segunda-feira, 12 de março de 2012

Um esboço sobre o radiojornalismo

No jornalismo impresso há uma diversidade de gênero considerável que o profissional jornalista pode seguir. Os diversos editorias, presentes em um jornal diário é um bom exemplo disso, alguns repórteres podem trabalhar com esporte, outros com política, também há aqueles que prefiram escrever sobre economia. Além do trabalho com o jornal impresso, eles podem também seguir outros ramos como revistas, boletins e matérias especiais (livros reportagens).  E da mesma forma que o jornalismo impresso tem suas características e variedades, o rádio jornal é outro elemento importante para a comunicação social, pois também esse meio possui seus encantos e desafios.

No caso do rádio o jornalista pode optar por trabalhar com outras diversidades de formatos, desde entrevistas até os documentários, mas talvez o gênero jornalístico mais conhecido nesse ramo seja os rádios jornais, onde há o programa que é dividido em editoriais e é apresentado pelos ancoras, as reportagens devem seguir a justificativa dos valores notícias. O mais conhecido rádio jornal, transmitido em todas as emissoras do país, é a Voz do Brasil, que por sua vez é o programa noticioso mais antigo nas rádios brasileiras. Interessa também dizer sobre as emissoras com formatos all news, trata-se de um modelo que se define por está no ar 24 horas por dia com o conteúdo jornalístico. Três bons exemplos de emissoras brasileiras se encaixam nessa estrutura, como é o caso da Band News, CBN e Jovem Pan.

Entre essas emissoras há suas semelhanças e diferenças que são notórias quando pegamos para análise os horários nobres das rádios, que seria 06h00min até 08h:30mim da manhã. Em rádios jornais, nesse período, o programa tem “como foco os principais fatos que ocorreram no dia anterior.” São transmitidos, nesses programas matutinos, notícias com suas linguagens próprias e com suas estruturas semelhantes. A importância do formato pela qual determinada mensagem é exposta para os ouvintes é semelhante a importância da diagramação de um jornal impresso para seus leitores; o atrativo se torna um desafio para o ancora, narrador e também repórter que deve saber emitir suas informações sem tornar aquele assunto cansativo aos ouvidos do receptores.

No que se refere a estética da linguagem, podemos falar do jornal CBN Brasil, apresentado pelo jornalista Sanenberg que utiliza uma linguagem menos formal, mais em formato de uma conversa, “quase” como estivéssemos ouvindo um apresentador lidando com o improviso em pleno programa ao vivo (ressalto que esse improviso é apenas uma sensação que nós temos como ouvintes, pois Sanenberg certamente está provido de textos que o orientam naquele jornal.) Diferença dessa linguagem temos o radio jornal da Band News com o ancora Boechad, que embora também tente trazer a interatividade com o público, faz uma linguagem mais formal. Agora sobre minha opinião, em primeira persoal do singular, admito que preferi ouvir o Jornal da Manhã da rádio Jovem Pan, pela ótima sonoridade e pelo tom coloquial a apresentação do rádio jornal traz a nós ouvintes a objetividade e a clareza de determinada notícia. Vale ressaltar que diferente do jornal impresso, em que o leitor pode reler um parágrafo que não ficou muito claro,  o rádio jornal deve ser imediato a mensagem é transmitida apenas uma vez e portanto deve “a mais esclarecedora possível.”

As estruturas dos principais jornais que são transmitidas, nessas rádios sobre-citadas, segue nos estilos tradicionais que seria por zona geográfica, em que as informações começam de forma global, falando sobre noticias internacionais e nacionais,  e termina com notícias locais, de algumas capitais brasileiras, outro formato seria por editorias que segue o estilo parecido com o jornalismo impresso, onde os assuntos são divididos em política, economia, cultura e esporte.

Em fim falar sobre rádios é está relatando sobre o primeiro meio de comunicação tido como democrático, que possui seus encantamentos para todas as classes sociais da sociedade. Não há necessidade para saber ler e nem é necessário está parado em determinado lugar, como um sofá ou uma cadeira, fator esse que leva muitos ouvintes a ligar seus rádios quando estão dirigindo ou quando estão fazendo outras tarefas. 
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Veja também:
  • Ao lado direito, nesta página, você poderá acessar algumas rádios;

sexta-feira, 9 de março de 2012

Humor com H - Caju e Castanha

O pobre e o rico - por Caju & Castanha




O rico é quem come tudo, tudo que quer ele come
Mas o pobre que trabalha, ganha pouco e passa fome

Rico come caviar, come picanha, filé / Na vida o rico tem tudo e come tudo o que quer
Onde o rico bota o dedo o pobre não bota o pé

O pobre come bolacha, tripa de porco e sardinha / Farofa de girimum, bucho de boi com farinha Come cuscus com manteiga e batata com passarinha

O rico leva a família para o salão de beleza / Manda cortar o cabelo e na pele faz limpeza E a filha volta tão linda que parece uma princesa

O pobre leva a família num salão barato e fraco / Manda raspar a cabeça e o cabelo do sovaco E o filho fica igualmente a um filhote de macaco

O rico quando adoece vai pro melhor hospital / No outro dia seu nome sai na página do jornal Dizendo que o danado já não tá passando mal

E o pobre quando adoece é feliz quando ele escapa / E quando tá internado, a comida é pão e papa Se gemer muito de noite o café que vem é tapa

O filho do homem rico tem uma vida bacana / Seu papai paga os estudos e no final de semana Ele sai com sua gata pra passear de Santana

O filho do homem pobre vai passear de jumento / Bota a nêga na garupa, sai correndo contra o vento Quando o jegue dá um pulo, mete a bunda no cimento

A mulher do homem rico, se vai pra maternidade / Dar a luz a um menino, falam com sinceridade Ganha milhões de presente da alta sociedade

A mulher do homem pobre, quando ela vai descansar / O presente que ela ganha é bolacha e guaraná E um bala de chupeta que é pro guri chupar

A mulher do rico sai num sapato bom, de couro / Cabelo bem penteado, brinco que vale um tesouro Pulseira e colar de prata, relógio e cordão de ouro

A mulher do pobrezinho só anda sem gabarito / O cabelo é assanhado, o casaco é esquisito
E a saia tem mais buraco que tábua de pirulito

Filha de rico se forma pra trabalhar em cartório / Gabinete especial, telefone, escritório Engenheira, medicina, exame, laboratório

A filha do pobrezinho fica velha sem leitura / Quando aparece um emprego é na rua da amargura Pra jogar tambor de lixo no carro da prefeitura

O filho do homem rico só toma banho no chuveiro / Uma caixa de sabonete, dois, três perfumes estrangeiros Cada banho é um roupa, cada perfume é um cheiro

O filho do pobrezinho só se molha no açude / Não pode ver empregada que ele fé que nem lhe ajude E o pescoço e as costela tem quase um baú de grude

A filha do homem rico, se arranja um namorado / Ele vai pra casa dela num carro novo, zerado Pois é filha de doutor, de prefeito ou deputado

A filha do pobrezinho quando arranja um mané / Ela diz: "Meu pai é rico", e o povo sabe quem é É o que vende pipoca na porta do cabaré

A filha do rico vai fazer curso no Japão / Na Grécia, na Argentina, até Afeganistão Porque a filha de rico só viaja de avião

A filha do pobrezinho, no interior grosseiro / Passa quatro, cinco dias olhando o livro primeiro
Engasgada na fumaça do farol do candeeiro

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Oscar de melhor curta-metragem de animação

“The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore”

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Sobre o ensino de História no ensino fundamental

Umas das maiores dificuldades dos estudantes do ensino fundamental na disciplina de História fundamentam-se nas questões:

1.                 Porque estudar o que já passou?
2.                 Para que guardar estas datas?
3.                 O que tem a ver isso com minha vida estes fatos?

Esse mal-estar tão generalizado nas mentalidades dos estudantes, em muito dos casos é decorrente de um ensino que durante muito tempo predominou, o reprodutivismo. Refiro-me aqui a uma metodologia utilizada por muito professores baseada na reprodução dos manuais didáticos, os livros. Sabe-se que os livros didáticos em sua grande maioria procuram enfatizar uma historia dos grandes feitos e dos grandes personagens do passado. Nós estudantes de História observamos constantemente que o conhecimento sobre o passado pode nos chegar por meio de várias perspectivas. Não existe uma única forma de representar e narrar o passado. Assim, gostaria de compartilhar uma questão com vocês: Por que nós historiadores em magistério não ofertamos aos nossos alunos essa pluralidade de perspectivas sobre o passado? Porque não oferecer outras possibilidades de formação identitária?

Alguns teóricos como Mircea Eliade, Marcos Napolitano, Roger Chartier, Johan Huzinga, Philippe Áries dentre outros, nos ensinam que podemos utilizar a religião, a música, a literatura, brinquedos e  jogos, como possibilidades de discussão sobre o passado.


E vocês? O que vocês usam ou pretendem usar para ensinar seus alunos? Compartilhem suas experiências! Assim podemos aprender cada vez mais.


por Otávio Marques 

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Educação o Desafio da Qualidade

O Bomba-H começa o ano letivo inovando com um especial sobre a educação brasileira. Trata-se de uma série de reportagem de Alan Severiano, produzida pelo Jornal Nacional que foi ao ar no mês de maio do ano de 2011. A série Educação o desafio da qualidade pode ser conferida pelos leitores neste blog, além das reportagens que poderão ser vistas, há também comentários logo abaixo dos vídeos que poderão ser lidos.

Para acessá-lo basta clicar sobre a imagem a baixo ou também clicar na mesma imagem que está no lado direito deste blog. Confira agora mesmo e não se esqueça de deixar o seu comentário.