sábado, 26 de fevereiro de 2011

AGRADECIMENTO

Gostaria de a priori agradecer a todos, que me apoiaram e estão dando a mim este voto de confiança. Pretendo representar a turma do 3ª ano de História, de forma responsável, dinâmica e democrática. Quero lembrar a todos que não quero ser "solitário" nesta empreitada, por isso peço a todos que me apoiaram que não parem somente nos votos e que me ajudem neste ano com apoio, idéias e participações nos colegiados, pois o que se debate lá é de nosso total interesse e nossa presença dá mais força aos nossos votos e decisões, mostrando com essa atitude plausível que a "UNIÃO É A NOSSA FORÇA". Quero lembrar a todos que além do email da turma (desbravadores_09@yahoo.com.br), estarei emitindo notícias no nosso blog (bomba-h da turma do 3ª ano de Histótia) e gostaria da participação de todos. A inciativa de fazer toda noite após as aulas um email informativo, partiu de uma dificuldade que eu tive nos anos anteriores e que eu acredito que muitos outros colegas também tiveram, que se da seguinte forma, "devido a vários motivos eu chegava atrasado em sala de aula e como é evidente, perdia algumas coisas que eram ditas e trabalhos que eram passados pelos professores antes da minha chegada, tendo assim ardua missão de buscar as informações com os alunos" (em uma via crucis de encontros e desencontros de informações, que me lembrava o labirinto de minos onde perdemos alguns amigos no decorrer do curso kkk), devido isso pensei na seguinte idéia: seria importante como primeira proposta na função de representante fazer um "boletim informativo diário", para passar aos alunos que faltaram, as informações que foram debatidas e propostas em sala de aula, fazendo desta atitude um forte meio de comunicação e informação, que tem por finalidade a UNIÃO E INTERAÇÃO DE TODOS.


UM GRANDE ABRAÇO E MEU ETERNO OBRIGADO. 


sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Uma entrevista com Patativa do Assaré

Já algum tempo quis fazer uma publicação a cerca dessa figura apelidada de Patativa do Assaré. No entanto descobri que apesar da simplicidade de seus versos e de sua linguagem, escrever sobre essa pessoa não seria uma tarefa tão simples. Antes, no entanto, de prosseguir a leitura da postagem, gostaria de informa ao leitor que essa entrevista, que cito no titulo e poderão acompanhar, jamais aconteceu. Ou seja, essa postagem nada mais é do que uma tentativa de explicar quem foi Antônio Gonçalves da Silva, utilizando para isso seus próprios versos retirados do livro Cante Lá Que Eu Canto Cá.

Sem mais delongas apresento a entrevista e espero que todos possam apreciar a simplicidade da “Filosofia de um trovador nordestino.” Antes de prosseguir só gostaria de mais um pedido, quando forem lê as respostas, leiam em voz alta e poderão sentir os versos de Patativa do Assaré.

O que se canta na maioria de sues versos?

Se o poeta marinheiro
Canta as belezas do mar,
Como poeta roceiro
Quero o meu sertão cantar
Com respeito e com carinho.
Meu abrigo, meu cantinho,
Onde viveram meus pais.
O mais puro amor dedico
Ao meu sertão caro e rico
De belezas naturais.


O que diz o título Cante lá Que Eu Canto Cá?

Poeta, cantô da rua
Que na cidade nasceu,
Cante a cidade que é sua
Que eu canto o sertão que é meu.

Você teve inducação
Aprendeu munta ciença,
Mas das coisa do sertão
Não tem boa esperiença.
Nunca fez uma paioça
Nunca trabaio na roça,
Não pode conhecê bem,
Pois nessa penosa vida
Só quem provou da comida
Sabe o gosto que ela tem


Como é ser um poeta sertanejo?

Sou matuto sertanejo,
Daquele matuto pobre
Que não tem gado nem quejo
Nem ouro, prata, nem cobre.
Sou sertanejo rocêro,
Eu trabaio o dia intêro,
Que seja inverno ou verão.
Minha mão calejada,
Minha péia é bronzeada
Da quintura do sertão

Canto a vida desta gente
Que trabaia inté morrê
Sorrindo, alegre e contente,
Sem dá fé no padecê,
Dessa gente sem leitura
Que, mesmo na desventura,
Se sente alegre e feliz,
Sem nada sabê da terra,
Sem sabê se existe guerra
De país contra país.


O que teria o nosso sertão amado?

Eu sei que dizendo assim,
Eu não tou falando a toa,
Meu sertão tem coisa boa
E também tem coisa ruim;
Umas que fede a cupim
Ôtras que chera a melão
De tudo eu sei a feição
Pois conheço uma por uma
Vou aqui dizê arguma
Das coisas do meu sertão

Quando uma seca inclemente
Assola o nosso Nordeste
Dexando a mata e o agreste
Tudo triste e deferente,
Que viaja a pobre gente
Pra São Paulo e Maranhão
Dexando o caro torrão
Onde contente vivia
Trabaiando todo dia,
É coisa do meu sertão.


Como foi viver nessa capital?

Vou vortá pro meu sertão
Não posso me acostumá
Das rua da capitá
Vem um carro em minha frente
E depressa, de repente,
Já vem outro por detrás.
É uma coisa sem soma,
O fôrgo que a gente toma
É só catinga de gás.

Eu não gostei do rejume
Da vida da capitá,
Eu aqui só gostei munto
Do má, deste grande má.
Que poço d´água, pai d’égua!
Ele tem légua e mais légua,
E a gente só sabe é vendo,
Veve a roncá com orguió
De longe se oice o barúio
Das águas se arremexendo.


Depois de tantas poesias o que falta mais falar de sua querida terra?

Sertão, argúem te cantô
Eu sempre tenho cantado
E ainda cantando tô
Pruquê, meu torrão amado,
Munto te prezo, te quero
E vejo qui os teus mistério
Ninguém sabe decifrá
A tua beleza é tanta,
Qui o poeta canta, canta,
E inda fica o qui cantá.

No rompe de tua orora,
Meu sertão do Ceará
Quando escuto as voz sonora
Do sadoso sabiá
Do canaro e do campina,
Sinto das graças divina
O seu imneso pudê
E com munta razão vejo
Que a gente sê sertanejo
É um dos maió prazê.


Sobre o poeta Luís de Camões ?

Daqui, da distante serra
De Camões o que direi?
Quer na paz ou quer na guerra,
Que ele foi grande eu bem sei
Exaltou a sua terra
Mais do que o próprio rei.
Este poeta imortal
É orgulho de Portugal.




Qual é o “seu” gosto de poesia moderna?

A poesia sem rima,
Bastante me disanima
E alegria não me dá;
Não tem sabô a leitura;
Parece uma noite iscura
Sem istrela e sem lua

Sou um caboco rocêro,
Sem letra e sem istrução;
O meu verso tem o chêro
Da poêra do sertão;
Vivo nesta solidade
Bem destante da cidade
Onde a ciença guverna.
Todo o meu é natura,
Não sou capaz de gostá
Da poesia moderna.


Que tal um pouco de filosofia?

Seu doto pede que eu cante
Coisa da filosofia;
Escute que eu vou agora
Cantá tudo em carretia;
O senhô pode escutá,
Que se as corda não quebrá,
Nem fartá minha cachola,
Eu lhe atendo num instante:
Nada existe que eu num cante
Nas corda desta viola.

O mundo é uma cadeia
Onde se véve a pená;
Nós somo os prisionêro
Deste carce universa;
Vivendo nesta prisão,
Tudo de argema nas mão,
Os grião é as doença;
Dentro deste calaboço
Sofre o veio e sofre o moço,
Que a vida é dura sentença

Tudo geme neste carce,
Grita um – ai! Ôto – oi!
E a causa dessa derrota
Eu vou lhe dizê quem foi:
Apois bem, todo motivo
De hoje nós vivê cativo,
No mais horrive pená,
Foi Adão e sua esposa,
Que os mais veio faz as coisa
Mode os mais novo pagá


Para terminar, que tal uma poesia?

       Minha Serra

Quando o sol ao Nascente se levanta,
Espalhando os seus raios sobre a terra,
Entre a mata gentil da minha serra,
Em cada galho um passarinho canta.
Que bela festa! Que alegria tanta!
E que poesia o verde campo encerra!
O novilho gaiteia, a cabra berra,
Tudo saudoso a natureza santa.

Ante o converto desta orquestra infinda
Que o Deus dos pobres ao serrano brinda,
Acompanhada da suave aragem,

Beijando a chora do feliz caipira
Sinto brotar da minha rude lira
O tosco verso do cantor selvagem.


Peço desculpas aos leitores por terminar por aqui, mas não tive a intenção de nenhum texto longo. Sei que falta outros inúmeros versos e outras boas poesias, como exemplo os versos que se tornaram musica de Vaca Estrela e Boi Fubá. Também sei que não foi uma apresentação justa, foram simples perguntas e selecionei poucas estrofes, mas de qualquer forma minha idéia principal, foi sim concretizada, tentar explicar Patativa de Assaré por ele mesmo, em vista que minhas opiniões e minhas análises poderia ser bastante superficial.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Dúvida Cruel

Após muitas dificuldades cheguei ao terceiro ano do curso de Historia, pela Universidade Estadual de Goiás - Formosa. Resolvi então fazer a prova do ENEM, sem muitas perspectivas, pois queria somente testar meus conhecimentos, e como todos sabem, a nota do ENEM é usada no PROUNI para que se obtenha bolsa de estudos em instituições particulares de ensino superior. O meu dilema começa por ai, pois foi isso que aconteceu, tirei uma boa nota no ENEM e isso me garantiu uma bolsa, de 100%, na Faculdade Iesgo no curso de Tecnologia da Informação, área pela qual me identifico bastante. Quanto ao curso de História posso dizer que já no primeiro ano verifiquei que o curso não era bem o que eu esperava, mas sou não sou muito de desistir aprendi a gostar do curso.


Diante disso teria até o dia 04 de fevereiro para concretizar minha matricula na Iesgo e não posso ter vinculo com outra instituição de ensino superior, no caso a UEG. Acredito que em dois anos estarei formado no curso de História e poderei fazer o Enem novamente e conseguir outra bolsa através do PROUNI. O curso de Historia serviu para me engrandecer intelectualmente, o seria muito bom, já que o mercado de trabalho para historiadores é muito indesejável, deixando disponível a profissão de professor que seria muito interessante, mas todos nós sabemos que é pouco remunerada.


O curso de TI (Tecnologia da Informação) e uma área que tenho muita afinidade, claro que pode ser diferente do que eu espero, mas este curso é na área de exatas que ficaria mais próxima da minha atual formação profissional. Próximo d’área de engenharia elétrica, já que trabalho na CELG-D (Concessionária de distribuição de energia elétrica do estado de Goiás) como técnico industrial em eletrotécnica, além de ser uma área mais ampla e em atual crescimento no mercado de trabalho onde terei mais facilidade de crescimento profissional.

Em fim esse é o meu dilema tanto o curso de Historia na UEG quanto o curso de TI na IESGO tem seus lados bons e seus lados ruins. Gostaria das opiniões de todos com a seguinte pergunta: se fosse com você (o que decidiria?) qual instituição de ensino superior seria de sua escolha: UEG onde estou cursando o 3ª ano, ou curso, que tenho mais afinidade, de Tecnologia da Informação?

Tiago Estole

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Para que estudar Filosofia?


Ao pensarmos em estudar filosofia, não observamos o quão importante e presente ela é em nosso cotidiano. Estudando filosofia, entendemos melhor a vida, seu real e imenso valor que possui.

A filosofia não se limita às verdades ligadas as condições humanas, ou a ciência, que por sua vez, possuem limitações. A sua preocupação está voltada a uma verdade maior, uma verdade que transcende os limites da razão humana, à qual somos instigados a buscar constantemente. Essa busca e essa verdade não são finitas, pois enquanto o homem existir, ele estará em busca dessa verdade maior.

Aos poucos vamos percebendo melhor o quanto a filosofia faz parte da nossa vida. Só entenderemos o sentido da filosofia, quando entendermos que não podemos somar, subtrair, multiplicar ou dividir nossa verdade, o bem, o amor, a existência. Os sentimentos podem ser expressos nas mais diversas formas, mas nunca numa equação matemática, nem numa composição química ou física. Dessa maneira nossas relações acabam tornando-se frias e calculistas, porque na sociedade vive-se desta forma. Porém, a reflexão ajuda a compreender as coisas da forma como nenhuma ciência ajuda compreender.

Filosofia é refletir sobre os acontecimentos, não se limita apenas à perguntarmos: por que?, mas sim em aprofundar, ir além; é ter um posicionamento crítico e argumentativo, em resumo, buscar a verdade dos acontecimentos, dos fatos, é uma atitude filosófica.

Segundo Antonio Gramsci, “Todos os seres humanos são filósofos”. Ele entendia que as pessoas têm sua concepção de mundo, ainda que não consciente, ainda que a crítica; e essa concepção é expressa na linguagem, pois esta, “é um conjunto de noções e de conceitos determinados, e não só de palavras gramaticalmente vazias de conteúdo”. Para ele o que difere em cada ser humano é como ele atua no mundo. Gramsci também acreditava que os seres humanos partilham um “senso comum”, em que temos, além disso, religiões populares, superstições, opiniões. Ou seja, todos somos filósofos, porém com uma “filosofia espontânea” que é própria de toda a gente, contida nos aspectos citados (crença, opinião) e as formas de ver e atuar no mundo. Assim, ter mente aberta à reflexão de tudo o que acontece e vemos, é um jeito, não único, de fazer Filosofia.



Catherine Bachmann

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Haiti. Há um ano do desastre

.



Canção da Terra (Machael jackson)

O que aconteceu com o nascer do sol?

O que aconteceu com a chuva?

O que aconteceu com todas as coisas,

Que você disse que iríamos ganhar?

O que aconteceu com os campos de extermínio?

Essa é a hora.

O que aconteceu com todas as coisas,

Que você disse que eram nossas?

Você já parou para pensar em

Todo o sangue derramado antes de nós?

Você já parou para pensar que

A Terra e os mares estão chorando?


O que fizemos para o mundo?

Olhe o que fizemos.

O que aconteceu com toda a paz?

Que você prometeu a seu único filho?

O que aconteceu com os campos floridos?

Essa é a hora.

O que aconteceu com todos os sonhos

Que você disse serem nossos?

Você já parou pra pensar,

Sobre todas as crianças mortas pela a guerra?

Você já parou para pensar que

A Terra e os mares estão chorando?


Eu costumava sonhar

Costumava viajar além das estrelas

Agora já não sei onde estamos

Embora saiba que fomos muitos longe


O que aconteceu com o passado?

(O que aconteceu conosco?)

O que aconteceu com os mares?

(O que aconteceu conosco?)

O céu está caindo

(O que aconteceu conosco?)

Não consigo nem respirar

(O que aconteceu conosco?)

E a apatia?

(O que aconteceu conosco?)

Eu preciso de você.

(O que aconteceu conosco?)

E o valor da natureza?

É o ventre do nosso planeta.

(O que aconteceu conosco?)

E os animais?

(O que aconteceu conosco?)

Fizemos de reinados, poeira.

(O que aconteceu conosco?)

E os elefantes?

(O que aconteceu conosco?)

Perdemos a confiança deles?

(O que aconteceu conosco?)

E as baleias chorando?

(O que aconteceu conosco?)

Estamos destruindo os mares

(O que aconteceu conosco?)

E as florestas?


Queimadas, apesar dos apelos

(O que aconteceu conosco?)

E a terra prometida?

(O que aconteceu conosco?)

Dilacerada pela ganância

(O que aconteceu conosco?)

E o homem comum?

(O que aconteceu conosco?)

Não podemos libertá-lo?

(O que aconteceu conosco?)

E as crianças morrendo?

(O que aconteceu conosco?)

Não consegue ouvi-las chorar?

(O que aconteceu conosco?)

O que fizemos de errado?

Alguém me fale o porquê

(O que aconteceu conosco?)

E os bebês?

(O que aconteceu conosco?)

E os dias?

(O que aconteceu conosco?)

E toda a alegria?

(O que aconteceu conosco?)

E o homem?

(O que aconteceu conosco?)

O homem chorando?

(O que aconteceu conosco?)

E Abraão?

(O que aconteceu conosco?)

E a morte de novo?

A gente se importa?

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Pare por um instante e imagine uma explosão de trinta bombas atômicas. Imagine um verdadeiro país em caos, um tapete de pessoas mortas, pessoas estendidas ao chão ou até mesmo uma criança sozinha e morta em uma calçada sem ninguém ali para chorar ou lamentar por sua morte. Imagine não dez, onze, doze, ou treze pessoas mortas, mas cerca de cem a duzentos mil mortos. Um cheiro insuportável de corpos em decomposição, pessoas revirando entulhos de concreto em busca de gritos de “socorro”. Pare por um instante, um único instante, e tenta sentir um choro de uma criança desesperada de dor que sente por uma perna quebrada, não há nem mesmo nenhuma anestesia para acabar ou aliviar aquela dor. Isso parece sem duvida algo trágico, catastrófico ou infernal, mais meu caro leitor é exatamente isso que ocorre, no o dia 12 de Janeiro, no Haiti


Haiti, 12 de janeiro de 2010, sem duvida uma data marcante, não apenas para os haitianos, mas para todas a humanidade. Assim como o 11 de setembro entrou para a historia, eis outra data em que a historia. Um dia catastrófico para o ser - humano. Peço com toda humildade que todos reflitam sobre o que significa esse dia para toda a humanidade, peço que reflitam sobre os acontecimentos que marcaram o dia 12, os acontecimentos que até hoje se encontra ali naquele Pais que se tornou um verdadeiro caos. Talvez assim seja uma das formas de se lembrar dos Haitianos que ali vivem e que tiveram sua vida radicalmente mudada por um verdadeiro dia apocalíptico.