quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Haiti. Há um ano do desastre

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Canção da Terra (Machael jackson)

O que aconteceu com o nascer do sol?

O que aconteceu com a chuva?

O que aconteceu com todas as coisas,

Que você disse que iríamos ganhar?

O que aconteceu com os campos de extermínio?

Essa é a hora.

O que aconteceu com todas as coisas,

Que você disse que eram nossas?

Você já parou para pensar em

Todo o sangue derramado antes de nós?

Você já parou para pensar que

A Terra e os mares estão chorando?


O que fizemos para o mundo?

Olhe o que fizemos.

O que aconteceu com toda a paz?

Que você prometeu a seu único filho?

O que aconteceu com os campos floridos?

Essa é a hora.

O que aconteceu com todos os sonhos

Que você disse serem nossos?

Você já parou pra pensar,

Sobre todas as crianças mortas pela a guerra?

Você já parou para pensar que

A Terra e os mares estão chorando?


Eu costumava sonhar

Costumava viajar além das estrelas

Agora já não sei onde estamos

Embora saiba que fomos muitos longe


O que aconteceu com o passado?

(O que aconteceu conosco?)

O que aconteceu com os mares?

(O que aconteceu conosco?)

O céu está caindo

(O que aconteceu conosco?)

Não consigo nem respirar

(O que aconteceu conosco?)

E a apatia?

(O que aconteceu conosco?)

Eu preciso de você.

(O que aconteceu conosco?)

E o valor da natureza?

É o ventre do nosso planeta.

(O que aconteceu conosco?)

E os animais?

(O que aconteceu conosco?)

Fizemos de reinados, poeira.

(O que aconteceu conosco?)

E os elefantes?

(O que aconteceu conosco?)

Perdemos a confiança deles?

(O que aconteceu conosco?)

E as baleias chorando?

(O que aconteceu conosco?)

Estamos destruindo os mares

(O que aconteceu conosco?)

E as florestas?


Queimadas, apesar dos apelos

(O que aconteceu conosco?)

E a terra prometida?

(O que aconteceu conosco?)

Dilacerada pela ganância

(O que aconteceu conosco?)

E o homem comum?

(O que aconteceu conosco?)

Não podemos libertá-lo?

(O que aconteceu conosco?)

E as crianças morrendo?

(O que aconteceu conosco?)

Não consegue ouvi-las chorar?

(O que aconteceu conosco?)

O que fizemos de errado?

Alguém me fale o porquê

(O que aconteceu conosco?)

E os bebês?

(O que aconteceu conosco?)

E os dias?

(O que aconteceu conosco?)

E toda a alegria?

(O que aconteceu conosco?)

E o homem?

(O que aconteceu conosco?)

O homem chorando?

(O que aconteceu conosco?)

E Abraão?

(O que aconteceu conosco?)

E a morte de novo?

A gente se importa?

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Pare por um instante e imagine uma explosão de trinta bombas atômicas. Imagine um verdadeiro país em caos, um tapete de pessoas mortas, pessoas estendidas ao chão ou até mesmo uma criança sozinha e morta em uma calçada sem ninguém ali para chorar ou lamentar por sua morte. Imagine não dez, onze, doze, ou treze pessoas mortas, mas cerca de cem a duzentos mil mortos. Um cheiro insuportável de corpos em decomposição, pessoas revirando entulhos de concreto em busca de gritos de “socorro”. Pare por um instante, um único instante, e tenta sentir um choro de uma criança desesperada de dor que sente por uma perna quebrada, não há nem mesmo nenhuma anestesia para acabar ou aliviar aquela dor. Isso parece sem duvida algo trágico, catastrófico ou infernal, mais meu caro leitor é exatamente isso que ocorre, no o dia 12 de Janeiro, no Haiti


Haiti, 12 de janeiro de 2010, sem duvida uma data marcante, não apenas para os haitianos, mas para todas a humanidade. Assim como o 11 de setembro entrou para a historia, eis outra data em que a historia. Um dia catastrófico para o ser - humano. Peço com toda humildade que todos reflitam sobre o que significa esse dia para toda a humanidade, peço que reflitam sobre os acontecimentos que marcaram o dia 12, os acontecimentos que até hoje se encontra ali naquele Pais que se tornou um verdadeiro caos. Talvez assim seja uma das formas de se lembrar dos Haitianos que ali vivem e que tiveram sua vida radicalmente mudada por um verdadeiro dia apocalíptico.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Resultado da Enquete

Em fim o Bomba-H posta algo sobre o resultado da enquete feita pelo blog no ano de 2010. A pergunta era: O que você acha do e-mail de divulgação de postagem?

Para responder o visitante poderia escolher de três opções sendo a primeira ‘ótima’ a segunda ‘não me interessa’ e a terceira ‘ruim’. Conforme foi explicado, respectivamente, a primeira opção se referia aquelas pessoas que aprovavam a forma de divulgação, a outra opção fica por conta da falta de interesse que o internauta tem em relação ao e-mail que é recebido, ou seja para aqueles visitantes que não se interessavam em visitar o blog mesmo depois de serem informado sobre o que tinha sido postado. A ultima e terceira opção presente na enquete, fica por conta da critica feita aos e-mails, para essa opção o visitante acharia chato e desinteressante ficar constantemente recebendo e-mails em suas caixas de mensagens.

A intenção de formular essa enquete foi principalmente em analisar a importância de nossos e-mails como única forma direta de divulgação. E como resultado tivemos 20 votos conquistados para a melhor das opções, ou seja 95% das pessoas que participaram da enquete se interessam em receber esses e-mails de divulgação de postagem, que é feita por um dos administradores do blog Marcos Dias. A segunda opção para aqueles que não tinham interesse ficou sem nenhum voto e a ultima opção recebeu somente um voto, ou seja houve apenas uma pessoa que achou ruim nossa forma de divulgação.

Novamente o Bomba-H ressalta o total interesse que temos em ouvir criticas construtivas e sugestões ao blog. Acreditamos sinceramente que aprenderemos muito mais com os erros e com as sugestões, mas para isso fica por conta, também, dos visitantes dos alertar dos problemas que estão ocorrendo em nosso blog.

Pensando em ouvir os nossos visitantes criamos já algum tempo um e-mail especificamente do Bomba-H; portanto caso queira fazer qualquer tipo de sugestão fique a vontade em relatar nos comentários das postagens ou no e-mail oficial do Bomba-H, em que será preservado a identidade de qualquer internauta.

e-mail: seguidores.historia@gmail.com

Obrigado e aguardem as novidades

sábado, 25 de dezembro de 2010

Pela última vez... a palavra é do Lula

 

Queridas brasileiras e queridos brasileiros...

Dentro de poucos dias, deixo a Presidência da República. Foram oito anos de luta, desafios e muitas conquistas. Mas, acima de tudo, de amor e de esperança no Brasil e no povo brasileiro. Com muita alegria, vou transmitir o cargo à companheira Dilma Rousseff, consagrada nas urnas em uma eleição livre, transparente e democrática. Um rito rotineiro neste país que já se firmou como uma das maiores democracias do mundo.

É profundamente simbólico que a faixa presidencial passe das mãos do primeiro operário presidente para as mãos da primeira mulher presidenta. Será um marco no belo caminho que nosso povo vem construindo para fazer do Brasil, se Deus quiser, um dos países mais igualitários do mundo. País que já realizou parte do sonho dos seus filhos. Mas que pode e fará muito mais para que este sonho tenha a grandeza que o brasileiro quer e merece.

Minhas amigas e meus amigos, hoje, cada brasileiro  e brasileira acredita mais no seu país e em si mesmo. Trata-se de uma conquista coletiva de todos nós. Se algum mérito tive, foi o de haver semeado sonho e esperança. Meu sonho e minha esperança vêm das profundezas da alma popular – do berço pobre que tive e da certeza que, com luta, coragem e trabalho, a gente supera qualquer dificuldade. E quando uma pessoa do povo consegue vencer as dificuldades gigantescas que a vida lhe impõe, nada mais consegue aniquilar o seu sonho, nem sua capacidade de superar desafios. E quando um país como o Brasil, cuja maior força está na alma e na energia popular, passa a acreditar em si mesmo, nada, absolutamente nada, detém sua marcha inexorável para a vitória.

Foi com esta energia no peito que nós, brasileiros e brasileiras, afugentamos a onda de fracasso que pairava sobre o país quando assumimos o governo. Agora, estamos provando ao mundo – e a nós mesmos – que o Brasil tem um encontro marcado com o sucesso. Se governei bem, foi porque antes de me sentir presidente, me senti sempre, um brasileiro comum que tinha que superar as suas dores, vencer os preconceitos e não fracassar.

Se governei bem, foi porque antes de me sentir um chefe de estado, me senti sempre um chefe de família, que sabia das dificuldades dos seus irmãos para colocar comida na mesa, para dar escola para seus filhos, para chegar em casa, todas as noites, a salvo dos perigos e da violência. Se governamos bem, foi, principalmente, porque conseguimos nos livrar da maldição elitista que fazia com que os dirigentes políticos deste grande país governassem apenas para um terço da população. E se esquecessem da maioria do seu povo, que parecia condenada à miséria e ao abandono eternos. Mostramos que é possível e necessário governar para todos – e quando isso se realiza o grande ganhador é o país.


Minhas amigas e meus amigos, o Brasil venceu o desafio de crescer econômica e socialmente e provou que a melhor política de desenvolvimento é o combate à pobreza. Construímos, juntos, um projeto de nação baseado no desenvolvimento com inclusão social, na democracia com liberdade plena e na inserção soberana do Brasil no mundo. Fortalecemos a economia sem enfraquecer o social; ampliamos a participação popular sem ferir as instituições; diminuímos a desigualdade sem gerar conflito de classes; e imprimimos uma nova dinâmica política, econômica e social ao país, sem comprometer uma sequer das liberdades democráticas.

Ao receber ajuda e apoio, o nosso povo deu uma resposta dinâmica e produtiva, trabalhando com entusiasmo e consumindo com responsabilidade, ajudando a formar uma das economias mais sólidas e um dos mercados internos mais vigorosos do mundo. Em suma : governo e sociedade trabalharam sempre juntos, com união, equilíbrio, participação e espírito democrático.

Minhas amigas e meus amigos, o Brasil demonstra, hoje, sua pujança em obras e projetos que estão entre os maiores do mundo e vão mudar o curso da nossa história. Me refiro às obras das hidrelétricas de Jirau, Santo Antônio e Belo Monte; às refinarias de Pernambuco, Rio de Janeiro, Maranhão e Ceará; às estradas que vão abrir rotas inéditas e estratégicas, como as ligações com o Pacífico e o Caribe; e às ferrovias Norte-Sul, Transnordestina e Oeste-Leste, além do projeto, em licitação, do trem de alta velocidade, que vai ligar São Paulo ao Rio.

Também estamos fazendo os maiores investimentos mundiais no setor de petróleo, principalmente a partir da descoberta do pré-sal, que é o nosso passaporte para o futuro. Ele vai gerar milhões de empregos e uma riqueza que será, obrigatoriamente, aplicada no combate à pobreza, na saúde, na educação, na cultura, na ciência e tecnologia e na defesa do meio ambiente.

Estamos, ainda, realizando um dos maiores projetos de combate à seca do mundo: a transposição das águas do São Francisco, que irá matar a sede e diminuir a pobreza de milhões e milhões de nordestinos. Ao mesmo tempo em que realiza grandes obras, o Brasil, acima de tudo, cuida das pessoas – em especial das pessoas mais pobres. Temos, hoje, os maiores e mais modernos programas de transferência de renda, segurança alimentar e assistência social do mundo. Entre eles, o Bolsa Família, que beneficia quase 13 milhões de famílias pobres e é aplaudido e imitado mundo afora.

Nosso modelo de governo também permitiu que o salário mínimo tivesse ganho real de 67% e a oferta de crédito alcançasse 48% do PIB em 2010, um recorde histórico. O investimento em agricultura familiar cresceu oito vezes e assentamos 600 mil famílias – metade de todos os assentamentos realizados no Brasil até hoje.

Com o Luz Para Todos levamos energia elétrica a 2 milhões e 600 mil pequenas propriedades. E, através do Minha Casa Minha Vida, estamos construindo 1 milhão de moradias, e as famílias que recebem até 3 salários mínimos serão as mais beneficiadas. Na área da saúde, tivemos vários avanços como o Samu, o Brasil sorridente e as unidades de pronto atendimento, as UPAs, que estão sendo construídas Brasil afora.

Triplicamos o investimento em educação, elevando a qualidade do ensino em todos os níveis. Inauguramos 214 escolas técnicas federais, mais do que foi feito em 100 anos. E implantamos 14 novas universidades e 126 novas extensões universitárias em todas as regiões do país. O Prouni beneficiou 750 mil jovens de baixa renda, com bolsas universitárias.

Meus amigos e minhas amigas, há muitos outros motivos que reforçam nossa confiança no futuro do Brasil. Temos, quase 300 bilhões de dólares de reservas internacionais próprias – dez vezes mais do que tínhamos no início do nosso governo. Nossa taxa média anual de crescimento dobrou.

Agora, em 2010, por exemplo, vamos ter um crescimento recorde de quase oito por cento – um dos maiores do mundo. E outras quatro grandes conquistas provam, com força simbólica e concreta, que nosso país mudou de patamar. E também mudou de atitude. Geramos 15 milhões de empregos, um recorde histórico, e hoje começamos a viver um ciclo de pleno emprego.

Promovemos a maior ascensão social de todos os tempos, retirando 28 milhões de pessoas da linha da pobreza e fazendo com que 36 milhões entrassem na classe média. Zeramos nossa dívida com o fundo monetário internacional e agora é o Brasil que empresta dinheiro ao FMI. E, ao mesmo tempo, reduzimos como nunca o desmatamento na Amazônia.

A minha maior felicidade é saber que vamos ampliar todas estas conquistas. Minha fé se alicerça em três fundamentos: as riquezas do Brasil, a força do seu povo e a competência da presidenta Dilma. Ela conhece, como ninguém, o que foi feito e como fazer mais e melhor. Tenho certeza de que Dilma será uma presidenta à altura deste novo Brasil, que respeita seu povo e é respeitado pelo mundo.

Este país que, depois de produzir seguidos espetáculos de crescimento e inclusão, vai sediar os dois maiores eventos do planeta: a copa do mundo e as olimpíadas. Este país que reduziu a desigualdade entre as pessoas e entre as regiões e vai seguir reduzindo-a muito mais. Este país que descobriu que não há maior conquista do que recuperar a auto-estima do seu povo.


Queridas brasileiras e queridos brasileiros, quero encerrar com um pedido enfático e um agradecimento profundo. Peço a todos que apóiem à nova presidenta, assim como me apoiaram em todos os momentos. Isso também significa cobrar, na hora certa, como vocês souberam me cobrar. A cobrança foi um estímulo para que a gente quisesse fazer sempre mais. E o amor de vocês foi a minha grande energia e meu principal alimento. Agradeço a vocês por terem me ensinado muitas lições. E por terem me fortalecido nas horas difíceis e ampliado minha alegria nas horas alegres.

Saio do governo para viver a vida das ruas. Homem do povo que sempre fui, serei mais povo do que nunca, sem renegar o meu destino e jamais fugir à luta. Não me perguntem sobre o meu futuro, porque vocês já me deram um grande presente. Perguntem, sim, pelo futuro do Brasil! E acreditem nele. Porque temos motivos de sobra para isso.

Minha felicidade estará sempre ligada à felicidade do meu povo. Onde houver um brasileiro sofrendo, quero estar espiritualmente ao seu lado. Onde houver uma mãe e um pai com desesperança quero que minha lembrança lhes traga um pouco de conforto. Onde houver um jovem que queira sonhar grande, peço-lhe que olhe a minha história e veja que na vida nada é impossível.

Vivi no coração do povo e nele quero continuar vivendo até o último dos meus dias. Mais que nunca, sou um homem de uma só causa e esta causa se chama Brasil! Um feliz natal e próspero ano novo a todos vocês e muito obrigado por tudo.


Luiz Inácio Lula da Silva

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Planejamento e inovação

Em uma longa conversa entre dois dos administradores do Bomba-H, muitas vontades foram sugeridas. No entanto conforme era de se esperar, a turma do segundo ano entrou em uma época de acúmulos de provas e trabalhos. Era um tempo pouco propicio para que se tornassem práticos as idéias que foram sugeridas. De fato como todos perceberam o blog ficou um grande período ofuscado pelas ultimas avaliações do ano. Apenas as merecidas postagens de parabéns e os versos, ambas do Kiko, ocuparam esse espaço, mas tendo em vista os comentários fica claro que essas últimas postagens infelizmente não tiveram o mesmo sucesso que outras. Isso logicamente relacionado à falta de tempo, pela qual toda a turma inclusive nós administradores tivemos.

Os dias se passaram e hoje temos a honra em dizer que estamos de volta. Ah que tudo parece estamos todos aprovados, apesar de nem todas as notas terem sidas lançadas até a publicação dessa postagem. Portanto vamos com cautela e ao mesmo tempo felizes por sobreviver a mais um final de ano. Querendo ou não as avaliações terminaram e agora poderemos nos dedicar ao, até então excluído, blog Bomba-H, que esteve mansinho esperando ansiosamente seu precioso momento.

Antes de apresentar as inovações que foram sugeridas para o próximo ano, vamos fazer um rápido panorama sobre o que foi o ano de 2010. Entre ótimas postagens o blog teve inúmeras mudanças que trouxe a página uma maior visibilidade. Podemos considerar que esse ano de 2010, foi sem dúvida o melhor ano para o Bomba-H. Os adjetivos sobre citados se tornam justo perante as mudanças ocorridas: a primeira entrevista, novas formas de divulgação via e-mail, novos autores de postagens, novos visuais e principalmente a parceria com outros blogs. Nessa ultima consideração vale o destaque para a página virtual da coordenação do curso de História, feito por nossas mãos e incentivado e administrado pelo professor Fabio Santa Cruz.

Tendo em vista as inovações feitas nesse ano, que se termina, fica a intenção de novas propostas serem feitas e concretizadas. No entanto para que nosso discurso não fique parecido com a de políticos em campanhas, ou seja trazendo apenas promessas, não iremos fazer nenhum tipo de juramento, apenas apresentaremos, nessa postagem, algumas propostas que foram sugeridas para o próximo ano.

Novas postagens: O blog Bomba-H, terá a intenção de publicar cerca de quatro a cinco postagens por semana; tendo em vista a nossa vontade em movimentar a página eletrônica. Para que isso ocorra será incentivado as produções de textos por novos autores e também a publicação de trabalhos acadêmicos que devem servir como enriquecimento para o blog.

Entrevistas: Uma das inovações que certamente será concretizada, fica por conta da produção de novas entrevistas com outros professores. No ano de 2010 o Bomba-H teve a honra de publicar sua primeira entrevista com a professora de Libras Andréa Fabiana, para que essa não seja a única produção o blog tornará possível a produção de muitas outras entrevistas para o próximo ano; para que isso ocorra fica o incentivo ainda mais presente para o próximo ano, afim que os alunos possam contribuir com essa iniciativa.

Visitas: Um dos sonhos do blog fica por conta desse tópico, que seria a produção de textos que tenha como fonte a visita de alguma exposição, museu e evento. Para que não fiquemos somente no sonho, existe uma possível oportunidade para que ele se realize logo nas primeiras semanas de 2011. A exposição no museu de coros em Formosa chama nossa atenção para uma visita.

As divulgações: Ainda maior é nossa intenção em divulgar o Bomba-H. Para que ele ganhe ainda mais seguidores e visitantes, esperamos para o próximo ano novas formas de divulgação. Para que isso ocorra, fica o total incentivo para novas propostas serem organizadas e concretizadas no decorrer do ano de 2011.

Novas parcerias: Outras páginas que ganharão mais destaque para o próximo ano serão os blogs parceiros: Anarkilopólis XXI, Kiko di Faria e Artesanato Orquídea Negra. Ambos são blogs que merecem destaque por trazerem um novo tipo de enfoque sendo o primeiro musical, o segundo poético e o teceiro artesanato.

Fórum de debate: A criação de um fórum associado ao Bomba-H foi sugerido no ano de 2010, pela professora Ana Carolina. Infelizmente a idéia não foi realizada por motivos óbvios de não sabermos mexer com esse tipo de pagina. No entanto nossa insistência será ainda maior para o próximo ano. A criação de uma página aonde a discussão poderá ocorrer em total liberdade de expressão e tema, será um dos planejamentos que esse blog prevê para o próximo ano.


Existe muito mais planejamento do que esses simples tópicos que foram resumidamente explicados. Mas todos poderão perceber as mudanças ocorridas ao longo de 2011. Sem promessas, mas com muita vontade o Bomba-H deseja para si mesmo um ano repleto de conquistas e inovações. Também não poderíamos nos esquecer de desejar a todos, os visitantes dessa página, um ótimo natal e ano novo ainda mais rico em realizações, para que todos possam realizar o maior e profundo desejo: “apenas que busquem conhecimento.”




FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Vereador dos sonhos e das angústias

Hoje conforme quis a vida nasceu mais uma figura emblemática, que todos nós agradecemos por conhecê-lo. Entre inúmeras práticas, existe nele o ser político, que simplesmente sonha. Mais não é simplesmente uma imaginação inalcançável, mas um sonho que muitas vezes vem cercado de uma sofisticação e uma humildade que só ele consegue tornar prático.
Eis seu perfil de vereador. Parabéns meu caro Kiko Di Faria.

Impossível não se encantar com as palavras de Joaquim Teles. Mais conhecido como Kiko di Faria, ser vereador é apenas uma dentre as múltiplas atividades a que se dedica. Este grande brasileiro é também escultor, poeta, universitário e até compositor. Kiko, segundo a visão dos muitos amigos que tem, é um cidadão simples, calmo e, ao mesmo tempo, angustiado. Esta última característica, em particular, pode ser notada em algumas de suas ideias e textos, como bem ilustram as próprias palavras do poeta:

O sol impiedoso, cauterizando o mundo, não tira de mim a apocalíptica sensação de desgraça. Um cheiro pestilento de medo, impregna o ar e o universo estático, sem canção... É um lamento só. Uma eternidade de angústia!

Mas não estamos aqui agora para explorar esse lado angustiado, criativo e filosófico, o que também valeria muito a pena. Deixemos isto para um outro capítulo. Interessa-nos, no momento, o cidadão político e sua trajetória. Kiko di Faria, nascido em 1976 no seio de uma família humilde e sem nenhuma tradição política, disputou sua primeira eleição em 2007, onde se tornou vereador. Defensor dos moradores da cidade de São João D’ Aliança, em Goiás, sempre teve muita admiração pelo seu povo. Tanto que sua única obra, Vozes do Cerrado, foi inspirada por histórias e memórias de gente que fez daquela terra o seu lugar. Uma obra atraente que permeia poesia com histórias de fontes orais. Segundo o vereador, esta obra pode ter sido o primeiro passo de sua vida política.

- Escrevi um livro, Vozes do Cerrado, e acabei roubando a cena por alguns minutos. Quer ingrediente mais atrativo para chamar a atenção dos políticos locais? Começaram a me assediar para me filiar a um partido político

Foi justamente por desejar sempre o melhor para o seu povo que o vereador resolveu percorrer as trilhas incertas e desafiadoras e da política e aceitar os assédios recebidos. Uma trajetória não muito fácil. No início de sua primeira campanha, não era visto como um candidato forte por partidos adversários. Mas, uma vez comprometido com sua escolha, Kiko jamais desistiria. Conquistou morador por morador - “Visitei 98 por cento das casas da cidade, pedindo votos e fazendo a campanha” -, e acabou surpreendendo a todos, inclusive a ele mesmo. Como o próprio Kiko costuma dizer, ao lembrar-se dessa época: “O engraçado é que não vislumbrei a possibilidade de me eleger. Vislumbrei o desafio de fazer a campanha, de contestar e ecoar o meu discurso atrevido e ávido de mudança, independente do resultado.” Hoje, no decorrer de sua gestão, Kiko figura entre os mais admirados políticos da região; pelo menos é o que parece. E há quem diga que tenha boas chances de se eleger prefeito, apesar de ser ele o primeiro a se esquivar desta hipótese.

Quem pensa que sua vida como vereador é feita apenas de flores engana-se redondamente. Pelo contrário. Um fato muito lembrado por Kiko, por ocasião de sua campanha, foi o aperto que um cidadão simples como ele teve que passar para tentar obter votos. “Foram momentos difíceis; todos os dias andando a pé, de casa em casa. Falta de tempo até pra comer, pois o dinheiro faz muita diferença na campanha. Você conta com assessoria, contrata cabos eleitorais e faz a coisa acontecer. Mas, quando se é assalariado e ganha-se 510 reais bruto pra sobreviver com uma família de 4 filhas, a situação se complica.” Kiko di Faria compreendia aí que a política não seria algo tão simples.

Mas desistir jamais! Kiko insistiu e, com a mesma raça, que ele faz questão de exaltar, se tornou vereador. Seu slogan mobilizou a atenção de todos, tanto de eleitores quanto de adversários. A frase “porque o sonho ainda é possível” não passaria despercebida. Perguntado sobre o slogan, Kiko foi categórico:

- Kiko, você usou em seu slogan que “o sonho ainda é possível”. Qual era sua intenção com essa frase?

- Vislumbrei que ser vereador é a possibilidade de realização de muitos sonhos, e a mortes de muitos outros também. É, na verdade, a prenhez de inúmeros outros sonhos, que vão sendo gerados ao longo do trajeto. Tudo isso para contextualizar com sua descrição, amparada pelo calor intenso da angústia, da inquietação que impulsiona o sonhador a avançar. Como diria o velho e bom Machado de Assis: “Nem mesmo a ferida começa a cicatrizar, o diabo da esperança já volta a nos aferroar, e lá estamos nós a sonhar novamente.” Por isso, ser vereador; e também por isso, ser sonhador.

Geralmente, quem conversa com Kiko di Faria, ou o entrevista, percebe uma mistura de sofisticação e simplicidade em seu jeito de ser. Impressiona como ele consegue harmonizar tão bem essas duas características. Estamos falando de um sujeito simples por natureza, que consegue fazer dessa simplicidade algo extremamente atraente e refinado em sua expressão. Parece um truque de mágica. Tudo o que ele precisa é de uma opinião formada sobre algo ou alguém. A partir daí, a simplicidade vai dando lugar a um mosaico de ideias requintadas, com vasto conteúdo filosófico, literário ou poético, que, inevitavelmente, apesar de um ou outro viés pessimista, atrairá a atenção de quem o ouve ou de quem o lê.


Uma pequena homenagem, a quem merece muito