholdo,  Sizélia Sena,  Terezinha Braz e a todos demais Professores que não estão aqui relacionados.


Desejamos a todos os mais sinceros votos de felicidade e que continuem a ser fontes de inspirações de seus alunos.