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quarta-feira, 27 de março de 2013

O que responder?


Tentarei ser breve neste texto, na realidade surgiu com a intenção de ser apenas um comentário, algo rápido, no mínimo algumas frases, mas foi ganhando tamanho, parágrafos, assim se tornou postagem.  Antes quero ressaltar que esta página, embora esteja estagnada na falta de criações, ainda permanece viva, ao menos nos números estatísticos de visitas diárias.  Obviamente que o Bomba-H já teve seus dias vindouros, talvez algum dia retorne a esse bom tempo, mas ainda sim é valido ressaltar que o nosso ambiente virtual permanecerá sempre acessível a qualquer leitor interessado em nosso conteúdo.


Indo ao que interessa, já algum tempo andei me angustiando em torno de algumas posturas de nossa TV brasileira. São atitudes, modos de programações, que estão se distanciando cada vez mais de uma prática que deveria ser minimamente decente. E sim, qualquer que seja o gênero do programa televisivo a responsabilidade deve ser um padrão constante, principalmente quando colocamos em contexto uma TV aberta. Portanto, sendo humor ou tragédia, a mídia influencia a consciência e comportamento social.  Nesta postagem, cito sem temor o programa que se auto-define jornalístico e humorístico, trata-se do CQC – Custe o que Custar transmitido pela emissora Band. É um programa polêmico que traz temas relevantes, mas outras vezes acaba pecando pela vontade exacerbada em favor da audiência, capaz de agredir ou ter posturas imorais e vincular ao grande público.

Na ultima segunda-feira foi ao ar uma matéria feita no Congresso Nacional em que o repórter tem como pauta uma tentativa de conseguir algumas palavras de José Genoino. Não entrarei em detalhes sobre a matéria, pois a mesma pode ser vista no vídeo que compõe esta postagem, mas algo relevante me chama atenção, diante de todas as investidas do humorista que apenas lança indagações impossíveis de serem respondidas. Primeiro ele pergunta a Genoino se há mais bandidos no Congresso do que na prisão, depois pergunta aonde ele iria passar o réveillon se seria na papuda  e na maior das boas intenções afirma no final que “o deputado Genoino não respondeu às perguntas do CQC o que ele tem feito constantemente com a imprensa nacional. A gente quer ouvir umas respostas, a população brasileira também quer.” Ora, mas tendo em vista a essas perguntas, eu que faço outra ao leitor: responder o que? O que há para ser respondido nessas perguntas que foram feitas pelo repórter, quer que ele diga que “ - Há sim vai ser ótimo passar o réveillon na cadeia, vou adorar!”. Como assim dá uma tchauzinho pro CQC? Definitivamente não é algo sério como tão pouco é corajoso, pois se fosse mesmo uma ousadia ou uma grande audácia tais perguntas, porque ele não faz essas mesmas indagações para juízes, o Supremo Federal é bem pertinho do Congresso, se eles são tão inovadores e não tem medo de nada, então vão lá perguntar pro Lewandowski ou para qualquer juiz se há bandidagem nos sistema judiciário, que ali só tem bandido, etc, etc, etc.

Na realidade a imprensa brasileira e nisso pode se incluir muitas outras programações e emissoras adoram se colocarem como os bonzinhos, santinhos da história. Como se o interesse deles fosse único e exclusivamente o interesse público. Francamente, seria muita ingenuidade pensar que todas as perguntas feitas que visam agredir o político é feito apenas para vingar a sociedade, nada disso! É uma intenção clara de busca de audiência, é uma suplica para que Genuíno se revoltasse e agredisse o repórter, pronto seria o que xeque-mate. Os inocentes e mocinhos da história ganhariam o dia e mais uma vez cercaria de adjetivos e piadinhas que o Genuino, colocando-o como o grande vilão a ser destruído. Ora, não estou aqui querendo defender políticos corruptos, na verdade deixo claro que um dos maiores problemas do Brasil e isso não apenas hoje, mas durante algum período vem sendo a corrupção que impera sobre várias instituições do país, principalmente na administração pública, e se, portanto, Genuino foi julgado e condenado deve, de fato, parar na cadeia como qualquer um que inflige a lei. No entanto, é um direito dele e isso ninguém pode negar a vontade de aceitar ou não uma entrevista. Aliás é um direito de qualquer um.


Por fim, vale deixar claro que o humor, como qualquer brincadeira, deve ter seu ponto de começo, desenvolvimento e fim, o Brasil e o ser - humano não pode viver uma vida apenas de humor, a momentos de ser falar sério e esses muitas vezes trazem “realidades” trágicas, ainda mais para nós brasileiros. A seriedade é algo necessário para TV brasileira e não deve está apenas nas notícias do William Bonner afirmando  que cresceu o número de violência ou o fraco desempenho brasileiro em matéria de educação, a seriedade deve está também no papel de prevenção, de conscientizar a população que a coisas que podem ser evitadas na vida e a mídia tem um papel primordial nisso.


quarta-feira, 26 de setembro de 2012

VIII Semana de História



  • História do Brasil Fronteiras e Perspectivas
  • X Arte de Cantar História 

De 1 a 5 de Outubro.
Auditório da Prefeitura - 20:00 Horas. 

domingo, 12 de agosto de 2012

Comentário sobre as Olimpíadas.


Antes de começar o texto, proposto pelo título da postagem, gostaria de afirmar que também sou a favor da critica que é imposta ao Brasil – que prefere sediar eventos esportivos a lhe dar com reais necessidades e problemas que afetam a saúde e educação brasileira. No entanto, aproveitando o evento olímpico que se encerrou em Londres, gostaria de expor as dificuldades que esportistas ou futuros, encontram a praticar modalidades olímpicas e o quanto o nosso país se mostra amador em relação a falta de incentivo aos atletas. Lembro também que o setor esportivo, embora não deva ser visto como o principal enfoque de investimento, pois há outros, este também tem seu grau de importância para tornar o país justo e desenvolvido. O esporte carrega consigo o desejo do atleta em se superar, mas também a educação e a prevenção da saúde social.


  Portanto retomando ao objetivo deste texto, gostaria de comentar sobre algumas modalidades olímpicas no qual o Brasil participou em Londres e daqui a quatro anos estará sediando. Há certos esportes praticados por brasileiros nas Olimpíadas em que se percebe a total falta de investimento, seja de setores privados ou públicos. Aliás, o que se tem visto em algumas charmosas publicidades nesse momento olímpico, são empresas que se dizem apoiadoras dos esportistas nacionais, mas apenas investem em atletas já considerados favoritos e bem ranqueados mundialmente.

Tudo bem. Nada contra ao investimento que é feito a esses atletas, no entanto concordo – para fugir da temida hipocrisia – que ao investir no esporte deve-se creditar o apoio a todos os ramos do esporte brasileiro, fazer valendo o seu discurso. E mais, o esporte, tal como a educação, não é um investimento que deve ser feito em curto prazo, pois, como todos devem saber, além do treino ser essencial o atleta deve desenvolver algo que já é inerente a ele, ou seja, o talento. Não se descobre um grande boxeador, tenista, ginasta, velocista ou nadador da noite pro dia, mas a partir de uma constante busca e, portanto, constante investimento. Ora, quando se investe, como no mais extremo dos exemplos possíveis, na China os atletas passam a conviver com uma cobrança que é aceitável tanto pela sociedade quanto uma cobrança que se apresenta-se em resultados concretos – vinda em medalhas de ouro, para ser mais preciso. Não acho que o Brasil deva seguir esse mesmo exemplo, a cultura e personalidade social é outra, completamente diferente e a outros melhores exemplos a ser seguido. Mas, sim acho necessário para um país com dimensão como o nosso e que logo estará recebendo as Olimpíadas, se tornar uma potencia do esporte mundial.

 Em alguns esportes se observa a capacidade que o Brasil tem de se tornar, de fato, um grande país no esporte mundial e não apenas no futebol e vôlei. Indo a exemplos. Na ginástica fica claro que o Brasil poderia alcançar melhores resultados a partir de um maior inventivo, embora, os atletas dessa modalidades pareçam amarelões – acho que nesse esporte também não pode haver cobrança. Outros esportes que poderíamos citar, sem desconfiança, seria o judô, natação, boxe e atletismo. Em todos esses esportes o Brasil já teve ou ainda tem grandes nomes e atletas que poderiam influenciar tantos outros.

Em fim, gostaria também de aproveitar nesta postagem e lembrar outras modalidades que diferente dos esportes sobre-citados, o Brasil apresenta-se uma boa estrutura e que por sua vez a cobrança é feita ou deveria ser feita. No futebol “masculino” há uma explicação bem clara do motivo pelo qual ele é tão cobrado nas Olimpíadas... Diga-se de passagem, uma cobrança merecida, pois os jogadores que estão em Londres e buscam pela inédita medalha de ouro, tem totais condições (altos salários e estrutura) para se garantir como favoritos e colocarem na pratica  essa condição. Utilizei aspas no gênero masculino, pois no caso do futebol feminino a falta de investimento passa a ser quase calamidade, se resume em termos a melhor jogadora do mundo, mas temos os piores dirigentes do mundo.  Outros esportes que deveriam ser mais cobrados, mas que não é tanto, seria o vôlei e o basquete. Nos dois casos, observa-se uma tradição que deve ser carregada com os jogadores e que os atletas que os praticam também possuem no Brasil ou lá fora condições para se colocarem bem em suas práticas esportivas.

Esta postagem mostra também o quanto o Brasil parece está sempre mais forte em esportes coletivos do que em individuais é um caráter nosso, mas que pode ser melhorado se for investido e posteriormente cobrado.  

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Somos Políticos e Eleitores

Todos os dias, com profundidade ou superficialmente refletimos sobre a situação política de nosso município. Quando reclamamos, da fila no banco, quando reclamamos da precariedade do atendimento à saúde, da ineficiência da educação disponibilizada, quando falamos da já naturalizada e tão familiar corrupção... Sempre estamos refletindo sobre o modo com que a política atinge nossa vida prática.

Não é preciso ser grande conhecedor dos modos com que opera a política e os políticos, para se colocar a dar a sua opinião, a posicionar sobre isso ou aquilo. A explicação para isso o filósofo já nos oferecia há alguns séculos antes de Cristo, dizendo que o homem é (um ser cívico, naturalmente dado á política). Somos assim, políticos, por aptidão natural, a política se inscreve em tudo que fazemos, inclusive quando tentamos nos afastar das querelas político-partidárias e assim, tão altivos batemos no peito e dizemos: “Não sou político, graças a Deus! Eu detesto política!”.

Ora, não há como negar, Aristóteles tinha alguma razão!O homem é, por natureza, “um animal social e político” (zoon politikon). “Aquele que não precisa dos outros homens, ou não pode resolver-se a ficar com eles, ou é um deus, ou é um bruto (selvagem)”. (Cremonese. 2008.p 130-131)”.

O homem tem a política inscrita em si e ela se traduz em suas ações, norteia e orienta seus anseio, sonhos, e desejos, de modo organizado, em partido, em religião, em artes, etc. em tudo administramos o mundo para dar conta de responder as questões que a vida nos oferece. Desde a questão simples de como colocar pão à mesa? Como arranjar um emprego, qual é a melhor opção para isso ou aquilo? Até questões mais complexas como, quem é o melhor candidato? Como solucionar o problema da educação? Como melhorar a saúde? Etc. Quando se vive em sociedade é ainda mais patente essa força do viés político na vida da pessoa. Assim é muito difícil ao individuo escapar a essa dimensão de sua vida.

Este ano, mais especificamente nestes dois meses (agosto e setembro) as pessoas ver-se-ão enredadas em querelas políticas, seja por vontade própria ou pela imposição dos aparatos eleitorais sempre a veicular suas mensagens, no afã de persuadir de algum modo o eleitor. Desde um som renitente, a uma visita inusitada em horários inoportunos, até programas midiáticos de alta técnica em horários específicos nos meios de comunicação. Por todos os lados e de todos os modos a política no seu sentido partidário, estará imperante a tocar o cidadão oportuna e importunamente. Trata se de ano Eleitoral e a Eleição é mais uma dimensão do universo político.

O homem não é só político é também eleitor. E estas dimensões se imbricam uma na outra. Se por um lado o ser político parece mesmo ser inerente à condição humana, por outro o ser eleitor, não. O ser eleitor depende da filiação eleitoral ao cadastro de eleitores, onde te facultam um título eleitoral, depende da obrigatoriedade do voto, que no Brasil é regente. Então o ser eleitor é condicionado, pode o individuo ser um eleitor em potencial, mas essa dimensão só se realiza sob certas condições.

No período eleitoral, ou seja, nos trimestre que compreende o tempo da eleição, tempo de registrar candidaturas, preparar materiais e propostas e veicula-las para o público, a política se efetiva como prática, com ação comum, visível e irrefutavelmente contagiante. Contagia-nos positivamente e negativamente, dependendo de cada caso e contexto. Mas onde e como anda a nossa consciência politica? Como ser politico e eleitor?

No Brasil nossa dimensão política é negligenciada, preferimos o epiteto de que “política e religião não se discute!” ao trabalho do desenvolvimento intelectual, que permite-nos desenvolver capacidade para analisar e compreender os meandros políticos e partidários que constituem o labor eleitoral.

Estamos em pleno processo eleitoral, e como temos participado desse momento? No sistema de governos que temos em nosso país, que se pretende democrático e de fato temos a melhor democracia que o capital nos permite. O voto é obrigatório, ou seja, o individuo é eleitor por imposição sistêmica. Mas como encaramos isso e como vivenciamos essa realidade?

Votamos, justificamos, participamos... Direta ou indiretamente nossa ação ou inação incide sobre os resultados do processo eleitoral. Mas o comprometimento com que cada um abraça ou refuta sua condição política e eleitoral é o responsável por nossas questões cotidianas e também pelas possibilidades que temos de conseguir responder ou não, as questão básicas da sobrevivência, da vida como um todo.

Hoje em cada município brasileiro, grupos de políticos se apresentam sobre a bandeira partidária, das mais variadas, com propostas e soluções para problemas que não raras vezes são crônicos, perduram desde os dias mais recuados da vida dos municípios. Problemas, como, a falta de emprego, o pouco desenvolvimento municipal, a incapacidade do município de solucionar problemas que agridem e dificulta a vida, como seca, fome, moradia, saúde, educação, segurança, violência etc. Por outro lado está o público, a massa de eleitores, que se posiciona no afã de decidir qual das vozes lhe fala com mais agradabilidade, qual das vozes lhe oferece a melhor proposta e a melhor oportunidade.

Nesse cenário, é complexa a rede de relações que se estabelece. De partido a partido, de liderança a liderança, de bairro a bairro, de liderança a indivíduo, de grupo a grupo. Em cada um desses espaços as relações acontecem de um modo peculiar. Mas todos estão enredados pelo momento eleitoral e muitas vezes perde-se de vista a dimensão política, reduzindo o momento a barganhas e negociatas, que mui pobremente consegue responder a questões momentâneas. Deixando lesões profundas na vida das sociedades, aumentando as diferenças, ressaltando injustiças e promovendo a manutenção de um sistema pernicioso, que só pode ser superado, quando o eleitor for norteado pelo seu ser político. Mas para isso cada eleitor precisaria assumir como sua a tarefa de desenvolver-se como ser político, alimentar a sua dimensão política, nutrindo seu ser político e permitindo que  ele aflore e se mostre, pois assim independente do grau de envolvimento partidário cada individuo estaria capaz de dar eficiência ao seu ser eleitor, por que sua condição básica o ser político, não seria um faminto desfigurado, analfabeto e desnudo, mas sim um bem nutrido ser capaz de ajudar o ser eleitor a cumprir do melhor modo sua função eleitoral.

Como transformar o momento eleitoral num momento de edificação da sociedade em busca de liberdade e bem estar de seus membros e superar essa condição deplorável de feira de interesses particulares e escusos onde a igualdade de cidadania, não existe e se a política é praticada por iguais, é sem dúvida por uma igualdade que faz os agentes políticos aparecerem a todos como algozes da sociedade e não como líderes legítimos que representam e norteiam a sociedade para um caminho de superação, garantindo a cada passo bem estar aos seus membros em toda a sua diversidade.

A teoria do Estado em Hobbes é a seguinte: quando os homens primitivos vivem no estado natural, como animais, eles se jogam uns contra os outros pelo desejo de poder, de riquezas, de propriedades. No estado de natureza existe insegurança; não há lei ou norma, cada um faz o que bem entende. No estado natural o homem goza de liberdade total, tendo todos os direitos e nenhum dever. Sendo, porém, sua natureza egoísta, cada um busca satisfazer os seus próprios instintos, sem nenhuma consideração pelos outros. Segue-se uma luta de uns contra outros, na qual o homem se porta em relação ao outro como um lobo. (Cremonese. 2008. p.130-131).

Ora, o que se vê no ambiente político nacional é um regresso ao estado natural, haja vista que a legislação é ineficiente para conter a fúria dos agentes políticos que as atropelam e burlam, de modo cada dia, mais grotescos e desavergonhados. Sem moralismos ou ressentimentos, mas se há razão no que Dijalma Cremonese argumenta, fica evidente que caminhamos para um estado primitivo onde o homem é o lobo de si mesmo. E esse primitivismo de estado engendra em si o agente politico e o eleitor, pois ambos se posicionam como corruptos e corruptores, corrompem o projeto de uma sociedade livre e democrática, onde cada indivíduo exerce suas faculdades em prol do coletivo, compreendendo sua dimensão individual como parte do coletivo, não em detrimento deste.


Joaquim Teles - Kiko di Faria


Referência 
CREMONESE, Dejalma. Teoria política – Ijuí: Ed. Unijuí, 2008. – 220 p. – (Coleção educação à distância. Série livro-texto).

terça-feira, 17 de julho de 2012

O brasileiro e seus heróis

A nossa ultima semana foi marcada por dois acontecimentos que movimentaram as ferramentas midiáticas e as redes de interatividade sociais, causando êxtase e uma diversidade contínua de paradoxos nos mais diversos meios da nossa sociedade. Os tais acontecimentos citados foram a luta do brasileiro Anderson Silva contra o norte-americano Chael Sonnen pelo UFC e o resultado da enquete organizada pela emissora britânica BBC transmitida pelo SBT sobre qual “O maior brasileiro de todos os tempos”.

Em síntese, dentro desses eventos distintos eu averiguei um objeto comum entre os dois, sendo ele a carência que nos brasileiros carregamos em relação à existência e ate mesmo construção de heróis nacionais, de mártires que nos representem e despertem em nós motivo de orgulho e honra em ser brasileiro.

O confronto do brasileiro Anderson Silva contra Chael Sonnen há tempos já gerava grande expectativa em todo público pelas acidas e agressivas provocações do norte-americano contra o brasileiro e contra o Brasil, ao passo que a vitória por nocaute técnico foi interpretada como a defesa da honra nacional e o lutador intitulado como o grande defensor e grande herói. Longe de mim me atrever e ate mesmo ser hipócrita em questionar as qualidades do Anderson Silva como lutador, sem soma de dúvidas o reconheço como o melhor de sua categoria e um dos melhores de todos os tempos, mas o que quero chamar a atenção e em relação aos atributos que o mesmo exerce para ser taxado como “herói”? Primeiramente, o mesmo recebe uma bonificação milionária pra entrar no octógono, e com provocação ou sem provocação do rival ao Brasil ele estará lutando, mas sem dinheiro e sem contrato, não estará. Acredito que apenas uma luta não pode ser um motivo categórico para se taxar um homem como herói nacional, sendo que a maioria dos brasileiros que lhe deram esse titulo não sabem que o mesmo mora em Los Angeles nos Estados Unidos e não em uma cidade brasileira e além de tudo usufrui de todos os artefatos estrangeiros que tem direito. Temos um herói que habita outro país e não sua pátria-mãe? Que projetos sociais, políticos, ecumênicos e econômicos esse herói exerce no Brasil além de lutar por prêmios milionários? Aonde entram os nossos lutadores de todos os dias, como professores, policiais, bombeiros, médicos dentre outros que por ressarcimento financeiro bem menor fazem coisas bem mais relevantes e não são reconhecidos? Essas são algumas interrogações que comprovam a tese do imediatismo, onde simplesmente não importa como foi realizado o ato, mas apenas a relevância que o mesmo gera momentaneamente.

Seguindo a mesma linha de raciocínio, depois de assistir o programa do SBT "O maior brasileiro de todos os tempos", fiquei alarmado com o quanto a sociedade brasileira não tem conhecimento da própria história, da própria cultura. Dentre os 100 citados no programa (inclusive o Anderson Silva), pessoas que não fizeram projeto social algum e nem buscaram uma repercussão positiva ao Brasil foram votadas! E os alicerces de nossa história que foram esquecidos, mas lutaram como leões pela integridade do Brasil como nação, como unidade, como país? Homens como Tiradentes, primeiro figura a lutar por um regime democrático e federativo no Brasil pagando com a forca e o esquartejamento de seu corpo o preço desse ideal, José Bonifácio, Gonçalves Ledo, pilares da independência brasileira, José do Patrocínio, grande intercessor pela abolição dos escravos, Visconde de Mauá, grande incentivador da industrialização e primeiro industrial do Brasil, Aleijadinho, figura emblemática e artística da cultura brasileira, Duque de Caxias, patrono do exército brasileiro e grande personagem militar e político; Benjamin Constant, Quintino Bocaiúva, Rui Barbosa, grande elementos da emancipação republicana do Brasil dentre muitos outros personagens de nossa história que minha memória não há de lembrar com exatidão e merecimento nesse momento, onde eles entram, em que patamar figuram? Essa interrogação e algo a se preocupar e a se repensar.

Recapitulando a tese do imediatismo, creio que isso se reflete na sociedade brasileira pelo simples fato de termos uma educação precária em nosso país. Crianças se orientam muito mais pelo que assistem na televisão do que pelo que leem nos livros ou escutam dos professores. Personagens históricos com relevância primordial para o Brasil seja na politica, na economia, na literatura, nas artes, na ciência, na música e em outras vertentes, cada vez mais tem seus nomes e seus legados apagados pela falta de instrução de nossa sociedade. Em contraposto a isso, figuras que surgem do nada e são exploradas pela mídia aparecem com uma repercussão tremenda, sem ao menos se esforçar e fazer algo relevante para o crescimento do país, recebendo representações de “Heróis Nacionais”. Qual a relevância maior que pessoas como Luan Santana, Michel Teló, Joelma do Calipso, Dedé zagueiro do Vasco Gama exerceram para figurarem como mais importantes do que Machado de Assis, Carlos Chagas, Marechal Rondon e Luiz Carlos Prestes? Isso soa como o mesmo que cuspir na cara desses e de outros que lutaram por um Brasil melhor e mais justo.



Em um apanhado geral, nós brasileiros não sabemos definir e julgar nossos heróis, ou simplesmente não temos conhecimento do conceito e significado de herói. Mais difícil ainda é definir um parâmetro que justifique isso. Eu me apego à ausência de uma educação mais incisiva e mais detalhista, com mais conteúdo e mais exploração histórica, outros se apegarão a outros motivos. O fato é que ficam a encargo de nós historiadores, cientistas sociais e demais responsáveis pela educação não deixarmos se apagar no tempo, esse tão ingrato tempo, a chama que ainda está acesa para relembrar nossos verdadeiros e autênticos heróis nacionais.


Leonardo Valadares

domingo, 1 de julho de 2012

Recomendamos: Na moral com Pedro Bial




Iniciando a nossa seção recomendamos, vamos começar com uma hipótese, pois este programa nem ao menos foi estreado, mas tendo em vista as chamadas que podem ser vistas no vídeo acima, pode-se esperar um bom entretenimento que podera ser assistido em um canal aberto. O novo programa da rede Globo estreia no dia 5 de julho e promete discutir temas relevantes e de uma forma descontraída. No entanto, como ainda pode ser observado na chamada, o novo programa  coloca em dúvida o seu formato, há promessas, mas não sabemos se será um programa jornalistico, de entrevista, de debate. Não se sabe. Na Moral afirma, no entanto, trazer como conteúdo temas envolventes sob a apresentação de Pedro Bial.

Sobre o apresentador do programa, há certos paradigmas que foram criados em torno do jornalista Pedro Bial. Durante quase uma década, Bial esteve apresentando o reality show, denominado Big Brother Brasil. Definitivamente essa forma de entretenimento está longe de ser o ideal para a televisão brasileira. Bial como jornalista tem seus méritos. Além de um ótimo texto televisivo, Bial também esteve registrando alguns importantes acontecimentos como a queda do Muro de Berlim e o fim da URSS. Poucos repórteres tem a capacidade de fazer uma matéria de fôlego, sem apresentar entrevista, Pedro Bial consegue esse feito sem perder em qualidade, mas isso se garante perante a seu texto. Por isso em minha opinião, ao tratar o apresentador do Na Moral como um jornalista televisivo, o considero um dos melhores do país. Já o problema e a critica que pode ser feita a ele está apresentando os sequentes BBB’s, considero esse fato ser um erro grave que lhe foi imposto pela falta de aproveitamento e criatividade de sua emissora de trabalho. A rede Globo é assim mesmo. Ora, o que se pode esperar de uma emissora que manteve Chico Anysio fora do ar durante seus últimos anos?

Tendo em vista esse novo programa e para não encerrar a postagem com critica, Na Moral apresenta como conteúdos temas recorrentes para a atual sociedade. Perguntar, por exemplo, “o que é o Certo, o que é o Errado, o que é Justo ou Injusto, Normal ou Anormal?” são indagações interessantes e que se divergem em múltiplas possibilidades de opiniões. Portanto, o programa além de ser de auditório, trará mais de uma opinião, algo que desencadeia ao telespectador tomar sua própria posição. Portanto, haverá os temas sendo informados, as perguntas feitas, as opiniões debatidas e por fim sua posição restabelecida, com novos argumentos.



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Veja também:

quarta-feira, 20 de junho de 2012

A tragédia na política

Em fevereiro de 2012 a Polícia Federal mais uma vez revelou um esquema de corrupção que envolve políticos brasileiros. A investigação constatou que a política é um propenso teatro grego. A tragédia agora envolveu a política da transparência. Quando tudo indicava que havia se encontrado um herói eis que a mascara revela um engano.

 Demóstenes foi um notável político. Seus discursos transmitiam confiança e intelectualidade. Após um tempo estando no ramo publico e colhendo as vantagens de ter uma boa aparência política, Demóstenes é surpreendido por um ato de corrupção. Utilizando de seu poder para facilitar a vida de outro poderoso, Demóstenes é pego e com isso seu prestigio se desfaleça como um cristal ao ser derrubado no chão. No entanto o cristal ao cair deve soar a canção da pureza, mas agora se descobriu que Demóstenes nada mais era que um mero vidro.

Mesmo desfragmentado e deprimido Demóstenes tinha certeza que poderia refletir em coisas maiores. Dizia-se injustiçado e por isso recebeu outras oportunidades, mas preferiu fugir até que em total desespero se entregou a senhora vestida de cetim que arrebata o rato, o gato e homem... (Raul Seixas)


Demóstenes, como tantos outros, deixou seu nome na história. Nasceu na proeminente cidade de Atenas em (384 a.C.) trezentos e oitenta e quatro anos antes de Cristo. Além de lidar com a política da Grécia Antiga, Demóstenes também relatou sobre a cultura e a sociedade grega. E para o leitor que ficou em dúvida, sobre afinal de contas que Demóstenes estou falando o grego ou o goiano, relembro o ditado do velho guerreiro: Eu não vim para explicar eu vim para confundir.  



terça-feira, 19 de junho de 2012

Considerações acerca da crise econômica de 2008


Giovanni Arrighi constata na introdução de seu livro “O longo século XX: dinheiro, poder e as origens de nosso tempo” que após a crise econômica da década de 1970, fixou-se na mentalidade ocidental a ideia de que “a história do capitalismo talvez esteja num momento decisivo”[1]. Mesmo com o fim da URSS e a queda do muro de Berlim, Karl Marx voltou a fazer parte da cabeceira daqueles que procuram entender o capitalismo e suas contradições. A crise economica de 2008 fomentou ainda mais os debates acerca das contradições e fragilidades do sistema capitalista, sendo fomentado por várias teorias economicas,constatando que o capitalismo (que na maioria delas possui fases cíclicas) esteja vivendo um período de decandência. Seria o capitalismo capaz de mais uma vez se adaptar? Quais seriam as consequências do colapso e fim do modo de produção capitalista? Em fim, Marx estaria correto em suas previsões? Tais questões estão na ordem do dia, ocupando não só intelectuais preocupados com o tema, alcançando também uma parcela significativa da população cada vez mais esclarecida.

Os efeitos da globalização expõem várias nações a qualquer colapso do sistema capitalista. Uns mais outros menos, todos estariam expostos e sofreriam com os problemas do sistema, nem que seja uma     “marolinha” como o ex-presidente Lula se referia aosefeitos da crise econômica de 2008 no Brasil.

Após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, as atividades econômicas nos Estados Unidos passaram por algumas dificuldades, no que diz respeito ao consumo. Para compreendermos algumas questões economicas não podemos perder de vista os fatores culturais, sociais e políticos. Os ataques às torres gêmeas provocaram grande temor na população, uma espécie de “terror coletivo”, que refletiu diretamente no consumo, abalando a dinâmica capitalista. Para que o consumo pudesse voltar à “normalidade” o Estado norte-americano promoveu ações com o objetivo de “aquecer a econômia”, incentivou o consumo, baixando as taxas de juros. O mercado financeiro em resposta às decisões tomadas pelo banco central norte-americano abriu multiplas linhas de crédito, principalmente no setor imobiliário, aumentando o poder de compra, até mesmo do grupo conhecido por subprime. Este é formado por pessoas inadiplentes que possuem hisórico de não honrar seus respectivos compromissos financeiros. Os bancos que forneceram crédito a esse grupo, com o temor de ter que arcar com uma possível inadimplência, passaram a vender titulos com o intuito de adiantar o pagamento. Tal fato reduziu a liquidez das transações, além de provocar grande risco financeiro: caso os subprimenão honrem suas dívidas um grande grupo de investidores sofreria com as consequências, como esses investimentos ocorrem em escala global(reflexo da globalização, e de uma economia cada vez mais integrada) vários investidores importantes em seus respectivos países sofreriam as consequências. E foi o que aconteceu. 


Por volta dos anos de 2003 e 2004 o consumo americano voltou a “normalidade” e o Estado voltou a aumentar a taxa básica de juros. Com isso a dívida contraída pelos subprime aumentou significativamente da noite para o dia, provocando assim, a inadimplência desse grupo que já não tinha uma reputação muito boa. Tal fato ficou conhecido como “bolha imobiliária”, e provocou a quebra de grandes bancos europeus e norte-americanos. Wall Street sofreu sucessivas quedas e nem mesmo o centenário banco norte-americano Lehman Brothers foi poupado dos efeitos da crise. 

Considerado o quarto maior banco de investimentos dos Estados Unidos, o Lehman Brothers mantinha sedes em Nova Iorque, Tóquio e Londres. Fundado ainda no século XIX por três judeus vindos da Alemanha, o centenário banco não resistiu aos efeitos da crise financeira de 2008, e com ele vários bancos e empresas espalhados pelo mundo passaram por grandes dificuldades. Lehamn Brothers trabalha com compra e venda de ações, fazendo negócios e fornecendo créditos a grandes empresas e bancos espalhados pelo mundo, além de atuar com grande força no mercado imobiliário, investindo com vigor em titulos ligados ao mercado imobiliário para pessoas consideradas de alto risco de inadimplência. Na primeira semana de setembro de 2008 o banco perdeu mais de 77% de seu valor, sinalizando as dificuldades que teria para permanecer atuante. Antes dele, no mesmo ano de 2008, outros dois bancos de grande importância nos Estados Unidos foram comprados ou declararam falência: o Bear Stearns e o Merrill Lynch. Em setembro de 2008, não resistindo aos abalos financeiros provocados pela crise, pediu concordata[2].

Diante dos problemas imobiliários causado pela crise do sistema capitalista houve vários movimentos de caráter social. Um desses movimentos foi a invasão de Wall Sreet.  O movimento Occupy Wall Street se tornou o acontecimento político mais importante nos Estados Unidos desde as rebeliões ocorridas em 1968. A crise econômica, a instatisfação com alguns grupos da elite, a presença de soldados norte-americanos em outros países, mesmo diante de uma intensa crise econômica, são fatores que contribuem para explicar a insatisfação desse grupo de manifestantes. As autoridades acreditavam que o movimento não causaria muitos problemas e, num primeiro momento, repreendeu os manifestantes com violência. O Estado não contava com a divulgação das imagens na imprensa internacional, a internet foi um intrumento que favoreceu bastante a organização e difusão do movimento. Universitários aderiram à causa, e o “ataque a Wall Street” conseguia cada vez mais legitimidade.

O jornal de New York Times elaborou um editorial mostrando que os manifestantes estavam passando uma mensagem clara, dotada de preceitos políticos especificos, ou seja, que não eram apenas jovens revoltados. Um dos argumentos do grupo, que esteve estampado no editorial do jornal, é a de “que a desigualdade extrema é a marca de uma economia disfuncional, dominada por um setor financeiro guiado pela especulação, trapaça e amparo governamental”[3]. O movimento é representativo para compreendermos as transformações que vêm sofrendo a economia capitalista nos últimos anos.

Mediante as considerações apresentadas, podemos tirar algumas conclusões sobre a crise econômica de 2008. Em primeiro lugar, é nítido o protagonismo que ela ocupa no cenário internacional contemporâneo, causando vários temores, expectativas e opiniões diversas. Em segundo lugar, podemos perceber que um dos principais fatores que contribuíram para o desencadeamentoda crise foi a intervenção desastrosa do Estado na economia. Ao tentar aquecer o mercado e incentivar o consumo após os atentados de 11 de setembro, o Estado norte-americano acabou por dar o primeiro passo em direção a crise, emseguida, em meados de 2003-2004, ao aumentar a taxa básica de juros, a crise ficou quase como certa. Tal constatação nos conduz à velha questão acerca da intervenção do Estado na economia. Até que ponto o modelo Keynesiano é valido no sistema capitalista contemporâneo? É uma questão que se encontra novamente na ordem do dia. Por fim, podemos perceber que os Estados têm tentado diminuir os efeitos da crise, injetando quantias bilionárias nos maiores bancos do mundo, almejando aumentar a liquidez. No entanto, a descentralização de inumeras quantias do dinheiro público provoca mal-estar nas relações políticas de vários Estados, distanciando ainda mais a resolução dos problemas econômicos.


por Lucas Alves 


[1] ARRIGHI, Giovanni. O Longo Século XX: Dinheiro, poder e as origens do nosso tempo. 3° reimpressão. Ed. UNESP. Pp. 1.
[2] Informações encontradas no site - http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u444893.shtml.



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quarta-feira, 16 de maio de 2012

“Cadê o historiador na comissão da verdade?”



Hoje, 16 de maio de 2012, a presidente Dilma nomeou os integrantes da “Comissão da verdade”, formada para desnudar a “verdade” dos crimes contra os direitos humanos cometidos pela ditatura militar instaurada em 1964. A comissão é formada por sete indivíduos, que segundo a presidente “é um grupo de cidadãos de reconhecida competência, sensatos e ponderados”, fico realmente em paz ao saber que homens de tão grande reputação, “sensatos e ponderados", estão aptos a dizer a “verdade”, tal como Homero, Hesíodo e Jesus Cristo.

Dentre os sete integrantes cinco possuem formação em direito (Rosa Maria Cardoso da Cunha, José Paulo Cavalcanti Filho, José Carlos Dias, Gilson Dipp, Cláudio Fonteles) somado a esses está Maria Rita Kehl, psicanalista, e o professor aposentado de ciência política, escritor e consultor, Paulo Sérgio de Moraes Sarmento Pinheiro. O que me chamou a atenção foi a ausência de um historiador, talvez por essa ausência a comissão acredite encontrar a “verdade”. Como pesar essa palavra! Como ela fomentou uma série de discursos unilaterais e maniqueístas! Pobre Judas ficou do lado mal da História, pobres milicos morreram abraçados a ele.

Na formação dessa comissão é simples notar a desvalorização do historiador no cenário brasileiro, talvez por querermos sempre uma história inquestionável, uma epopeia de heróis acima de qualquer suspeita. Se quiserem isso, realmente os historiadores não irão produzir. Nosso ofício, tal qual ao de um artesão, é ir tecendo uma série de informações que fomentam a construção narrativa, uma narrativa que não se encerra em si mesma, mas que contribui para o debate e reflexão, tentando fugir ao máximo de uma visão monolítica.
 
Embriagados de uma tradição judaico-cristã nossa sociedade ainda não consegue compreender as múltiplas possibilidades e perspectivas de uma mesma história, tendemos a criar cristos, imolados sem pecado nenhum, o mártir por excelência, e a identificar e caçar demônios que provocam todo o mal. A tradição barroca, ainda intensamente presente na sociedade brasileira, não nos possibilita observar algumas peculiaridades da nossa sociedade, nos perguntamos constantemente o porquê do nosso país não ter dado certo, o porquê dele não ter alçado voo ao lado dos países desenvolvidos, poderíamos deslocar esse questionamento e nos perguntar sobre o porquê do Brasil continuar não dando certo.     

por Lucas Alves



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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Nova enquete

Ao lado direito desta página virtual o leitor poderá participar de uma votação acerca do especial: Educação o desafio da Qualidade. Queremos a opinião do leitor sobre o que ele(a) achou do primeiro especial criado por nosso Bomba –H.

Trata-se de uma enquete que futuramente poderá nos beneficiar em criar novos especiais, mas antes gostaríamos de saber a opinião de nossos visitantes sobre essa primeira produção. Há nessa enquete cinco opções de escolha em que poderá ser marcada mais de uma opção.

Caso alguém queira emitir outras formas de opiniões, não deixe de comentar em nossas postagens ou entrar em contato conosco, preenchendo o formulário de contato que também fica ao lado direito desta página.

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terça-feira, 3 de abril de 2012

Guerra das Malvinas e o discurso de Kirchner


O conflito entre Argentina e Reino Unido, que completou 30 anos no dia 2 de abril de 2012, voltou a ganhar destaque nos discursos da presidenta Cristina Kirchner. Por vários momentos os argentinos criticaram a ocupação britânica nas Ilhas Malvinas. Segundo Kirchner essa presença dos ingleses não é um problema apenas do seu país, mas um problema mundial. “Isso deixou de ser uma causa dos argentinos, é uma causa global.”  

A presidenta Argentina continua mantendo suas acusações contra os ingleses, afirmando em outros momento se tratar de uma política neo-colonialista. Kirchner disse que enviará essas criticas ao Conselho de Segurança das Nações Unidas,

O conflito da Guerra das Malvinas

Em 2 de abril os argentinos chegaram na capital das Ilhas Malvinas e conquistaram o arquipélago. Na época a Argentina era governada por militares que aproveitaram o conflito para receber apoio popular em prol da guerra. No entanto, o entusiasmo argentino durou pouco tempo, pois logo os ingleses mandaram o seu poderio militar. No dia 14 de junho, após perder quase todas as batalhas, a Argentina admite a rendição.

O conflito da Guerra das Malvinas ocorreu em pouco mais de dois meses em que o entusiasmo argentino chegou ao ápice, mas no  decorrer do conflito essa expectativa se tornou decepção. Foram 655 mortos para os Argentino e 255 pelo lado britânico.

Mesmo tendo saído como derrotados na guerra, ainda hoje os argentinos protestam contra os britânicos. E embora, o nosso país-vizinho não tenha poder militar para uma nova tentativa de conflito,  a disputa ainda ocorre, mas agora fica apenas pelo lado dos discursos.


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sexta-feira, 23 de março de 2012

Humor com H de luto em memória a Chico Anysio




Chico Anysio foi um gênio do humor brasileiro. Ao longo de sua carreira foram criados mais de 200 personagens, todos interpretados com brilhantismo e com o toque especial desse grande humorista, que nos deixou nessa sexta-feira, 23 de março.

Chico Anysio deixa saudade. Ele, como ninguém, sabia ironizar e levar o público ao riso. Agora fica em nossas lembranças, todos aqueles personagens e todos aqueles bordões por ele criado. Teve como o professor Raimundo, um dos personagens mais conhecido entre o público. Como não se lembrar do professor ranzinza que mediava piadas para outros comediantes atuar? 

Por isso Chico Anysio sempre será lembrado como um  brasileiro que soube como ninguém fazer do humor uma parte essencial da vida.

"Chico Anysio: o humor é insubstituível."  

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sábado, 17 de março de 2012

Filme sobre Raul Seixas nos cinemas

Trailer do filme: "Raul - o inicio, o fim e o meio"



Estreia em Brasília  "Raul - o inicio, o fim e o meio, nesse final de semana. O filme é dirigido por Walter Carvalho, mesmo diretor de Cazuza o tempo não para.

A produção conta, em formato de documentário, a trajetória do roqueiro baiano Raul Santos Seixas. Além de depoimentos de famosos como Paulo Coelho, Zé Ramalho, Caetano Veloso e Pedro Bial, o filme também traz entrevistas com familiares de Raul Seixas, como o irmão Plinio Seixas e as filhas Scarlet Seixas e Vivian Seixas.

Segundo o site oficial, o filme conta com raridades. “O filme desvenda, através de imagens raras de arquivo, encontros com familiares, conversas com artistas, produtores e amigos a trajetória da lenda do rock.”

Raul Seixas tem um grande número de fãs espalhados pelo Brasil. Por isso os criticos esperam um bom sucesso de público. O cantor brasileiro sonhava em ser um ator de Hollywood, portanto essa produção pode ser uma realização de um sonho de Raul.
  
Raul Seixas nos cinemas de Brasília

O filme de Raul Seixas ainda não está em todas as salas de cinemas de Brasíla. Somente em três locais da cidade a produção está em cartaz no Pier 21, Parkshopping e na Casa Park

O site oficial do fã clube de Raul Seixas afirma que o filme em breve estará disponível “Nesta primeira fase apenas algumas cidades e salas de cinema estarão exibindo o filme, mas em breve outras cidades brasileiras estarão recebendo o filme.”


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quarta-feira, 14 de março de 2012

Marin o novo presidente do futebol brasileiro


Como diria meu amigo Marcos, administrador deste blogger, "quando a esmola é demais o santo desconfia", ainda mais quando é algo envolvendo os ramos da política brasileira. 

A renúncia de Ricardo Teixeira, que há mais de 23 anos esteve no comando da CBF, trouxe algumas expectativas sobre o futuro do futebol brasileiro. Talvez com a saída de Teixeira, agora poderíamos ter um comando mais democrático ou transparente em seus atos. No entanto, conforme foi divulgado José Maria Marin é o novo presidente da Confederação Brasileira de Futebol, trata-se do mesmo senhor que protagonizou essa cena duvidosa que pode ser vista no vídeo acima. Ao invés de distribuir as medalhas para os jogadores do Corinthians que fizeram por merecer aquela conquista, Marin utilizou o momento em que ninguém estava o observando, a não ser a câmera que fez a filmagem, e colocou sorrateiramente uma medalha no bolso.


Para ser justo com o novo presidente Marin vamos deixá-lo comentar sobre o assunto: “É muito bom tocarem nesse assunto. É bom isso ter vindo à tona para que possa ser esclarecido de uma vez. A medalha foi uma cortesia da Federação Paulista e não era para ter essa repercussão toda. Isso foi uma verdadeira piada.” De fato, Marin levanta uma questão relevante, pois tragicamente já algum tempo a política brasileira vem se tornando uma grande piada, são: políticos colocando dinheiro na meia ou na cueca, alguns afirmando que a verba toda é para compra de panetones e agora a medalhas no bolso foi por cortesia. Os jogadores que têm que batalhar pela conquista não têm esses privilégios, já o mandatário tem suas regalias de sobra. Agora definitivamente essa repercussão só ocorreu porque houve a filmagem e houve alguma emissora, que não tem rabo preso com os donos do futebol, e transmitiu sem problemas a fatídica cena.

 Mas, em fim vamos acreditar, com toda ironia possível, que o fim da Era de Ricardo Teixeira vá trazer uma nova época de prosperidade para o futebol brasileiro. Quem sabe a música de Lulu Santos, que diz: "Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia, tudo passa, tudo sempre passara," possa fazer algum sentido entre os que detêm o poder no Brasil

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segunda-feira, 12 de março de 2012

Um esboço sobre o radiojornalismo

No jornalismo impresso há uma diversidade de gênero considerável que o profissional jornalista pode seguir. Os diversos editorias, presentes em um jornal diário é um bom exemplo disso, alguns repórteres podem trabalhar com esporte, outros com política, também há aqueles que prefiram escrever sobre economia. Além do trabalho com o jornal impresso, eles podem também seguir outros ramos como revistas, boletins e matérias especiais (livros reportagens).  E da mesma forma que o jornalismo impresso tem suas características e variedades, o rádio jornal é outro elemento importante para a comunicação social, pois também esse meio possui seus encantos e desafios.

No caso do rádio o jornalista pode optar por trabalhar com outras diversidades de formatos, desde entrevistas até os documentários, mas talvez o gênero jornalístico mais conhecido nesse ramo seja os rádios jornais, onde há o programa que é dividido em editoriais e é apresentado pelos ancoras, as reportagens devem seguir a justificativa dos valores notícias. O mais conhecido rádio jornal, transmitido em todas as emissoras do país, é a Voz do Brasil, que por sua vez é o programa noticioso mais antigo nas rádios brasileiras. Interessa também dizer sobre as emissoras com formatos all news, trata-se de um modelo que se define por está no ar 24 horas por dia com o conteúdo jornalístico. Três bons exemplos de emissoras brasileiras se encaixam nessa estrutura, como é o caso da Band News, CBN e Jovem Pan.

Entre essas emissoras há suas semelhanças e diferenças que são notórias quando pegamos para análise os horários nobres das rádios, que seria 06h00min até 08h:30mim da manhã. Em rádios jornais, nesse período, o programa tem “como foco os principais fatos que ocorreram no dia anterior.” São transmitidos, nesses programas matutinos, notícias com suas linguagens próprias e com suas estruturas semelhantes. A importância do formato pela qual determinada mensagem é exposta para os ouvintes é semelhante a importância da diagramação de um jornal impresso para seus leitores; o atrativo se torna um desafio para o ancora, narrador e também repórter que deve saber emitir suas informações sem tornar aquele assunto cansativo aos ouvidos do receptores.

No que se refere a estética da linguagem, podemos falar do jornal CBN Brasil, apresentado pelo jornalista Sanenberg que utiliza uma linguagem menos formal, mais em formato de uma conversa, “quase” como estivéssemos ouvindo um apresentador lidando com o improviso em pleno programa ao vivo (ressalto que esse improviso é apenas uma sensação que nós temos como ouvintes, pois Sanenberg certamente está provido de textos que o orientam naquele jornal.) Diferença dessa linguagem temos o radio jornal da Band News com o ancora Boechad, que embora também tente trazer a interatividade com o público, faz uma linguagem mais formal. Agora sobre minha opinião, em primeira persoal do singular, admito que preferi ouvir o Jornal da Manhã da rádio Jovem Pan, pela ótima sonoridade e pelo tom coloquial a apresentação do rádio jornal traz a nós ouvintes a objetividade e a clareza de determinada notícia. Vale ressaltar que diferente do jornal impresso, em que o leitor pode reler um parágrafo que não ficou muito claro,  o rádio jornal deve ser imediato a mensagem é transmitida apenas uma vez e portanto deve “a mais esclarecedora possível.”

As estruturas dos principais jornais que são transmitidas, nessas rádios sobre-citadas, segue nos estilos tradicionais que seria por zona geográfica, em que as informações começam de forma global, falando sobre noticias internacionais e nacionais,  e termina com notícias locais, de algumas capitais brasileiras, outro formato seria por editorias que segue o estilo parecido com o jornalismo impresso, onde os assuntos são divididos em política, economia, cultura e esporte.

Em fim falar sobre rádios é está relatando sobre o primeiro meio de comunicação tido como democrático, que possui seus encantamentos para todas as classes sociais da sociedade. Não há necessidade para saber ler e nem é necessário está parado em determinado lugar, como um sofá ou uma cadeira, fator esse que leva muitos ouvintes a ligar seus rádios quando estão dirigindo ou quando estão fazendo outras tarefas. 
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Veja também:
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