segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Dúvida Cruel

Após muitas dificuldades cheguei ao terceiro ano do curso de Historia, pela Universidade Estadual de Goiás - Formosa. Resolvi então fazer a prova do ENEM, sem muitas perspectivas, pois queria somente testar meus conhecimentos, e como todos sabem, a nota do ENEM é usada no PROUNI para que se obtenha bolsa de estudos em instituições particulares de ensino superior. O meu dilema começa por ai, pois foi isso que aconteceu, tirei uma boa nota no ENEM e isso me garantiu uma bolsa, de 100%, na Faculdade Iesgo no curso de Tecnologia da Informação, área pela qual me identifico bastante. Quanto ao curso de História posso dizer que já no primeiro ano verifiquei que o curso não era bem o que eu esperava, mas sou não sou muito de desistir aprendi a gostar do curso.


Diante disso teria até o dia 04 de fevereiro para concretizar minha matricula na Iesgo e não posso ter vinculo com outra instituição de ensino superior, no caso a UEG. Acredito que em dois anos estarei formado no curso de História e poderei fazer o Enem novamente e conseguir outra bolsa através do PROUNI. O curso de Historia serviu para me engrandecer intelectualmente, o seria muito bom, já que o mercado de trabalho para historiadores é muito indesejável, deixando disponível a profissão de professor que seria muito interessante, mas todos nós sabemos que é pouco remunerada.


O curso de TI (Tecnologia da Informação) e uma área que tenho muita afinidade, claro que pode ser diferente do que eu espero, mas este curso é na área de exatas que ficaria mais próxima da minha atual formação profissional. Próximo d’área de engenharia elétrica, já que trabalho na CELG-D (Concessionária de distribuição de energia elétrica do estado de Goiás) como técnico industrial em eletrotécnica, além de ser uma área mais ampla e em atual crescimento no mercado de trabalho onde terei mais facilidade de crescimento profissional.

Em fim esse é o meu dilema tanto o curso de Historia na UEG quanto o curso de TI na IESGO tem seus lados bons e seus lados ruins. Gostaria das opiniões de todos com a seguinte pergunta: se fosse com você (o que decidiria?) qual instituição de ensino superior seria de sua escolha: UEG onde estou cursando o 3ª ano, ou curso, que tenho mais afinidade, de Tecnologia da Informação?

Tiago Estole

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Para que estudar Filosofia?


Ao pensarmos em estudar filosofia, não observamos o quão importante e presente ela é em nosso cotidiano. Estudando filosofia, entendemos melhor a vida, seu real e imenso valor que possui.

A filosofia não se limita às verdades ligadas as condições humanas, ou a ciência, que por sua vez, possuem limitações. A sua preocupação está voltada a uma verdade maior, uma verdade que transcende os limites da razão humana, à qual somos instigados a buscar constantemente. Essa busca e essa verdade não são finitas, pois enquanto o homem existir, ele estará em busca dessa verdade maior.

Aos poucos vamos percebendo melhor o quanto a filosofia faz parte da nossa vida. Só entenderemos o sentido da filosofia, quando entendermos que não podemos somar, subtrair, multiplicar ou dividir nossa verdade, o bem, o amor, a existência. Os sentimentos podem ser expressos nas mais diversas formas, mas nunca numa equação matemática, nem numa composição química ou física. Dessa maneira nossas relações acabam tornando-se frias e calculistas, porque na sociedade vive-se desta forma. Porém, a reflexão ajuda a compreender as coisas da forma como nenhuma ciência ajuda compreender.

Filosofia é refletir sobre os acontecimentos, não se limita apenas à perguntarmos: por que?, mas sim em aprofundar, ir além; é ter um posicionamento crítico e argumentativo, em resumo, buscar a verdade dos acontecimentos, dos fatos, é uma atitude filosófica.

Segundo Antonio Gramsci, “Todos os seres humanos são filósofos”. Ele entendia que as pessoas têm sua concepção de mundo, ainda que não consciente, ainda que a crítica; e essa concepção é expressa na linguagem, pois esta, “é um conjunto de noções e de conceitos determinados, e não só de palavras gramaticalmente vazias de conteúdo”. Para ele o que difere em cada ser humano é como ele atua no mundo. Gramsci também acreditava que os seres humanos partilham um “senso comum”, em que temos, além disso, religiões populares, superstições, opiniões. Ou seja, todos somos filósofos, porém com uma “filosofia espontânea” que é própria de toda a gente, contida nos aspectos citados (crença, opinião) e as formas de ver e atuar no mundo. Assim, ter mente aberta à reflexão de tudo o que acontece e vemos, é um jeito, não único, de fazer Filosofia.



Catherine Bachmann

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Haiti. Há um ano do desastre

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Canção da Terra (Machael jackson)

O que aconteceu com o nascer do sol?

O que aconteceu com a chuva?

O que aconteceu com todas as coisas,

Que você disse que iríamos ganhar?

O que aconteceu com os campos de extermínio?

Essa é a hora.

O que aconteceu com todas as coisas,

Que você disse que eram nossas?

Você já parou para pensar em

Todo o sangue derramado antes de nós?

Você já parou para pensar que

A Terra e os mares estão chorando?


O que fizemos para o mundo?

Olhe o que fizemos.

O que aconteceu com toda a paz?

Que você prometeu a seu único filho?

O que aconteceu com os campos floridos?

Essa é a hora.

O que aconteceu com todos os sonhos

Que você disse serem nossos?

Você já parou pra pensar,

Sobre todas as crianças mortas pela a guerra?

Você já parou para pensar que

A Terra e os mares estão chorando?


Eu costumava sonhar

Costumava viajar além das estrelas

Agora já não sei onde estamos

Embora saiba que fomos muitos longe


O que aconteceu com o passado?

(O que aconteceu conosco?)

O que aconteceu com os mares?

(O que aconteceu conosco?)

O céu está caindo

(O que aconteceu conosco?)

Não consigo nem respirar

(O que aconteceu conosco?)

E a apatia?

(O que aconteceu conosco?)

Eu preciso de você.

(O que aconteceu conosco?)

E o valor da natureza?

É o ventre do nosso planeta.

(O que aconteceu conosco?)

E os animais?

(O que aconteceu conosco?)

Fizemos de reinados, poeira.

(O que aconteceu conosco?)

E os elefantes?

(O que aconteceu conosco?)

Perdemos a confiança deles?

(O que aconteceu conosco?)

E as baleias chorando?

(O que aconteceu conosco?)

Estamos destruindo os mares

(O que aconteceu conosco?)

E as florestas?


Queimadas, apesar dos apelos

(O que aconteceu conosco?)

E a terra prometida?

(O que aconteceu conosco?)

Dilacerada pela ganância

(O que aconteceu conosco?)

E o homem comum?

(O que aconteceu conosco?)

Não podemos libertá-lo?

(O que aconteceu conosco?)

E as crianças morrendo?

(O que aconteceu conosco?)

Não consegue ouvi-las chorar?

(O que aconteceu conosco?)

O que fizemos de errado?

Alguém me fale o porquê

(O que aconteceu conosco?)

E os bebês?

(O que aconteceu conosco?)

E os dias?

(O que aconteceu conosco?)

E toda a alegria?

(O que aconteceu conosco?)

E o homem?

(O que aconteceu conosco?)

O homem chorando?

(O que aconteceu conosco?)

E Abraão?

(O que aconteceu conosco?)

E a morte de novo?

A gente se importa?

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Pare por um instante e imagine uma explosão de trinta bombas atômicas. Imagine um verdadeiro país em caos, um tapete de pessoas mortas, pessoas estendidas ao chão ou até mesmo uma criança sozinha e morta em uma calçada sem ninguém ali para chorar ou lamentar por sua morte. Imagine não dez, onze, doze, ou treze pessoas mortas, mas cerca de cem a duzentos mil mortos. Um cheiro insuportável de corpos em decomposição, pessoas revirando entulhos de concreto em busca de gritos de “socorro”. Pare por um instante, um único instante, e tenta sentir um choro de uma criança desesperada de dor que sente por uma perna quebrada, não há nem mesmo nenhuma anestesia para acabar ou aliviar aquela dor. Isso parece sem duvida algo trágico, catastrófico ou infernal, mais meu caro leitor é exatamente isso que ocorre, no o dia 12 de Janeiro, no Haiti


Haiti, 12 de janeiro de 2010, sem duvida uma data marcante, não apenas para os haitianos, mas para todas a humanidade. Assim como o 11 de setembro entrou para a historia, eis outra data em que a historia. Um dia catastrófico para o ser - humano. Peço com toda humildade que todos reflitam sobre o que significa esse dia para toda a humanidade, peço que reflitam sobre os acontecimentos que marcaram o dia 12, os acontecimentos que até hoje se encontra ali naquele Pais que se tornou um verdadeiro caos. Talvez assim seja uma das formas de se lembrar dos Haitianos que ali vivem e que tiveram sua vida radicalmente mudada por um verdadeiro dia apocalíptico.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Resultado da Enquete

Em fim o Bomba-H posta algo sobre o resultado da enquete feita pelo blog no ano de 2010. A pergunta era: O que você acha do e-mail de divulgação de postagem?

Para responder o visitante poderia escolher de três opções sendo a primeira ‘ótima’ a segunda ‘não me interessa’ e a terceira ‘ruim’. Conforme foi explicado, respectivamente, a primeira opção se referia aquelas pessoas que aprovavam a forma de divulgação, a outra opção fica por conta da falta de interesse que o internauta tem em relação ao e-mail que é recebido, ou seja para aqueles visitantes que não se interessavam em visitar o blog mesmo depois de serem informado sobre o que tinha sido postado. A ultima e terceira opção presente na enquete, fica por conta da critica feita aos e-mails, para essa opção o visitante acharia chato e desinteressante ficar constantemente recebendo e-mails em suas caixas de mensagens.

A intenção de formular essa enquete foi principalmente em analisar a importância de nossos e-mails como única forma direta de divulgação. E como resultado tivemos 20 votos conquistados para a melhor das opções, ou seja 95% das pessoas que participaram da enquete se interessam em receber esses e-mails de divulgação de postagem, que é feita por um dos administradores do blog Marcos Dias. A segunda opção para aqueles que não tinham interesse ficou sem nenhum voto e a ultima opção recebeu somente um voto, ou seja houve apenas uma pessoa que achou ruim nossa forma de divulgação.

Novamente o Bomba-H ressalta o total interesse que temos em ouvir criticas construtivas e sugestões ao blog. Acreditamos sinceramente que aprenderemos muito mais com os erros e com as sugestões, mas para isso fica por conta, também, dos visitantes dos alertar dos problemas que estão ocorrendo em nosso blog.

Pensando em ouvir os nossos visitantes criamos já algum tempo um e-mail especificamente do Bomba-H; portanto caso queira fazer qualquer tipo de sugestão fique a vontade em relatar nos comentários das postagens ou no e-mail oficial do Bomba-H, em que será preservado a identidade de qualquer internauta.

e-mail: seguidores.historia@gmail.com

Obrigado e aguardem as novidades

sábado, 25 de dezembro de 2010

Pela última vez... a palavra é do Lula

 

Queridas brasileiras e queridos brasileiros...

Dentro de poucos dias, deixo a Presidência da República. Foram oito anos de luta, desafios e muitas conquistas. Mas, acima de tudo, de amor e de esperança no Brasil e no povo brasileiro. Com muita alegria, vou transmitir o cargo à companheira Dilma Rousseff, consagrada nas urnas em uma eleição livre, transparente e democrática. Um rito rotineiro neste país que já se firmou como uma das maiores democracias do mundo.

É profundamente simbólico que a faixa presidencial passe das mãos do primeiro operário presidente para as mãos da primeira mulher presidenta. Será um marco no belo caminho que nosso povo vem construindo para fazer do Brasil, se Deus quiser, um dos países mais igualitários do mundo. País que já realizou parte do sonho dos seus filhos. Mas que pode e fará muito mais para que este sonho tenha a grandeza que o brasileiro quer e merece.

Minhas amigas e meus amigos, hoje, cada brasileiro  e brasileira acredita mais no seu país e em si mesmo. Trata-se de uma conquista coletiva de todos nós. Se algum mérito tive, foi o de haver semeado sonho e esperança. Meu sonho e minha esperança vêm das profundezas da alma popular – do berço pobre que tive e da certeza que, com luta, coragem e trabalho, a gente supera qualquer dificuldade. E quando uma pessoa do povo consegue vencer as dificuldades gigantescas que a vida lhe impõe, nada mais consegue aniquilar o seu sonho, nem sua capacidade de superar desafios. E quando um país como o Brasil, cuja maior força está na alma e na energia popular, passa a acreditar em si mesmo, nada, absolutamente nada, detém sua marcha inexorável para a vitória.

Foi com esta energia no peito que nós, brasileiros e brasileiras, afugentamos a onda de fracasso que pairava sobre o país quando assumimos o governo. Agora, estamos provando ao mundo – e a nós mesmos – que o Brasil tem um encontro marcado com o sucesso. Se governei bem, foi porque antes de me sentir presidente, me senti sempre, um brasileiro comum que tinha que superar as suas dores, vencer os preconceitos e não fracassar.

Se governei bem, foi porque antes de me sentir um chefe de estado, me senti sempre um chefe de família, que sabia das dificuldades dos seus irmãos para colocar comida na mesa, para dar escola para seus filhos, para chegar em casa, todas as noites, a salvo dos perigos e da violência. Se governamos bem, foi, principalmente, porque conseguimos nos livrar da maldição elitista que fazia com que os dirigentes políticos deste grande país governassem apenas para um terço da população. E se esquecessem da maioria do seu povo, que parecia condenada à miséria e ao abandono eternos. Mostramos que é possível e necessário governar para todos – e quando isso se realiza o grande ganhador é o país.


Minhas amigas e meus amigos, o Brasil venceu o desafio de crescer econômica e socialmente e provou que a melhor política de desenvolvimento é o combate à pobreza. Construímos, juntos, um projeto de nação baseado no desenvolvimento com inclusão social, na democracia com liberdade plena e na inserção soberana do Brasil no mundo. Fortalecemos a economia sem enfraquecer o social; ampliamos a participação popular sem ferir as instituições; diminuímos a desigualdade sem gerar conflito de classes; e imprimimos uma nova dinâmica política, econômica e social ao país, sem comprometer uma sequer das liberdades democráticas.

Ao receber ajuda e apoio, o nosso povo deu uma resposta dinâmica e produtiva, trabalhando com entusiasmo e consumindo com responsabilidade, ajudando a formar uma das economias mais sólidas e um dos mercados internos mais vigorosos do mundo. Em suma : governo e sociedade trabalharam sempre juntos, com união, equilíbrio, participação e espírito democrático.

Minhas amigas e meus amigos, o Brasil demonstra, hoje, sua pujança em obras e projetos que estão entre os maiores do mundo e vão mudar o curso da nossa história. Me refiro às obras das hidrelétricas de Jirau, Santo Antônio e Belo Monte; às refinarias de Pernambuco, Rio de Janeiro, Maranhão e Ceará; às estradas que vão abrir rotas inéditas e estratégicas, como as ligações com o Pacífico e o Caribe; e às ferrovias Norte-Sul, Transnordestina e Oeste-Leste, além do projeto, em licitação, do trem de alta velocidade, que vai ligar São Paulo ao Rio.

Também estamos fazendo os maiores investimentos mundiais no setor de petróleo, principalmente a partir da descoberta do pré-sal, que é o nosso passaporte para o futuro. Ele vai gerar milhões de empregos e uma riqueza que será, obrigatoriamente, aplicada no combate à pobreza, na saúde, na educação, na cultura, na ciência e tecnologia e na defesa do meio ambiente.

Estamos, ainda, realizando um dos maiores projetos de combate à seca do mundo: a transposição das águas do São Francisco, que irá matar a sede e diminuir a pobreza de milhões e milhões de nordestinos. Ao mesmo tempo em que realiza grandes obras, o Brasil, acima de tudo, cuida das pessoas – em especial das pessoas mais pobres. Temos, hoje, os maiores e mais modernos programas de transferência de renda, segurança alimentar e assistência social do mundo. Entre eles, o Bolsa Família, que beneficia quase 13 milhões de famílias pobres e é aplaudido e imitado mundo afora.

Nosso modelo de governo também permitiu que o salário mínimo tivesse ganho real de 67% e a oferta de crédito alcançasse 48% do PIB em 2010, um recorde histórico. O investimento em agricultura familiar cresceu oito vezes e assentamos 600 mil famílias – metade de todos os assentamentos realizados no Brasil até hoje.

Com o Luz Para Todos levamos energia elétrica a 2 milhões e 600 mil pequenas propriedades. E, através do Minha Casa Minha Vida, estamos construindo 1 milhão de moradias, e as famílias que recebem até 3 salários mínimos serão as mais beneficiadas. Na área da saúde, tivemos vários avanços como o Samu, o Brasil sorridente e as unidades de pronto atendimento, as UPAs, que estão sendo construídas Brasil afora.

Triplicamos o investimento em educação, elevando a qualidade do ensino em todos os níveis. Inauguramos 214 escolas técnicas federais, mais do que foi feito em 100 anos. E implantamos 14 novas universidades e 126 novas extensões universitárias em todas as regiões do país. O Prouni beneficiou 750 mil jovens de baixa renda, com bolsas universitárias.

Meus amigos e minhas amigas, há muitos outros motivos que reforçam nossa confiança no futuro do Brasil. Temos, quase 300 bilhões de dólares de reservas internacionais próprias – dez vezes mais do que tínhamos no início do nosso governo. Nossa taxa média anual de crescimento dobrou.

Agora, em 2010, por exemplo, vamos ter um crescimento recorde de quase oito por cento – um dos maiores do mundo. E outras quatro grandes conquistas provam, com força simbólica e concreta, que nosso país mudou de patamar. E também mudou de atitude. Geramos 15 milhões de empregos, um recorde histórico, e hoje começamos a viver um ciclo de pleno emprego.

Promovemos a maior ascensão social de todos os tempos, retirando 28 milhões de pessoas da linha da pobreza e fazendo com que 36 milhões entrassem na classe média. Zeramos nossa dívida com o fundo monetário internacional e agora é o Brasil que empresta dinheiro ao FMI. E, ao mesmo tempo, reduzimos como nunca o desmatamento na Amazônia.

A minha maior felicidade é saber que vamos ampliar todas estas conquistas. Minha fé se alicerça em três fundamentos: as riquezas do Brasil, a força do seu povo e a competência da presidenta Dilma. Ela conhece, como ninguém, o que foi feito e como fazer mais e melhor. Tenho certeza de que Dilma será uma presidenta à altura deste novo Brasil, que respeita seu povo e é respeitado pelo mundo.

Este país que, depois de produzir seguidos espetáculos de crescimento e inclusão, vai sediar os dois maiores eventos do planeta: a copa do mundo e as olimpíadas. Este país que reduziu a desigualdade entre as pessoas e entre as regiões e vai seguir reduzindo-a muito mais. Este país que descobriu que não há maior conquista do que recuperar a auto-estima do seu povo.


Queridas brasileiras e queridos brasileiros, quero encerrar com um pedido enfático e um agradecimento profundo. Peço a todos que apóiem à nova presidenta, assim como me apoiaram em todos os momentos. Isso também significa cobrar, na hora certa, como vocês souberam me cobrar. A cobrança foi um estímulo para que a gente quisesse fazer sempre mais. E o amor de vocês foi a minha grande energia e meu principal alimento. Agradeço a vocês por terem me ensinado muitas lições. E por terem me fortalecido nas horas difíceis e ampliado minha alegria nas horas alegres.

Saio do governo para viver a vida das ruas. Homem do povo que sempre fui, serei mais povo do que nunca, sem renegar o meu destino e jamais fugir à luta. Não me perguntem sobre o meu futuro, porque vocês já me deram um grande presente. Perguntem, sim, pelo futuro do Brasil! E acreditem nele. Porque temos motivos de sobra para isso.

Minha felicidade estará sempre ligada à felicidade do meu povo. Onde houver um brasileiro sofrendo, quero estar espiritualmente ao seu lado. Onde houver uma mãe e um pai com desesperança quero que minha lembrança lhes traga um pouco de conforto. Onde houver um jovem que queira sonhar grande, peço-lhe que olhe a minha história e veja que na vida nada é impossível.

Vivi no coração do povo e nele quero continuar vivendo até o último dos meus dias. Mais que nunca, sou um homem de uma só causa e esta causa se chama Brasil! Um feliz natal e próspero ano novo a todos vocês e muito obrigado por tudo.


Luiz Inácio Lula da Silva