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quarta-feira, 27 de março de 2013

O que responder?


Tentarei ser breve neste texto, na realidade surgiu com a intenção de ser apenas um comentário, algo rápido, no mínimo algumas frases, mas foi ganhando tamanho, parágrafos, assim se tornou postagem.  Antes quero ressaltar que esta página, embora esteja estagnada na falta de criações, ainda permanece viva, ao menos nos números estatísticos de visitas diárias.  Obviamente que o Bomba-H já teve seus dias vindouros, talvez algum dia retorne a esse bom tempo, mas ainda sim é valido ressaltar que o nosso ambiente virtual permanecerá sempre acessível a qualquer leitor interessado em nosso conteúdo.


Indo ao que interessa, já algum tempo andei me angustiando em torno de algumas posturas de nossa TV brasileira. São atitudes, modos de programações, que estão se distanciando cada vez mais de uma prática que deveria ser minimamente decente. E sim, qualquer que seja o gênero do programa televisivo a responsabilidade deve ser um padrão constante, principalmente quando colocamos em contexto uma TV aberta. Portanto, sendo humor ou tragédia, a mídia influencia a consciência e comportamento social.  Nesta postagem, cito sem temor o programa que se auto-define jornalístico e humorístico, trata-se do CQC – Custe o que Custar transmitido pela emissora Band. É um programa polêmico que traz temas relevantes, mas outras vezes acaba pecando pela vontade exacerbada em favor da audiência, capaz de agredir ou ter posturas imorais e vincular ao grande público.

Na ultima segunda-feira foi ao ar uma matéria feita no Congresso Nacional em que o repórter tem como pauta uma tentativa de conseguir algumas palavras de José Genoino. Não entrarei em detalhes sobre a matéria, pois a mesma pode ser vista no vídeo que compõe esta postagem, mas algo relevante me chama atenção, diante de todas as investidas do humorista que apenas lança indagações impossíveis de serem respondidas. Primeiro ele pergunta a Genoino se há mais bandidos no Congresso do que na prisão, depois pergunta aonde ele iria passar o réveillon se seria na papuda  e na maior das boas intenções afirma no final que “o deputado Genoino não respondeu às perguntas do CQC o que ele tem feito constantemente com a imprensa nacional. A gente quer ouvir umas respostas, a população brasileira também quer.” Ora, mas tendo em vista a essas perguntas, eu que faço outra ao leitor: responder o que? O que há para ser respondido nessas perguntas que foram feitas pelo repórter, quer que ele diga que “ - Há sim vai ser ótimo passar o réveillon na cadeia, vou adorar!”. Como assim dá uma tchauzinho pro CQC? Definitivamente não é algo sério como tão pouco é corajoso, pois se fosse mesmo uma ousadia ou uma grande audácia tais perguntas, porque ele não faz essas mesmas indagações para juízes, o Supremo Federal é bem pertinho do Congresso, se eles são tão inovadores e não tem medo de nada, então vão lá perguntar pro Lewandowski ou para qualquer juiz se há bandidagem nos sistema judiciário, que ali só tem bandido, etc, etc, etc.

Na realidade a imprensa brasileira e nisso pode se incluir muitas outras programações e emissoras adoram se colocarem como os bonzinhos, santinhos da história. Como se o interesse deles fosse único e exclusivamente o interesse público. Francamente, seria muita ingenuidade pensar que todas as perguntas feitas que visam agredir o político é feito apenas para vingar a sociedade, nada disso! É uma intenção clara de busca de audiência, é uma suplica para que Genuíno se revoltasse e agredisse o repórter, pronto seria o que xeque-mate. Os inocentes e mocinhos da história ganhariam o dia e mais uma vez cercaria de adjetivos e piadinhas que o Genuino, colocando-o como o grande vilão a ser destruído. Ora, não estou aqui querendo defender políticos corruptos, na verdade deixo claro que um dos maiores problemas do Brasil e isso não apenas hoje, mas durante algum período vem sendo a corrupção que impera sobre várias instituições do país, principalmente na administração pública, e se, portanto, Genuino foi julgado e condenado deve, de fato, parar na cadeia como qualquer um que inflige a lei. No entanto, é um direito dele e isso ninguém pode negar a vontade de aceitar ou não uma entrevista. Aliás é um direito de qualquer um.


Por fim, vale deixar claro que o humor, como qualquer brincadeira, deve ter seu ponto de começo, desenvolvimento e fim, o Brasil e o ser - humano não pode viver uma vida apenas de humor, a momentos de ser falar sério e esses muitas vezes trazem “realidades” trágicas, ainda mais para nós brasileiros. A seriedade é algo necessário para TV brasileira e não deve está apenas nas notícias do William Bonner afirmando  que cresceu o número de violência ou o fraco desempenho brasileiro em matéria de educação, a seriedade deve está também no papel de prevenção, de conscientizar a população que a coisas que podem ser evitadas na vida e a mídia tem um papel primordial nisso.


sexta-feira, 25 de maio de 2012

quarta-feira, 16 de maio de 2012

“Cadê o historiador na comissão da verdade?”



Hoje, 16 de maio de 2012, a presidente Dilma nomeou os integrantes da “Comissão da verdade”, formada para desnudar a “verdade” dos crimes contra os direitos humanos cometidos pela ditatura militar instaurada em 1964. A comissão é formada por sete indivíduos, que segundo a presidente “é um grupo de cidadãos de reconhecida competência, sensatos e ponderados”, fico realmente em paz ao saber que homens de tão grande reputação, “sensatos e ponderados", estão aptos a dizer a “verdade”, tal como Homero, Hesíodo e Jesus Cristo.

Dentre os sete integrantes cinco possuem formação em direito (Rosa Maria Cardoso da Cunha, José Paulo Cavalcanti Filho, José Carlos Dias, Gilson Dipp, Cláudio Fonteles) somado a esses está Maria Rita Kehl, psicanalista, e o professor aposentado de ciência política, escritor e consultor, Paulo Sérgio de Moraes Sarmento Pinheiro. O que me chamou a atenção foi a ausência de um historiador, talvez por essa ausência a comissão acredite encontrar a “verdade”. Como pesar essa palavra! Como ela fomentou uma série de discursos unilaterais e maniqueístas! Pobre Judas ficou do lado mal da História, pobres milicos morreram abraçados a ele.

Na formação dessa comissão é simples notar a desvalorização do historiador no cenário brasileiro, talvez por querermos sempre uma história inquestionável, uma epopeia de heróis acima de qualquer suspeita. Se quiserem isso, realmente os historiadores não irão produzir. Nosso ofício, tal qual ao de um artesão, é ir tecendo uma série de informações que fomentam a construção narrativa, uma narrativa que não se encerra em si mesma, mas que contribui para o debate e reflexão, tentando fugir ao máximo de uma visão monolítica.
 
Embriagados de uma tradição judaico-cristã nossa sociedade ainda não consegue compreender as múltiplas possibilidades e perspectivas de uma mesma história, tendemos a criar cristos, imolados sem pecado nenhum, o mártir por excelência, e a identificar e caçar demônios que provocam todo o mal. A tradição barroca, ainda intensamente presente na sociedade brasileira, não nos possibilita observar algumas peculiaridades da nossa sociedade, nos perguntamos constantemente o porquê do nosso país não ter dado certo, o porquê dele não ter alçado voo ao lado dos países desenvolvidos, poderíamos deslocar esse questionamento e nos perguntar sobre o porquê do Brasil continuar não dando certo.     

por Lucas Alves



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Leia também:

sábado, 17 de março de 2012

Filme sobre Raul Seixas nos cinemas

Trailer do filme: "Raul - o inicio, o fim e o meio"



Estreia em Brasília  "Raul - o inicio, o fim e o meio, nesse final de semana. O filme é dirigido por Walter Carvalho, mesmo diretor de Cazuza o tempo não para.

A produção conta, em formato de documentário, a trajetória do roqueiro baiano Raul Santos Seixas. Além de depoimentos de famosos como Paulo Coelho, Zé Ramalho, Caetano Veloso e Pedro Bial, o filme também traz entrevistas com familiares de Raul Seixas, como o irmão Plinio Seixas e as filhas Scarlet Seixas e Vivian Seixas.

Segundo o site oficial, o filme conta com raridades. “O filme desvenda, através de imagens raras de arquivo, encontros com familiares, conversas com artistas, produtores e amigos a trajetória da lenda do rock.”

Raul Seixas tem um grande número de fãs espalhados pelo Brasil. Por isso os criticos esperam um bom sucesso de público. O cantor brasileiro sonhava em ser um ator de Hollywood, portanto essa produção pode ser uma realização de um sonho de Raul.
  
Raul Seixas nos cinemas de Brasília

O filme de Raul Seixas ainda não está em todas as salas de cinemas de Brasíla. Somente em três locais da cidade a produção está em cartaz no Pier 21, Parkshopping e na Casa Park

O site oficial do fã clube de Raul Seixas afirma que o filme em breve estará disponível “Nesta primeira fase apenas algumas cidades e salas de cinema estarão exibindo o filme, mas em breve outras cidades brasileiras estarão recebendo o filme.”


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Veja também:

sexta-feira, 9 de março de 2012

Humor com H - Caju e Castanha

O pobre e o rico - por Caju & Castanha




O rico é quem come tudo, tudo que quer ele come
Mas o pobre que trabalha, ganha pouco e passa fome

Rico come caviar, come picanha, filé / Na vida o rico tem tudo e come tudo o que quer
Onde o rico bota o dedo o pobre não bota o pé

O pobre come bolacha, tripa de porco e sardinha / Farofa de girimum, bucho de boi com farinha Come cuscus com manteiga e batata com passarinha

O rico leva a família para o salão de beleza / Manda cortar o cabelo e na pele faz limpeza E a filha volta tão linda que parece uma princesa

O pobre leva a família num salão barato e fraco / Manda raspar a cabeça e o cabelo do sovaco E o filho fica igualmente a um filhote de macaco

O rico quando adoece vai pro melhor hospital / No outro dia seu nome sai na página do jornal Dizendo que o danado já não tá passando mal

E o pobre quando adoece é feliz quando ele escapa / E quando tá internado, a comida é pão e papa Se gemer muito de noite o café que vem é tapa

O filho do homem rico tem uma vida bacana / Seu papai paga os estudos e no final de semana Ele sai com sua gata pra passear de Santana

O filho do homem pobre vai passear de jumento / Bota a nêga na garupa, sai correndo contra o vento Quando o jegue dá um pulo, mete a bunda no cimento

A mulher do homem rico, se vai pra maternidade / Dar a luz a um menino, falam com sinceridade Ganha milhões de presente da alta sociedade

A mulher do homem pobre, quando ela vai descansar / O presente que ela ganha é bolacha e guaraná E um bala de chupeta que é pro guri chupar

A mulher do rico sai num sapato bom, de couro / Cabelo bem penteado, brinco que vale um tesouro Pulseira e colar de prata, relógio e cordão de ouro

A mulher do pobrezinho só anda sem gabarito / O cabelo é assanhado, o casaco é esquisito
E a saia tem mais buraco que tábua de pirulito

Filha de rico se forma pra trabalhar em cartório / Gabinete especial, telefone, escritório Engenheira, medicina, exame, laboratório

A filha do pobrezinho fica velha sem leitura / Quando aparece um emprego é na rua da amargura Pra jogar tambor de lixo no carro da prefeitura

O filho do homem rico só toma banho no chuveiro / Uma caixa de sabonete, dois, três perfumes estrangeiros Cada banho é um roupa, cada perfume é um cheiro

O filho do pobrezinho só se molha no açude / Não pode ver empregada que ele fé que nem lhe ajude E o pescoço e as costela tem quase um baú de grude

A filha do homem rico, se arranja um namorado / Ele vai pra casa dela num carro novo, zerado Pois é filha de doutor, de prefeito ou deputado

A filha do pobrezinho quando arranja um mané / Ela diz: "Meu pai é rico", e o povo sabe quem é É o que vende pipoca na porta do cabaré

A filha do rico vai fazer curso no Japão / Na Grécia, na Argentina, até Afeganistão Porque a filha de rico só viaja de avião

A filha do pobrezinho, no interior grosseiro / Passa quatro, cinco dias olhando o livro primeiro
Engasgada na fumaça do farol do candeeiro

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Oscar de melhor curta-metragem de animação

“The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore”

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Educação o Desafio da Qualidade

O Bomba-H começa o ano letivo inovando com um especial sobre a educação brasileira. Trata-se de uma série de reportagem de Alan Severiano, produzida pelo Jornal Nacional que foi ao ar no mês de maio do ano de 2011. A série Educação o desafio da qualidade pode ser conferida pelos leitores neste blog, além das reportagens que poderão ser vistas, há também comentários logo abaixo dos vídeos que poderão ser lidos.

Para acessá-lo basta clicar sobre a imagem a baixo ou também clicar na mesma imagem que está no lado direito deste blog. Confira agora mesmo e não se esqueça de deixar o seu comentário.  


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Humor com H apresenta:
Deputado Tulio Isac e suas "exiJências"


O deputado Túlio Isac  “exiJênte” 
versus. 
Sintego (Sindicato dos Trabalhadores em Educação).

De fato é complicado...

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Chico Buarque, Caetano Veloso e MC Criolo


Como ir pro trabalho sem levar um tiro
Voltar pra casa sem levar um tiro
Se as três da matina tem alguém que frita
E é capaz de tudo pra manter sua brisa
Os saraus tiveram que invadir os botecos
Pois biblioteca não era lugar de poesia
Biblioteca tinha que ter silêncio,
E uma gente que se acha assim muito sabida
Há preconceito com o nordestino
Há preconceito com o homem negro
Há preconceito com o analfabeto
Mais não há preconceito se um dos três for rico, pai.
A ditadura segue meu amigo Milton  (Milton Nascimento)
A repressão segue meu amigo Chico (Chico Buarque)
Me chamam Criolo e o meu berço é o rap
Mas não existe fronteira pra minha poesia, pai.
Afasta de mim a biqueira, pai
Afasta de mim as biate, pai
Afasta de mim a coqueine, pai
Pois na quebrada escorre sangue,pai.
Pai
Afasta de mim a biqueira, pai
Afasta de mim as biate, pai
Afasta de mim a coqueine, pai.
Pois na quebrada escorre sangue.



Não existe amor em SP
Um labirinto místico
Onde os grafites gritam
Não dá pra descrever
Numa linda frase
De um postal tão doce
Cuidado com doce
São Paulo é um buquê
Buquês são flores mortas
Num lindo arranjo
Arranjo lindo feito pra você
Não existe amor em SP
Os bares estão cheios de almas tão vazias
A ganância vibra, a vaidade excita
Devolva minha vida e morra afogada em seu próprio mar de fel
Aqui ninguém vai pro céu
Não precisa morrer pra ver Deus
Não precisa sofrer pra saber o que é melhor pra você
Encontro duas nuvens em cada escombro, em cada esquina
Me dê um gole de vida
Não precisa morrer pra ver Deus

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Meu Mestre, minha Vida e Escola CEFA

Alguém já ouviu falar no filme Meu Mestre, minha Vida. Trata-se daqueles filmes clássico, produzido no final dos anos 80, que provavelmente muitos já tiveram a oportunidade de assisti-lo na Seção da Tarde. Para aqueles que não se lembraram pelo título do filme, talvez um breve resumo possa ajudar.

O filme conta a história de um professor que assumi um cargo, nada confortável, de diretor de um colégio com sérios problemas. Tráfico de drogas, gangues violentas, agressões físicas entre alunos e professores e por fim pichações em todas as paredes do ambiente educacional. Trata-se do verdadeiro caos. Diante desse ambiente o professor Joe Clark resolve formular uma revolução no ambiente escolar. Em uma única tacada Clark expulsa todos os alunos violentos ou com alguma acusação da escola. Dessa forma começa a restaurar aquele ambiente, tornando possível, ao final do filme, aquela trajetória ser vista como exemplo. Por fim, vale ressaltar que tal história é baseada em fatos reais.

Depois desse curto resumo, vejamos essa reportagem do Fantástico, sobre um exemplo real que está bem próximo a nós...


Embora não possa afirmar com totalidade, mas o exemplo da escola CEFA, próximo a nós, se a semelha um tanto com o filme Meu Mestre, minha Vida. Ambas as escola, por fim, tem os mesmos objetivos, revolução na educação. Além disso, as escolas também se relacionam em suas trajetórias: ambas tiveram que sair da total adversidade de um ambiente de aprendizado para alcançar níveis exemplares. Se assemelham também na coragem dos professores em ter que lidar com os problemas. O detalhe é que o professor Jordenes da Silva é mais real para nós do que o professor do filme. Ora, além da proximidade geográfica, há uma relação entre nós futuros educadores e Jordenes – um professor que lida com a praticidade na educação. Ele torna práticos os sonhos.  

Então, para encerrar, vale novamente repetir o velho ditado: “Feliz do homem que é escravo de uma grande ideia”. Há a vontade, ou deveria haver, de grande parte dos brasileiros em tornar a educação do país melhor, de promover essa tão aclamada revolução na educação. O jornal Correio Brasiliense desse domingo (15 de janeiro) alertou que o crescimento não pode ser apenas econômico, mas também intelectual, devemos nos preocupar com a qualidade de nossa educação. Mas como revolucionar? Talvez essa seja a pergunta certa. Já a resposta correta, acredito que não venha com frases curtas ou diretas, mas com exemplos. 

sábado, 26 de novembro de 2011

Video do Museu Couros de Formosa


A internet proporciona ao internauta uma diversidade de conteúdo. Nela pode-se encontrar uma multiplicidade considerável de conhecimento. Tamanha é essa disponibilidade que muitas vezes o internauta deve saber filtrar o bom conhecimento e da produção descomprometida.

Quando se está diante de um debate sobre o mundo virtual, as tecnologias e suas conseqüências, surgem perguntas complexas e fundamentais para o futuro desse meio. Alguns dizem, por exemplo, que o jornalismo impresso tende a desaparecer por causa das tecnologias que vem surgindo. Outros dizem que a internet é a liberdade de expressão por excelência, onde desde um simples anônimo até uma grande empresa comunicativa pode utilizá-la para se comunicar a hora que quiser e como desejar. Também há aqueles que criticam a falta de uma legislação especifica para a internet, já que tantos crimes são cometidos utilizando esse meio como ferramenta faltaria algo que estabelecesse limites. Todos esses são debates extensos, mas que demonstra a importância significativa que a internet tem em nossa sociedade. Ora pelo simples fato de alguém está nesse momento lendo esta postagem, por si só já contextualiza a internet presente em nossas vidas. Aliás, por falar em vida, o Bomba-H somente existe por causa dela. 

Pensando nas possibilidades que o mundo virtual nos oferece, o Bomba-H tem a honra de trazer aos nossos seguidores e leitores uma nova produção. Trata-se de um vídeo feito pelos administradores deste blogger, onde foi necessário um esforço significativo, embora possa não parecer, para torná-lo possível. O vídeo foi apresentado para a disciplina da professora Izabel, num dia infeliz para nossa turma, onde apenas cinco pessoas se encontravam em sala para apreciar essa produção.  Embora nem tantas pessoas estivessem em sala de aula naquele dia, pois havia outro evento fora da UEG no mesmo horário de aula que foi transmitido o conteúdo, os criadores e produtores do vídeo resolveram disponibilizá-lo a todos que não tiveram a oportunidade de assisti-lo.

Além desse vídeo sobre o Museu Couros de Formosa, o internauta também poderá conferir a entrevista feita por nós a Ricardo Barcelos guia turístico do Museu. Quem preferir pode acessá-la utilizando o seguinte link:

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O caso da publicidade Hope
Qual o limite da liberdade publicitária?

Hpé

O caso é o seguinte: a propaganda que pode ser vista no vídeo acima, tem trazido já alguns dias debates sobre a liberdade da mídia brasileira. A campanha feita pela marca de lingerie Hope, traz em vários vídeos a modelo brasileira Gisele Bündchen ensinando as formas corretas de contar uma noticia ruim para o marido. Sendo que a forma correta, indicada pelo comercial é quando a modelo a parece somente de roupas intimas. Diante de tal situação A Secretaria – da Presidência da Republica – de Políticas para Mulheres (SPM) discordou do conteúdo transmitido pela propaganda, afirmando que tal publicidade, “promove o reforço do estereótipo equivocado da mulher como objeto sexual de seu marido e ignora os grandes avanços que temos alcançado para desconstruir práticas e pensamentos sexistas.”

Alguns têm chamado essa posição do governo como moralismo político, outros dizem que é resquícios do governo Lula que “sempre teve as pretensões de censurar a imprensa e a mídia,” outros afirmam se trata apenas de um comercial entre tantos outros com conteúdos parecidos. Entre esses comentários, gostaria de estabelecer outros sobre o mesmo assunto. Antes de tudo devemos considerar que esse debate sobre as conseqüências causadas pela publicidade da Hope, embora possa parecer trivial, é um debate que busca alcançar outros assuntos teóricos que contextualiza o estudo da mídia.

A mídia tem um importante papel na sociedade, ou deveria ter. Ela está presente em nosso dia-a-dia, promove representações e discursos, trata-se do quarto poder como alguns teóricos gostam de afirmar. "Nosso mídia é onipresente, diária, uma dimensão essencial de nossa experiência contemporânea. É impossível escapar à presença, à representação da mídia." (Silverstone, 1999)  Nesse sentindo, embora possa parecer utópico cabe a mídia de forma geral ter um papel com a sociedade, ter uma função em orientar os discursos da sociedade até a própria ética social deve ser influenciada pela mídia. A propaganda da marca Hope, como em muitas outras publicidades, utiliza do instrumento da brincadeira, onde impera o faz de conta, saímos da seriedade para nos aproximar de uma realidade outra. No entanto essa brincadeira, como em qualquer outra, deve ter seu começo, meio e fim. Deve ter como seu limite a vida real, a seriedade. Por isso a pergunta: qual seria o fim das brincadeiras publicitárias?

Ao que parece não há um fim nelas, pois logo depois estamos diante de outra campanha publicitária brincalhona. O fim dessas brincadeiras, presente na publicidade da Hope, é quando entra em cena a seriedade, o mundo real, quanto Willian Bonner ler uma notícia dizendo que o número de violência entre as mulheres tem aumentado. Diante dos fatos onde entra o papel importante da mídia em conscientizar a sociedade? Nessas publicidades o papel da mídia está em apenas vender o produto. Espera-se que o público se sinta a vontade com aquela campanha e se sinta identificado com o que é mostrado.


Enquanto isso as tentativas do governo em limitar esses discursos da publicidade, deverá ser uma reflexão de cada pessoa que está diante dessa postagem. Mas em relação a esse assunto A Secretária de Política para Mulheres tem se sustentado suas criticas baseado nos seguintes artigos presentes no Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária:


Artigo 19

Toda atividade publicitária deve caracterizar-se pelo respeito à dignidade da pessoa humana, à intimidade, ao interesse social, às instituições e símbolos nacionais, às autoridades constituídas e ao núcleo familiar;

Artigo 20

Nenhum anúncio deve favorecer ou estimular qualquer espécie de ofensa ou discriminação racial, social, política, religiosa ou de nacionalidade;

Artigo 21

Os anúncios não devem conter nada que possa induzir a atividades criminosas ou ilegais – ou que pareça favorecer, enaltecer ou estimular tais atividades;

Artigo 30 – A Medida Liminar é cabível quando:

(...)

II – A infração ética configurar flagrante abuso da liberdade de expressão comercial, ou provocar clamor social capaz de desabonar a ética da atividade publicitária, ou possa implicar grave risco ou prejuízo do consumidor

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Humor com H de luto. José Vasconcelos



Os Lusíadas por representantes das nações

As armas e os barões assinalados
Que da Ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca de antes navegados
Passaram ainda além da Taprobana
Em perigos e guerras esforçados,
Mais do que prometia a forma humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto subliminaram;

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Brasil: três tenores



Abre a cortina do passado

Tira a mãe preta do cerrado

Bota o rei congo no congado

Canta de novo o trovador

A merencória à luz da lua

Toda canção do seu amor

Quero ver essa dona caminhando

Pelos salões arrastando

O seu vestido rendado...

terça-feira, 12 de julho de 2011

A máfia verde e amarela


O Brasil é mundialmente conhecido como o país do futebol. Também somos conhecidos pela qualidade administrativa “duvidosa” de nossos representantes, ou para melhor dizer vivemos em um país que é governado pela corrupção. Conforme é de se perceber nessa reportagem da emissora Record, que dessa vez trouxe um conteúdo de qualidade, esses rótulos parecem se relacionar de formas intimas. Principalmente quando a investigação é feita em prol a denunciar os poderosos e chefões que insistem no interesse do próprio bolso.

O livro 10 Reportagens que abalaram a ditadura traz o seguinte trecho: “Jornalistas, alguns pelo menos, tem o saudável hábito de contar histórias que os poderosos de turno adorariam deixar nas sombras. Se os poderosos de turno detêm poder absoluto, então, fazem absolutamente de tudo para que tais histórias permaneçam indefinidamente longe das vistas do público.” Embora essa citação se refira a outro período da história brasileira, essa pode ser perfeitamente usada em alguns casos. Por exemplo, o presidente Ricardo Teixeira da CBF e a emissora rede Globo se encaixam perfeitamente nessa citação. Alguém ali é o poderoso de turno e outro não cumpre seu papel que seria o “funcionalismo” democrático da imprensa. Obvio que não somos inocentes. Sabemos que se existe dinheiro rolando existe interesses; vontades essas que algumas vezes são maquiadas pelo discurso de objetividade e imparcialidade, tudo isso a favor de nós brasileiros.

É uma graçinha assistir o apresentador Galvão enchendo a boca para dizer das exclusividades, das competências que sua emissora possui. Diante desse vídeo acima, surge a pergunta: como nós brasileiros, que temos como nossa principal emissora do país a TV Globo, ficamos?
“Sei lá, sei lá. A vida é uma grande ilusão
Sei lá, sei lá. Eu só sei que ela está com a razão”
Mas vamos deixar essa pergunta de lado, pois a questão central da reportagem passa a ser o poderoso chefão do futebol. O senhor Ricardo Teixeira foi denunciado pelo jornalista investigativo Andrew Jennings , autor do livro Jogo Sujo. O livro traz investigações que estremecerão as estruturas da FIFA, para Jennings o Brasil deveria aproveitar o momento para expulsar o presidente da CBF, em vista que já vivemos num momento democrático, portanto não deveríamos admitir que esse presidente, que está há anos no poder, continuasse sendo o dono do futebol brasileiro.

Definitivamente não podemos nos cegar para isso. O futebol é visto como a nossa paixão nacional. Quando estamos no contexto de uma Copa do Mundo nos sentimos unidos. Embora nem todos gostem desse esporte, a minoria, ainda sim ouvimos dizer de forma subjetiva que a nossa seleção brasileira é um patrimônio nacional. Diante de todas denuncias e do chefão no poder desse patrimônio, insisto na mesma pergunta: como nós ficamos?


Outra reportagem, mais detalhada, feita pela Record:
clique aqui

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Condição básica do ser - humano


No combate a miséria o ex-presidente Lula foi convidado a fazer uma campanha de alerta ao mundo, pela ONG Oxfam. A campanha "Cresça", traz um vídeo de aproximadamente um minuto. Nele o ex-presidente alerta sobre as responsabilidades do estado no combate à fome, segundo Lula: “não existe conquista mais importante para uma sociedade do que poder tomar café de manhã, almoçar e jantar.”

A solidariedade que todo o ser - humano é capaz, a responsabilidade do estado e a colaboração de países ricos são destacadas por Lula no combate a fome no mundo. A organização Oxfam, criada na Inglaterra e que traz o ex-presidente brasileiro, é uma entidade que busca o combate a fome e a crise alimentar, aonde a distribuição de alimento é posta em debate.

Por isso lutar por uma distribuição alimentar justa, aonde todos possam ter a capacidade de comer, de não ter que ir dormir com fome, é uma necessidade básica para a construção de uma democracia. “Essa é a condição básica para a paz, a democracia e cidadania.” Segundo pesquisas a cada momento alguém em algum lugar do mundo, está deixando de viver por não ter nenhum tipo de alimento. Na leitura, por exemplo, deste texto muitas pessoas podem ter deixado de viver por não ter essa necessidade básica do ser - humano.

domingo, 15 de maio de 2011

Pois o crime maior do homem, é ter nascido!


Ai de mim! Ai pobre de mim!

Que estou a Deus a entender que crime cometi contra Vós?
Pois se nasci, entendo já o crime que cometi. Aí está motivo suficiente para Vossa justiça, Vosso rigor. Pois o crime maior do homem, é ter nascido!

Para maiores cuidados, só queria saber que outros crimes cometi contra Vós, além do crime de nascer. Não nasceram outros também?
Pois se outros nasceram, que privilégios tiveram que eu jamais gozei?

Nasce uma ave, embelezada por seus ricos enfeites. Não passa de flor de plumas, ramalhete alado, quando veloz cortando os salões aéreos recusa piedade ao ninho que abandona em paz.
E eu, tendo mais instinto, tenho menos liberdade?

Nasce uma fera, Com uma pele respingada de belas manchas, que lembram estrelas. Logo, atrevida, feroz, a necessidade humana lhe ensina a crueldade! Monstro de seu labirinto!
E eu, tendo mais alma, tenho menos liberdade?

Nasce um peixe, aborto de ovas e lodo, enfeita um barco de escamas sobre as ondas. Ele gira, gira, por toda a parte, exibindo a imensa liberdade que lhe dá um coração frio!
E eu, tendo mais escolha, tenho menos liberdade?

Nasce um riacho, serpente prateada, que dentre flores surge de repente, de repente. Entre flores ele se esconde, e como músico celebra a piedade das flores que lhe dão um campo aberto á sua fuga!
E eu, tendo mais vida, tenho menos liberdade?

Assim, assim, chegando a esta paixão um vulcão, qual Etna, quisera arrancar do peito pedaços do coração!

Que lei, justiça ou razão, pode recusar aos homens privilégios tão suaves e sensação tão única! Que Deus deu a um cristal, a um peixe, a uma fera, a uma ave?


Interpretado por Dan Stulbach no filme Tempos de Paz.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

O Poder da Música


Sem a necessidade de uma orquestra, ou sem a necessidade de infinitas caixas de som, apenas a voz e simples instrumentos. A realidade desses músicos chama atenção para o que Mark Jonhnson, engenheiro de som e criador da idéia, chama de poder da música.

Embora de regiões e culturas diferentes, esses músicos que nunca se viram antes conseguem transmitir um sentimento de dialogo por meio da música. A união de um músico com outro se transforma em arte. As palavras: criatividade, união, músicos resulta nesse vídeo acima, o que legitimamente, o nosso professor Juliano Pirajá, chamaria de “sensacional.”

O nome dado ao projeto, criado por Jonhnson, em inglês se chama Playing of Change, aonde o objetivo não é apenas mostrar o talento musical dessas pessoas, mas principalmente buscar na diversidade a “Paz através da Música”.

Não irei muito além nessa postagem, apenas gostaria de apresentar aos leitores, um pouco sobre “o poder da música”, que embora eu não seja um especialista no assunto coloco a seguinte frase em debate:
"A música é o tipo de arte mais perfeita: nunca revela o seu último segredo"
Oscar Wilde


p.s: a música fala por si só. Caso queira vê outros vídeos do mesmo projeto, segue os links abaixo. Assista, não vai se arrepender...


Link 1
Link 2
Link 3

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Haiti. Há um ano do desastre

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Canção da Terra (Machael jackson)

O que aconteceu com o nascer do sol?

O que aconteceu com a chuva?

O que aconteceu com todas as coisas,

Que você disse que iríamos ganhar?

O que aconteceu com os campos de extermínio?

Essa é a hora.

O que aconteceu com todas as coisas,

Que você disse que eram nossas?

Você já parou para pensar em

Todo o sangue derramado antes de nós?

Você já parou para pensar que

A Terra e os mares estão chorando?


O que fizemos para o mundo?

Olhe o que fizemos.

O que aconteceu com toda a paz?

Que você prometeu a seu único filho?

O que aconteceu com os campos floridos?

Essa é a hora.

O que aconteceu com todos os sonhos

Que você disse serem nossos?

Você já parou pra pensar,

Sobre todas as crianças mortas pela a guerra?

Você já parou para pensar que

A Terra e os mares estão chorando?


Eu costumava sonhar

Costumava viajar além das estrelas

Agora já não sei onde estamos

Embora saiba que fomos muitos longe


O que aconteceu com o passado?

(O que aconteceu conosco?)

O que aconteceu com os mares?

(O que aconteceu conosco?)

O céu está caindo

(O que aconteceu conosco?)

Não consigo nem respirar

(O que aconteceu conosco?)

E a apatia?

(O que aconteceu conosco?)

Eu preciso de você.

(O que aconteceu conosco?)

E o valor da natureza?

É o ventre do nosso planeta.

(O que aconteceu conosco?)

E os animais?

(O que aconteceu conosco?)

Fizemos de reinados, poeira.

(O que aconteceu conosco?)

E os elefantes?

(O que aconteceu conosco?)

Perdemos a confiança deles?

(O que aconteceu conosco?)

E as baleias chorando?

(O que aconteceu conosco?)

Estamos destruindo os mares

(O que aconteceu conosco?)

E as florestas?


Queimadas, apesar dos apelos

(O que aconteceu conosco?)

E a terra prometida?

(O que aconteceu conosco?)

Dilacerada pela ganância

(O que aconteceu conosco?)

E o homem comum?

(O que aconteceu conosco?)

Não podemos libertá-lo?

(O que aconteceu conosco?)

E as crianças morrendo?

(O que aconteceu conosco?)

Não consegue ouvi-las chorar?

(O que aconteceu conosco?)

O que fizemos de errado?

Alguém me fale o porquê

(O que aconteceu conosco?)

E os bebês?

(O que aconteceu conosco?)

E os dias?

(O que aconteceu conosco?)

E toda a alegria?

(O que aconteceu conosco?)

E o homem?

(O que aconteceu conosco?)

O homem chorando?

(O que aconteceu conosco?)

E Abraão?

(O que aconteceu conosco?)

E a morte de novo?

A gente se importa?

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Pare por um instante e imagine uma explosão de trinta bombas atômicas. Imagine um verdadeiro país em caos, um tapete de pessoas mortas, pessoas estendidas ao chão ou até mesmo uma criança sozinha e morta em uma calçada sem ninguém ali para chorar ou lamentar por sua morte. Imagine não dez, onze, doze, ou treze pessoas mortas, mas cerca de cem a duzentos mil mortos. Um cheiro insuportável de corpos em decomposição, pessoas revirando entulhos de concreto em busca de gritos de “socorro”. Pare por um instante, um único instante, e tenta sentir um choro de uma criança desesperada de dor que sente por uma perna quebrada, não há nem mesmo nenhuma anestesia para acabar ou aliviar aquela dor. Isso parece sem duvida algo trágico, catastrófico ou infernal, mais meu caro leitor é exatamente isso que ocorre, no o dia 12 de Janeiro, no Haiti


Haiti, 12 de janeiro de 2010, sem duvida uma data marcante, não apenas para os haitianos, mas para todas a humanidade. Assim como o 11 de setembro entrou para a historia, eis outra data em que a historia. Um dia catastrófico para o ser - humano. Peço com toda humildade que todos reflitam sobre o que significa esse dia para toda a humanidade, peço que reflitam sobre os acontecimentos que marcaram o dia 12, os acontecimentos que até hoje se encontra ali naquele Pais que se tornou um verdadeiro caos. Talvez assim seja uma das formas de se lembrar dos Haitianos que ali vivem e que tiveram sua vida radicalmente mudada por um verdadeiro dia apocalíptico.